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O contra-ataque do PMDB

admin -

<u><span style="font-size:14px;">Gabriel Guidotti</span></u><br />
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<span style="font-size:14px;">Acanhado pelas den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o e lavagem de dinheiro a um dos seus mais expressivos representantes no cen&aacute;rio pol&iacute;tico – o presidente da C&acirc;mara, Eduardo Cunha &ndash; o PMDB resolveu n&atilde;o ficar inerte diante da crise que envolve o partido. Ap&oacute;s um primeiro semestre de altern&acirc;ncia entre oposi&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o, os peemedebistas perceberam o cometimento de um erro estrat&eacute;gico: achar que Dilma Rousseff definharia at&eacute; o fim de seu mandato. A balan&ccedil;a inverteu.<br />
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Durante a semana, o partido vai tentar reconquistar territ&oacute;rio perdido por interm&eacute;dio de uma s&eacute;rie de inser&ccedil;&otilde;es televisivas. Sob o lema de &lsquo;A verdade sempre &eacute; a melhor escolha&rsquo;, lideran&ccedil;as da sigla afirmam nos v&iacute;deos que o Brasil seguiu caminhos equivocados e agora precisa mudar de dire&ccedil;&atilde;o &ndash; admitindo os problemas. Cunha participa da campanha declarando que sua verdade est&aacute; em defender a independ&ecirc;ncia da C&acirc;mara, cumprindo rigorosamente a Constitui&ccedil;&atilde;o.<br />
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Pergunto-me se defender a Constitui&ccedil;&atilde;o seria a &uacute;nica verdade a ser revelada. O vice-presidente da Rep&uacute;blica, Michel temer, assumiu as fun&ccedil;&otilde;es da Secretaria de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais em abril, ap&oacute;s o agravamento da crise entre o Planalto e o Congresso. Na semana passada, entretanto, ele optou por se afastar gradativamente da Pasta, motivado por supostas articula&ccedil;&otilde;es paralelas promovidas pelo governo.<br />
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Quando da indica&ccedil;&atilde;o de Temer para a fun&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havia argumento em contr&aacute;rio: os rumos do pa&iacute;s estavam nas m&atilde;os do PMDB. Suponho que o Planalto tenha observado essa realidade com aten&ccedil;&atilde;o. Passar por cima do vice-presidente demonstra falta de confian&ccedil;a, embora o peemedebista tenha obtido &ecirc;xito na articula&ccedil;&atilde;o para aprova&ccedil;&atilde;o das medidas do ajuste fiscal na C&acirc;mara e no Senado. O que a verdade revelar&aacute; sobre essa sa&iacute;da repentina? Cis&atilde;o n&atilde;o oficial, no m&iacute;nimo. E vai ser assim at&eacute; 2018.<br />
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Destarte, falar em verdade na pol&iacute;tica &eacute; ris&iacute;vel. Se a verdade dos partidos entrasse na agenda do eleitorado, n&atilde;o haveria elei&ccedil;&atilde;o, pois faltariam candidatos confi&aacute;veis. &Eacute; assim que o jogo funciona, um sabotando o outro. O PMDB pode tentar vender uma imagem de honestidade e perseveran&ccedil;a pelo Brasil, mas vai, como todos, desembocar na vala-comum. Ap&oacute;s ter o pa&iacute;s nas m&atilde;os, a sigla vive nova fase em que &eacute; a ca&ccedil;a, n&atilde;o o ca&ccedil;ador. Aguardemos os pr&oacute;ximos epis&oacute;dios.</span>

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