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Procuradoria Eleitoral recorre ao TSE para cassação de Marcelo e Cláudia Lélis por suposto "Caixa 2"

admin -

<span style="font-size:14px;">A Procuradoria Regional Eleitoral no Tocantins (PRE/TO) entrou com recurso, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, requerendo a cassa&ccedil;&atilde;o dos diplomas do governador do Tocantins Marcelo de Carvalho Miranda e da vice-governadora Cl&aacute;udia Telles de Menezes Pires Martins L&eacute;lis.<br />
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A cassa&ccedil;&atilde;o dos diplomas se justifica, segundo a PRE/TO, por abuso de poder econ&ocirc;mico j&aacute; que Marcelo de Carvalho Miranda arrecadou recursos para a campanha que n&atilde;o constam da conta banc&aacute;ria aberta para a elei&ccedil;&atilde;o. Diante das provas apresentadas, a PRE/TO requer que seja reformado o ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins.<br />
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<strong><u>Entenda o caso&nbsp;</u></strong><br />
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A a&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o judicial eleitoral contra Marcelo Miranda e sua vice Cl&aacute;udia Lelis foi motivada pela pris&atilde;o em flagrante de quatro pessoas no aeroporto da cidade de Piracanjuba (GO) no momento em que embarcavam em uma aeronave de propriedade da Construtora ALJA Ltda, portando o montante de R$ 500 mil em esp&eacute;cie. O dinheiro havia sido sacado momentos antes na ag&ecirc;ncia da Caixa Econ&ocirc;mica Federal da conta de Lucas Marinho Ara&uacute;jo, de onde j&aacute; havia sido transferido mais de R$ 1 milh&atilde;o para outras contas-correntes no Tocantins.<br />
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Em raz&atilde;o de fortes ind&iacute;cios de que os recursos apreendidos eram destinados ao caixa 2 da campanha de Marcelo Miranda ao governo do Tocantins, o auto de pris&atilde;o em flagrante foi remetido &agrave; PRE/TO, que instaurou procedimento com objetivo de apurar a ocorr&ecirc;ncia de abuso de poder econ&ocirc;mico. Al&eacute;m de Lucas, foram presos Roberto Carlos Barbosa, Marco Ant&ocirc;nio Jaime Roriz e Douglas Marcelo Schimidt, cujos depoimentos fizeram surgir mais suspeitas de que o dinheiro seria utilizado na campanha eleitoral no Tocantins. O &uacute;nico a negar o destino do dinheiro perante a autoridade policial por saber da implica&ccedil;&atilde;o legal da apreens&atilde;o foi o chefe da miss&atilde;o, Douglas Marcelo.<br />
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Os elementos que permitem afirmar, com certeza, que o dinheiro apreendido e o transferido da conta de Lucas Marinho teve como destino a campanha eleitoral do PMDB do Tocantins s&atilde;o muitos, entre eles a pr&oacute;pria vers&atilde;o arquitetada por Douglas. Al&eacute;m do car&aacute;ter incomum do empr&eacute;stimo da aeronave, o empr&eacute;stimo obtido em uma factory situada em Bras&iacute;lia sem patrim&ocirc;nio ou outra garantia dada aos agiotas torna inveross&iacute;mil a vers&atilde;o de que ele obteve emprestada a elevada quantia de R$ 1,5 milh&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o ainda questiona a complexa engenharia financeira para obter o empr&eacute;stimo, desnecess&aacute;ria se a opera&ccedil;&atilde;o fosse legal.<br />
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O ve&iacute;culo utilizado pelo grupo encontrava-se &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da campanha eleitoral do PMDB, j&aacute; que a locadora aparece na presta&ccedil;&atilde;o de contas do comit&ecirc; financeiro do partido, fato que confere com a declara&ccedil;&atilde;o de Marco Ant&ocirc;nio no auto da pris&atilde;o em flagrante. A utiliza&ccedil;&atilde;o da aeronave tamb&eacute;m refor&ccedil;a a afirma&ccedil;&atilde;o que todo o esquema era organizado pela campanha eleitoral do PMDB. O laudo pericial realizado pela Pol&iacute;cia Civil de Goi&aacute;s traz an&aacute;lise e transcri&ccedil;&atilde;o de anota&ccedil;&otilde;es de bordo constando diversas viagens no per&iacute;odo eleitoral com o candidato Gaguim e uma com o candidato Marcelo e comitiva, al&eacute;m de uma nota fiscal emitida por uma empresa de abastecimento a favor do comit&ecirc; financeiro do PMDB.<br />
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Outro fato &eacute; que as despesas de Douglas no hotel em que o grupo ficou hospedado em Goi&acirc;nia foram pagas pelo irm&atilde;o de Marcelo Miranda, Jos&eacute; Edmar Brito Miranda J&uacute;nior, conforme comprovam boleto de cart&atilde;o de cr&eacute;dito e imagens de c&acirc;mera de seguran&ccedil;a do hotel. Outra prova s&atilde;o as diversas postagens de imagens em aplicativo enaltecendo a campanha e seus candidatos, inclusive dando detalhes da quantidade de ve&iacute;culos que seriam caracterizados naquela semana.<br />
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Per&iacute;cia realizada nos aparelhos celulares utilizados pelos quatro presos em Piracanjuba revelou a exist&ecirc;ncia de intensa troca de mensagens entre Marco Antonio Roriz e o irm&atilde;o de Marcelo Miranda, J&uacute;nior Miranda. H&aacute; mensagens em que Marco Roriz conversa com J&uacute;nior Miranda relatando j&aacute; terem acertado com Douglas o hor&aacute;rio de se encontrarem no dia da opera&ccedil;&atilde;o.<br />
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A a&ccedil;&atilde;o destaca que os representados captaram e utilizaram recursos de origem il&iacute;cita na campanha eleitoral, j&aacute; que parte dos recursos depositados na conta de Lucas Marinho chegaram a ser transferidos para contas de empresas de fachada, para depois irrigarem os gastos de campanha, mesmo destino do dinheiro em esp&eacute;cie apreendido. Os recursos n&atilde;o transitaram pelas contas-correntes abertas para movimenta&ccedil;&atilde;o financeira da campanha eleitoral e, portanto, caracterizam-se como caixa 2.</span>

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