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Líder do governo Marcelo Miranda elogia ação do TCU por rejeitar contas da presidente Dilma

admin -

<span style="font-size:14px;">O deputado Paulo Mour&atilde;o (PT), l&iacute;der do governo na Assembleia Legislativa, repercutiu na sess&atilde;o de quinta-feira, dia 8, a not&iacute;cia de que as contas da presidente Dilma Rousseff foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, que apontou irregularidades or&ccedil;ament&aacute;rias, entre as quais o uso de recursos do BNDES e FGTS para atender programas sociais, desrespeitando assim a Lei de responsabilidade Fiscal.<br />
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O parlamentar elogiou a iniciativa do TCU em cumprir rigorosamente a LRF, aplicando a lei 100%, sob uma vis&atilde;o constitucional, mas ressaltou. <em>&ldquo;O que n&atilde;o d&aacute; pra entender &eacute; que o governo Itamar Franco, o governo FHC, o governo do pr&oacute;prio presidente Lula, utilizou o mesmo mecanismo cont&aacute;bil e o&nbsp; TCU n&atilde;o viu assim e aprovou as contas destes governos com ressalvas</em>&rdquo;, pontuou.<br />
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Para Mour&atilde;o, a presidente Dilma est&aacute; sendo v&iacute;tima de uma mudan&ccedil;a de ciclo que o Brasil est&aacute; vivendo, nesse momento em que o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o passa a seguir &agrave; risca o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal de forma inovadora.<br />
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<em>&ldquo;Se a presidente Dilma fez qualquer contrariedade &agrave; lei eu n&atilde;o posso culpar o TCU por ter agido dentro da lei, lembrando que outros governos praticaram isso, n&atilde;o foi s&oacute; a presidente Dilma. A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; como ser&atilde;o as penalidades nos estados e munic&iacute;pios?</em>&rdquo;, questionou. <em>&ldquo;Talvez fosse momento de provocar uma discuss&atilde;o das normas que ser&atilde;o definitivamente implantadas para que n&atilde;o penalize tanta gente&rdquo;,</em> avaliou.<br />
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Por outro lado, Paulo Mour&atilde;o lamentou que a oposi&ccedil;&atilde;o aproveite a situa&ccedil;&atilde;o para promover a&ccedil;&otilde;es de impeachment contra a presidente Dilma. <em>&ldquo;Mesmo se o Congresso Nacional seguir o parecer do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, quero que me mostrem na Constitui&ccedil;&atilde;o se isso &eacute; mat&eacute;ria de impeachment&rdquo;</em>, desafiou. &ldquo;<em>Isso &eacute; um jogo pol&iacute;tico da oposi&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; destruindo a capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o da classe econ&ocirc;mica do Brasil&rdquo;</em>, emendou. <em>&ldquo;Fizeram isso com Get&uacute;lio Vargas, um grande presidente socialista, derrubaram depois&nbsp; Jo&atilde;o Goulart, um grande presidente tamb&eacute;m socialista e agora querem derrubar a presidente Dilma</em>&rdquo;, comparou.<br />
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Mour&atilde;o entende que o impeachment traria um preju&iacute;zo grandioso econ&ocirc;mico, jur&iacute;dico e constitucional ao pa&iacute;s. &ldquo;<em>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel quererem destruir o que temos de mais sagrado, que &eacute; a nossa democracia. A derrubada de uma presidente nesse momento pol&iacute;tico causaria um dano, um transtorno, um desequil&iacute;brio, a desconfian&ccedil;a do setor privado mundial de investir num pa&iacute;s que n&atilde;o tem regras democr&aacute;ticas, jur&iacute;dicas e constitucionais seguras&rdquo;, discursou. &ldquo;N&oacute;s n&atilde;o somos uma Venezuela, n&atilde;o podemos tratar a pol&iacute;tica brasileira como se trata a pol&iacute;tica na Venezuela, aqui temos normas e institui&ccedil;&otilde;es independentes&rdquo;</em>, assegurou.<br />
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Paulo Mour&atilde;o defende que o momento &eacute; de governo e oposi&ccedil;&atilde;o pensarem no Brasil, fazerem uma frente congressual de combate &agrave; crise, onde as discuss&otilde;es democr&aacute;ticas sejam amplas e a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fique nessa situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;quanto pior, melhor&rdquo;. <em>&ldquo;Era hora de todos os partidos se unirem porque quem est&aacute; sofrendo &eacute; o pobre, quem est&aacute; sofrendo &eacute; quem n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de se cuidar, &eacute; quem n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de ser atendido em hospital, quem est&aacute; sofrendo &eacute; quem n&atilde;o tem uma educa&ccedil;&atilde;o&quot;</em>, finalizou.</span>

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