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Uso de extintores em carros deixará de ser obrigatório, anuncia Conselho Nacional de Trânsito

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
<em>Poratal AF Not&iacute;cias</em><br />
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O uso de extintores n&atilde;o ser&atilde;o mais obrigat&oacute;rios em carros que circulam no Brasil. A decis&atilde;o foi tomada pelo Conselho Nacional de Tr&acirc;nsito (Contran) nesta quinta-feira (17). A determina&ccedil;&atilde;o veio ap&oacute;s o &oacute;rg&atilde;o ter decidido no in&iacute;cio do ano que os carros com mais de dez anos deveriam trocar o tipo BC pelo ABC. Houve correrias nas lojas e den&uacute;ncias de altas abusivas nos pre&ccedil;os.<br />
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At&eacute; ent&atilde;o, rodar sem extintor ou com ele vencido era considerado infra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o (CNH).<br />
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&ldquo;<em>Tivemos encontros com representantes dos fabricantes de extintores, corpo de bombeiros e da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, que resultaram na decis&atilde;o de tornar opcional o uso do extintor</em>&quot;, explicou, Alberto Angerami, presidente do Contran.<br />
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O fim da obrigatoriedade do extintor para carros come&ccedil;ar&aacute; a valer a partir da publica&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o, o que dever&aacute; ocorrer nos pr&oacute;ximos dias, diz o Departamento Nacional de Tr&acirc;nsito (Denatran).<br />
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Desde 1970, rodar com ve&iacute;culos sem o equipamento ou com ele vencido ou inadequado &eacute; considerado infra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, com multa de R$ 127,69 e mais 5 pontos na carteira de motorista.<br />
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O Brasil &eacute; um dos pouco pa&iacute;ses que obrigava autom&oacute;veis a ter o extintor. Nos Estados Unidos e na maioria das na&ccedil;&otilde;es europeias n&atilde;o existe a obrigatoriedade.<br />
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O equipamento continua sendo exigido no pa&iacute;s apenas para caminh&otilde;es, caminh&atilde;o-trator, micro-&ocirc;nibus, &ocirc;nibus, caminhonetes, camionetas, triciclos de cabine fechadas, e ve&iacute;culos destinados ao transporte de produtos inflam&aacute;veis.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><strong><u>O que diz o Contran</u></strong><br />
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&quot;A mudan&ccedil;a na legisla&ccedil;&atilde;o ocorre ap&oacute;s 90 dias de avalia&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e consulta aos setores envolvidos&quot;, diz a nota do Contran. Segundo o &oacute;rg&atilde;o, o uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o inc&ecirc;ndio em si. E o Contran citou a baixa incid&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios entre o volume total de acidentes com ve&iacute;culos, e um n&uacute;mero menor ainda de pessoas que dizem ter usado o extintor.<br />
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De acordo com o Contran, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milh&otilde;es de sinistros em ve&iacute;culos cobertos por seguros, 800 tiveram inc&ecirc;ndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%.</span><br />
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<span style="font-size:14px;">Estudos e pesquisas realizadas pelo Denatran constataram que as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas introduzidas nos ve&iacute;culos resultaram em maior seguran&ccedil;a contra inc&ecirc;ndio, afirma a nota.<br />
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Entre as quais, o corte autom&aacute;tico de combust&iacute;vel em caso de colis&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o do tanque de combust&iacute;vel fora do habit&aacute;culo dos passageiros, flamabilidade de materiais e revestimentos, entre outras.<br />
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Segundo o pr&oacute;prio conselho, as autoridades consideram que falta de treinamento e despreparo dos motoristas para o manuseio do extintor geram mais risco de danos &agrave; pessoa do que o pr&oacute;prio inc&ecirc;ndio. &quot;Al&eacute;m disso, nos &#39;test crash&#39; realizados na Europa e acompanhados por t&eacute;cnicos do Denatran, ficou comprovado que tanto o extintor como o seu suporte provocam fraturas nos passageiros e condutores&rdquo;, explica o presidente do conselho.</span>

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