Sobral – 300×100
Seet

Filho de vice-prefeito armou o próprio sequestro para arrancar dinheiro da família, afirma delegado

admin -

<span style="font-size:14px;">O ex-estudante de Engenharia Civil Sa&uacute;llo Neres Rezende, de 24 anos, passou de v&iacute;tima de sequestro para indiciado pelo crime de extors&atilde;o, ap&oacute;s conclus&atilde;o do inqu&eacute;rito policial que investigou seu sumi&ccedil;o por tr&ecirc;s dias, no per&iacute;odo de 20 a 23 de julho passado.<br />
<br />
O jovem teria contado com o apoio de mais dois amigos, Adailson da Silva Oliveira, vulgo Rosinha, de 24 anos, conhecido desde a inf&acirc;ncia, e Lucas Fernandes Oliveira, 22 anos. Esse &uacute;ltimo est&aacute; preso na Casa de Pris&atilde;o Provis&oacute;ria da Capital (CPPP).<br />
<br />
O jovem havia sumido numa segunda-feira de manh&atilde;, no centro da Capital, depois de ser deixado em uma casa lot&eacute;rica por um amigo, e reapareceu, em um bar, no distrito de Taquaru&ccedil;u, todo machucado. No entanto, a reputa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;llo em sua cidade natal, Itapor&atilde; do Tocantins, a 232 km de Palmas, e as contradi&ccedil;&otilde;es em seu depoimento levaram a pol&iacute;cia a desconfiar da hist&oacute;ria.<br />
<br />
&ldquo;Houve contradi&ccedil;&otilde;es nos depoimentos do Sa&uacute;llo. Ele contou uma hist&oacute;ria fantasiosa, de que havia sido pego por engano. Fingia tamb&eacute;m sentir dores e que estava abalado, mas tudo n&atilde;o passava de encena&ccedil;&atilde;o&rdquo;, contou o delegado respons&aacute;vel pelas investiga&ccedil;&otilde;es, Vin&iacute;cius Mendes Oliveira. Os ferimentos em seu corpo teriam sido provocados por ele pr&oacute;prio e pelo amigo Adailson.<br />
<br />
<strong><u>Farsa</u></strong><br />
<br />
Oliveira disse que, no decorrer das investiga&ccedil;&otilde;es, a pol&iacute;cia chegou at&eacute; Lucas, que colaborou com o caso e confessou o crime, contando que ele, por n&atilde;o ser conhecido dos pais de Sa&uacute;llo, era quem fazia o contato com a fam&iacute;lia e pediu o resgate de R$ 15 mil. O valor seria dividido em partes iguais pelo trio. Sa&uacute;llo &eacute; filho do vice-prefeito de Itapor&atilde; do Tocantins, Jos&eacute; Rezende.<br />
<br />
A parte de Sa&uacute;llo no dinheiro seria usada para fazer uma viagem a Goi&acirc;nia (GO), com prop&oacute;sito de visitar uma antiga namorada. &ldquo;O Lucas ligava e amea&ccedil;ava, enquanto o Adailson ficou respons&aacute;vel pela log&iacute;stica do crime, levar comida e cuidar do esconderijo, que ficava numa casa em Taquaralto, sa&iacute;da para Taquaru&ccedil;u&rdquo;, detalhou o delegado.<br />
<br />
<u><strong>Repercuss&atilde;o</strong></u><br />
<br />
Mas o trio tamb&eacute;m n&atilde;o imaginaria a repercuss&atilde;o que o caso tomaria, principalmente na imprensa e redes sociais. Houve como&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, de amigos e pedidos de ora&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es para que o &ldquo;sequestro&rdquo; terminasse com a suposta v&iacute;tima bem.<br />
<br />
&ldquo;Eles chegaram a ligar um dia na delegacia se passando por policiais militares e perguntando como estava o andamento das investiga&ccedil;&otilde;es, mas j&aacute; desconfi&aacute;vamos do que estava ocorrendo e n&atilde;o informamos nada&rdquo;, disse Oliveira.<br />
<br />
O resgate n&atilde;o foi pago e Sa&uacute;llo reapareceu. &ldquo;O crime de sequestro tem uma pena alta, caiu em desuso no Pa&iacute;s. Por isso, quando acontece algo do tipo, a primeira coisa que fazemos &eacute; desconfiar&rdquo;, arrematou. Os tr&ecirc;s jovens foram indiciados por extors&atilde;o e a pol&iacute;cia pediu a pris&atilde;o deles, mas a Justi&ccedil;a s&oacute; deferiu a captura de Lucas, que j&aacute; tinha antecedente criminal pelo crime de furto.<br />
<br />
A fam&iacute;lia de Sa&uacute;llo foi procurada, mas as liga&ccedil;&otilde;es feitas ao telefone celular do pai foram direcionadas &agrave; caixa de mensagem e ningu&eacute;m havia sido encontrado para falar at&eacute; o fechamento desta edi&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O promotor de Justi&ccedil;a F&aacute;bio Lang j&aacute; ofereceu den&uacute;ncia sobre o caso &agrave; Justi&ccedil;a. Mas, pelo processo correr em segredo de Justi&ccedil;a, segundo informou a assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE), o promotor n&atilde;o se manifestaria sobre o seu parecer. <em>(Jornal do Tocantins)</em></span>

Comentários pelo Facebook: