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Governo esboça retomada do crescimento

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Gabriel Guidotti</u></span><br />
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<span style="font-size:14px;">Em entrevistas a diversos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, nacionais e internacionais, os empres&aacute;rios brasileiros alertaram: o impeachment de Dilma Rousseff seria prejudicial ao pa&iacute;s. Se ocorresse, a mola que impulsiona a j&aacute; debilitada economia travaria, sem previs&atilde;o de recupera&ccedil;&atilde;o. Ademais, a febre pela queda da presente teve seu momento &ndash; e ele passou. Respirando novamente, o governo federal esbo&ccedil;a uma corre&ccedil;&atilde;o de rumos e ambiciona a retomada do crescimento.<br />
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Na televis&atilde;o, as duas figuras mais criticadas nos &uacute;ltimos protestos deram uma mensagem de esperan&ccedil;a. Dilma e Lula falaram direto aos brasileiros, sem intermedi&aacute;rios. Apesar de algumas express&otilde;es montadas na demagogia, aproveitaram seu espa&ccedil;o para, finalmente, admitir a exist&ecirc;ncia da crise. &ldquo;Sei que muita coisa precisa melhorar. Tem muito brasileiro sofrendo.&nbsp; Mas juntos vamos sair desta. Estamos em um ano de travessia e essa travessia vai levar o Brasil a um lugar melhor&rdquo;, enfatizou a presidente.<br />
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Lula seguiu no mesmo tom, destacando que o Brasil j&aacute; passou por outras tempestades e resistiu. Curiosamente, a manifesta&ccedil;&atilde;o dos dois acontece ap&oacute;s severa cr&iacute;tica veiculada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dias atr&aacute;s. No Facebook, FHC afirmou que os protestos deste ano mostram que o governo, embora legal, &eacute; &ldquo;ileg&iacute;timo&rdquo; e sem &ldquo;base moral&rdquo;. Sugeriu que Dilma deveria ter a &ldquo;grandeza&rdquo; de renunciar ou admitir seus erros. Sobre este &uacute;ltimo item, o PT, aparentemente, acusou o golpe.<br />
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A jornais, Dilma reconheceu que o governo demorou a perceber a gravidade da crise, sobretudo nos meses finais do ano passado. Creio que o desgaste com a elei&ccedil;&atilde;o mais violenta da hist&oacute;ria foi determinante. De qualquer modo, com atraso, a presidente parece ter acordado do estado de torpor em que se meteu. No primeiro semestre de 2015, a letargia em enfrentar os opositores quase custou seu cargo.<br />
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O pronunciamento na TV foi um come&ccedil;o. Falta explicar outras coisas. Por exemplo, o porqu&ecirc; do PT ter se distanciado tanto de suas bandeiras hist&oacute;ricas. Hoje o partido atua menos para os trabalhadores e mais para os bancos. Nesse sentido, as cr&iacute;ticas n&atilde;o se propagam apenas pela oposi&ccedil;&atilde;o. Correligion&aacute;rios petistas externam, pela imprensa, o seu descontentamento. Mais que uma revis&atilde;o de gest&atilde;o, portanto, est&aacute; na hora da sigla revisar seus pr&oacute;prios conceitos. Muito trabalho pela frente.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><u>Gabriel Guidotti</u> – Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo.</span>

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