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Transporte escolar terá que se adaptar para o uso das cadeirinhas a partir de 2016

admin -

<span style="font-size:14px;">A publica&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; <a href="http://533/15">533/15</a> do Conselho Nacional de Tr&acirc;nsito (Contran) torna obrigat&oacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o do dispositivo de reten&ccedil;&atilde;o para o transporte de crian&ccedil;as de at&eacute; 7 anos e meio de idade nos ve&iacute;culos escolares. A partir de 1&ordm; de fevereiro de 2016 apenas autom&oacute;veis que comportam a instala&ccedil;&atilde;o dos equipamentos poder&atilde;o circular com crian&ccedil;as.<br />
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At&eacute; ent&atilde;o, a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor obrigava a ado&ccedil;&atilde;o dos equipamentos apenas para os carros de passeio, conforme Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; <a href="http://277/08">277/08</a>. De acordo com a lei, crian&ccedil;as de at&eacute; 1 ano devem ser transportadas com o uso do beb&ecirc; conforto, as que t&ecirc;m entre 1 e 4 anos, utilizando cadeirinhas e os assentos de eleva&ccedil;&atilde;o devem ser utilizados para crian&ccedil;as de 4 a 7,5 anos.<br />
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A nova norma visa trazer ainda mais seguran&ccedil;a para o transporte de crian&ccedil;as, j&aacute; que, segundo <a href="http://Datasus">Datasus</a>, s&atilde;o 4.580 mortos por ano, destes, 38% s&atilde;o atropelamentos. Na faixa et&aacute;ria de 1 a 4 anos os acidentes de tr&acirc;nsito representam 30% das mortes e 48% de 5 a 9 anos. Por isso, &eacute; importante conscientizar os pais a utilizarem os sistemas de reten&ccedil;&atilde;o adequados.<br />
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Segundo a Gabriela Guida de Freitas, coordenadora nacional da Ong Crian&ccedil;a Segura, a crian&ccedil;a tem o corpo fr&aacute;gil e, principalmente at&eacute; os 4 anos, tem a cabe&ccedil;a proporcionalmente mais pesada do que a de um adulto, por isso a maneira correta e segura de transport&aacute;-las em qualquer ve&iacute;culo &eacute; no dispositivo de reten&ccedil;&atilde;o infantil.<br />
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<em>&ldquo;O transporte escolar em si oferece menos risco que um carro, pois no caso de uma batida, h&aacute; mais espa&ccedil;o para a energia do impacto da colis&atilde;o ser dissipada. Contudo, devido &agrave;s fragilidades da crian&ccedil;a, a maneira mais segura de serem transportadas &eacute; nas cadeirinhas. H&aacute; casos de crian&ccedil;as com menos de um ano sendo levadas &agrave; creche por vans sem a cadeirinha, o que definitivamente n&atilde;o &eacute; seguro</em>&rdquo;, argumenta.<br />
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Ainda de acordo com a coordenadora da Ong, os dispositivos de reten&ccedil;&atilde;o infantil t&ecirc;m o potencial de salvar 71% das crian&ccedil;as que est&atilde;o envolvidas em um acidente de carro, em uma batida. Os tipos de dispositivos e como s&atilde;o utilizados podem ser visualizados no Tr&acirc;nsito Ideal.<br />
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Idaura Lobo Dias, especialista em tr&acirc;nsito da Perkons, explica que para garantir a prote&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a no ve&iacute;culo, a cadeirinha deve estar instalada corretamente. Por&eacute;m, a maior parte da frota de transporte escolar conta apenas com os cintos abdominais. &ldquo;<em>N&atilde;o h&aacute; beb&ecirc; conforto certificado pelo Inmetro para o cinto de dois pontos (ou abdominal). Portanto, &eacute; poss&iacute;vel instal&aacute;-los apenas em bancos com cintos de tr&ecirc;s pontos. Al&eacute;m disso, o uso de cinto abdominal pode causar les&otilde;es graves em crian&ccedil;as pequenas, porque ele ret&eacute;m apenas o abd&ocirc;men, que n&atilde;o &eacute; uma parte forte do corpo. O ideal &eacute; que o sistema de</em> reten&ccedil;&atilde;o fique em contato com partes r&iacute;gidas do nosso corpo, compostas por ossos, como ombros, peito e quadril&rdquo;, sugere.<br />
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<strong><u>Vans n&atilde;o poder&atilde;o ser adaptadas e devem ser substitu&iacute;das por &ocirc;nibus</u></strong><br />
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Para o diretor de planejamento e log&iacute;stica do Sindicato do Transporte Escolar do Estado de S&atilde;o Paulo (Simetesp), Donay da Silva Jacintho Neto, o maior questionamento da classe &eacute; que n&atilde;o h&aacute; viabilidade t&eacute;cnica para que a resolu&ccedil;&atilde;o seja cumprida, j&aacute; que as cadeirinhas dispon&iacute;veis no mercado n&atilde;o foram projetadas para bancos de vans. &ldquo;<em>Defendemos todos os dispositivos de seguran&ccedil;a para os beb&ecirc;s, mas, infelizmente, nenhum beb&ecirc; conforto foi feito para ser fixado em vans. O que pedimos &eacute; que o mercado automobil&iacute;stico e os fabricantes de cadeirinha entrem em consenso e produzam um material que possa ser usado com seguran&ccedil;a por todos</em>&rdquo;, afirma o diretor.<br />
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O engenheiro mec&acirc;nico e professor de seguran&ccedil;a veicular do curso de Engenharia Mec&acirc;nica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Celso Arruda, explica que realmente n&atilde;o existem oficinas credenciadas para fazer a adapta&ccedil;&atilde;o e migrar um ve&iacute;culo que tenha cintos de dois pontos para tr&ecirc;s pontos. <em>&ldquo;A convers&atilde;o &eacute; proibida por lei, a responsabilidade &eacute; criminal e em caso de acidente &eacute; considerado crime com dolo (houve inten&ccedil;&atilde;o de ferir ou matar)&rdquo;</em>, afirma.<br />
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De acordo com ele, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; utilizar &ocirc;nibus com padroniza&ccedil;&atilde;o do tipo americana para o transporte escolar, como j&aacute; acontece em pa&iacute;ses mais avan&ccedil;ados. &ldquo;<em>Tudo indica que as montadoras de pequenos &ocirc;nibus para fins de transporte escolar, com bancos servindo para adultos e crian&ccedil;as, ir&atilde;o entrar no mercado. Note que n&atilde;o ser&atilde;o vans, mas sim &ocirc;nibus&rdquo;</em>, destaca o engenheiro que completa que algumas vans importadas da Turquia j&aacute; v&ecirc;m com bancos para cintos de tr&ecirc;s pontos.<br />
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Arruda afirma ainda que, teoricamente, se a exig&ecirc;ncia do Contran for seguida como est&aacute;, as atuais vans de transporte escolar teriam de sair de circula&ccedil;&atilde;o. Mas ele acredita que haver&aacute; a posterga&ccedil;&atilde;o do prazo para o cumprimento da resolu&ccedil;&atilde;o por conta de indefini&ccedil;&otilde;es de como poder&aacute; ser feita a adapta&ccedil;&atilde;o e at&eacute; que haja micro &ocirc;nibus para serem vendidos.</span>

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