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Ajuda para a crise pode vir dos seus impostos

admin -

<span style="font-size:14px;">O mantra j&aacute; &eacute; bastante conhecido: &ldquo;<em>em &eacute;poca de crise, a ordem &eacute; cortar custos</em>&rdquo;. Vale para a economia dom&eacute;stica, mas tem um peso diferenciado para os empres&aacute;rios. As vendas diminu&iacute;ram, as contas (energia, &aacute;gua, internet) e impostos s&oacute; aumentam, as demiss&otilde;es s&atilde;o quase certas. E &eacute; a&iacute; que muitos patinam. <em>&ldquo;Hoje, cortar custos para a maioria dos empres&aacute;rios &eacute; comprar menos dos fornecedores, tirar recursos do marketing, demitir, mas isso s&oacute; agrava ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; vulner&aacute;vel do neg&oacute;cio</em>&rdquo;, aponta o contador Ronaldo Dias, da Brasil Price.<br />
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Economizar deve, sim, ser uma palavra de ordem, <em>&ldquo;mas nos lugares certos</em>&rdquo;, lembra Dias. E um deles &eacute; na pr&oacute;pria tributa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;<em>Uma estat&iacute;stica do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa&ccedil;&atilde;o mostra que 50% das empresas pagam mais impostos do que deveriam&rdquo;</em>. E os mais impactados s&atilde;o justamente varejistas e atacadistas, aqueles que comercializam produtos. &ldquo;<em>Qual pizzaria, bar ou padaria manda para seu contador um relat&oacute;rio com o que vendeu de refrigerante, cerveja, cigarro, sorvete? Pouqu&iacute;ssimas. O que custa n&atilde;o mandar esse relat&oacute;rio? Impostos pagos indevidamente&rdquo;</em>, pontua o contador.<br />
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<strong><u>Planejamento tribut&aacute;rio</u></strong><br />
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A express&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; pomposa. &Eacute; imprescind&iacute;vel e eficiente. Algo em torno 34% do faturamento das empresas seguem diretamente para os cofres p&uacute;blicos. E sem o devido gerenciamento, boa parte do que deveria ser o lucro do empres&aacute;rio tamb&eacute;m some sob a forma de tributos pagos indevidamente. <em>&ldquo;&Eacute; neste ponto que o empres&aacute;rio precisa parar, analisar a sa&uacute;de financeira de seu neg&oacute;cio e tomar decis&otilde;es mais ajustadas, buscar a ajuda de um profissional especializado para saber se realmente, com aquele faturamento, a empresa est&aacute; na modalidade correta</em>&rdquo;, explica Ronaldo.<br />
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<strong><u>Casos reais</u></strong><br />
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&ldquo;<em>Dependendo at&eacute; mesmo da composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de um produto fabricado, voc&ecirc; poder&aacute; pagar mais ou menos impostos como IPI, ICMS ou PIS e Cofins</em>&rdquo;, revela Ronaldo. A Brasil Price realizou um trabalho com uma ind&uacute;stria e foi preciso consultar o qu&iacute;mico da f&aacute;brica para avaliar toda a cadeia produtiva e verificar qual o enquadramento tribut&aacute;rio mais correto. At&eacute; mesmo a escolha de um ingrediente espec&iacute;fico ou outro similar pode evitar que sejam pagos tributos desnecessariamente. &ldquo;<em>J&aacute; em outra empresa, que possui produtos com isen&ccedil;&atilde;o de PIS e Cofins, conseguimos, em menos de dois anos de an&aacute;lise, recuperar 700 mil reais em tributos que estavam sendo deixados sem creditarnas suas compras de insumos</em>&rdquo;, cita o contador.<br />
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H&aacute; casos, ainda, que a legisla&ccedil;&atilde;o permite que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) n&atilde;o precisa ser cobrado nas compras junto aos fornecedores. <em>&ldquo;Observar essa regra significou uma economia de R$ 300 mil por ano para um cliente nosso&rdquo;.</em><br />
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<strong><u>Ledo engano</u></strong><br />
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Quanto maior a diferen&ccedil;a entre o pre&ccedil;o de compra e o pre&ccedil;o de venda do produto, mais impostos ser&atilde;o pagos, j&aacute; que muitos deles incidem justamente sobre esta diferen&ccedil;a. <em>&ldquo;Melhor ganhar pouco em determinados produtos, mas vender o dobro desses mesmos produtos, garantindo o lucro pretendido, sem comprometer o fluxo de caixa com impostos e ser competitivo, do que vender poucos produtos a pre&ccedil;os altos&rdquo;</em>, recomenda Dias.<br />
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<strong><u>Natureza Tribut&aacute;ria</u></strong><br />
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De forma geral, o Brasil possui tr&ecirc;s tipos de tributa&ccedil;&atilde;o: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. &Eacute; preciso avaliar detalhadamente a situa&ccedil;&atilde;o da empresa &ndash; patrim&ocirc;nio, formas de neg&oacute;cio, situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, folha de pagamento &ndash; para definir qual a forma de tributa&ccedil;&atilde;o mais vantajosa. &ldquo;<em>Muitas vezes, a diferen&ccedil;a entre ser competitivo ou n&atilde;o est&aacute; no fato da empresa conseguir equilibrar pre&ccedil;o de mercado com estrat&eacute;gias tribut&aacute;rias&rdquo;</em>, conclui Ronaldo.</span><br />
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