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Quando não se ouve mais a voz oprimida do cidadão, os atos falam por toda a sociedade. Quem são os vândalos?

admin -

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<span style="font-size:14px;"><u><strong>Arnaldo Filho</strong></u><br />
<em>Portal AF Not&iacute;cias</em><br />
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S&atilde;o Paulo tem 4&ordm; dia de protestos contra aumento das tarifas. Esse &eacute; um marco hist&oacute;rico para a democracia brasileira. Que todas as autoridades entendam que o povo est&aacute; reagindo cada vez mais contra arbitrariedades como aumentos abusivos na carga tribut&aacute;ria e nas taxas de servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Em S&atilde;o Paulo a tarifa de &ocirc;nibus &eacute; R$ 3,20. Que brasileiro ter&aacute; o direito de ir e vir garantido quando sobrevive com alguns m&iacute;seros sal&aacute;rios m&iacute;nimos?<br />
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N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil mensurar o impacto disso no bolso do pai de fam&iacute;lia. Um simples c&aacute;lculo aritm&eacute;tico responde com precis&atilde;o &agrave; pergunta.<br />
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Infelizmente, ainda vemos um governante, e parcela da imprensa, chamar os manifestantes de v&acirc;ndalos. N&atilde;o estariam eles invertendo os pap&eacute;is? N&atilde;o estariam estes governantes sendo os verdadeiros v&acirc;ndalos? Ou os pol&iacute;ticos s&atilde;o, mais uma vez, as v&iacute;timas da incompreens&atilde;o de um povo faminto?<br />
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Em S&atilde;o Paulo o que assistimos &eacute; a express&atilde;o de um sentimento que todos n&oacute;s, cidad&atilde;os massacrados pela corrup&ccedil;&atilde;o, gostar&iacute;amos de expressar todas as vezes que tiv&eacute;ssemos de conviver com atos de vandalismo aos cofres p&uacute;blicos e com a institui&ccedil;&atilde;o de aux&iacute;lios que variam do palet&oacute; &agrave; moradia.&nbsp;<br />
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Einstein j&aacute; dizia: toda a&ccedil;&atilde;o possui uma rea&ccedil;&atilde;o, na mesma intensidade, mesma dire&ccedil;&atilde;o e sentidos opostos. Essa rea&ccedil;&atilde;o demorou acontecer, dada a rotina de fatos inescrupulosos.&nbsp;&nbsp;<br />
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&Eacute; justamente essa corrup&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica, epid&ecirc;mica e voraz que alimenta o sentimento de revolta em n&oacute;s, principalmente ao sabermos que em 2013 trabalhamos at&eacute; o fim de maio apenas para pagarmos impostos.<br />
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Tenho absoluta certeza de que cenas como essas n&atilde;o se tornar&atilde;o mais eventos raros em nosso cotidiano, e nem na hist&oacute;ria brasileira, pois o que constatamos &eacute; o limite para a falta de car&aacute;ter, para a falta de respeito aos governados, para a falta de respeito &agrave;queles que precisam socorrer-se de empr&eacute;stimos com juros alt&iacute;ssimos para ter garantido o direito &agrave; moradia.<br />
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N&atilde;o tenho d&uacute;vida tamb&eacute;m de que os pap&eacute;is est&atilde;o sim invertidos. Maioria da popula&ccedil;&atilde;o h&aacute; de entender que&nbsp;</span><span style="font-size: 14px;">quando n&atilde;o se ouve mais a voz oprimida do cidad&atilde;o, os atos falam por toda a sociedade.</span><span style="font-size: 14px;">&nbsp;<br />
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Por&eacute;m, h&aacute; aqueles que condenam os manifestantes refor&ccedil;ando o est&iacute;gma de vandalismo. Pessoas assim pregam que os ditos v&acirc;ndalos deveriam ser mais pacientes, ou at&eacute; mesmo permanecerem deitados em ber&ccedil;o esplendido enquanto s&atilde;o assaltados cotidianamente. Afinal, a parcialidade, at&eacute; dias atr&aacute;s, era a marca mais latente do povo brasileiro.</span></div>
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Os governantes esperavam que esses tachados de v&acirc;ndalos incorporassem mais uma vez o papel de simples telespectadores do espet&aacute;culo da corrup&ccedil;&atilde;o. Afinal, sanguessugas, cachoeiras, dinheiro na cueca, superfaturamento de obras p&uacute;blicas, mensal&atilde;o, m&aacute;fia das ambul&acirc;ncias, e muitas outras, s&atilde;o apenas inven&ccedil;&otilde;es de uns poucos insatisfeitos com o modelo pol&iacute;tico vigente.<br />
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Esse &eacute; o Brasil de todo n&oacute;s.</span></div>

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