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Escola de Araguaína promove aulas sobre quilombolas e arqueologia

Redação AF -
Foto: Divulgação
Os alunos são do Centro de Ensino Médio Dr. José Aluísio

Os educadores do Centro de Ensino Médio Dr. José Aluísio, de Araguaína (TO), apresentaram ações inovadoras em 2015, com o programa Ensino Médio Inovador (Proemi). Dentre estas atividades, destacaram-se a aula campo realizada no Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Tocantins, localizado no distrito de Bielândia, município de Filadélfia e a visita de alunos à Comunidade Quilombola de Cocalinho, em Santa Fé do Araguaia.

“Essas aulas campo promoveram uma maior integração entre os alunos e mais interesse pelo conhecimento”, contou o diretor da escola Manoel Barbosa Silva. Participaram da aula no Monumento das Árvores Fossilizadas, cerca de 80 alunos, e lá, eles participaram de palestras e visitaram o campo arqueológico.

“A experiência foi muito interessante, pela história do lugar e pela descoberta dos fósseis. Percebemos que pessoas que moram próximo ao local viram e não deram a devida importância aos fósseis, enquanto, vinham pessoas de fora e começaram a levar peças para outros lugares”, ressaltou a estudante Katielen Gonçalves,  de 15 anos, aluna do 1º ano do ensino médio.

São fósseis que constituem uma peça chave do patrimônio científico mundial, que por meio deles se estudam as florestas, o clima e a ecologia”, disse o gestor Manoel Barbosa.

Foto: Divulgação
Os alunos também conheceram a Comunidade Quilombola de Cocalinho, em Santa Fé do Araguaia

A diversidade cultural do Tocantins

Outro projeto de sucesso desenvolvido pela escola, é o “Axé Consciência Negra”, que foi coordenado pela professora Telma Santos Barbosa, com a parceria da Associação Negra Cor. Durante o ano, os alunos discutiram em sala de aula sobre a diversidade ético-racial, realizaram pesquisas e visitaram o Quilombo urbano de Muricilândia e a comunidade de Cocalinho.

A estudante Larissa Cristina Silva Lima, de 17 anos, que foi à Cocalinho, ressaltou como foi importante conhecer a cultura e o cotidiano dos quilombolas. “Ir ao local é uma forma de aprendermos mais. Conhecemos a dança do Lindô, conversamos com os moradores  e vimos o local que eles moram”, disse Larissa.

 

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