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Manifesto democrático e consciente: um abalo à corrupção

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<div style="text-align: justify;">
<span style="font-size:14px;"><u><strong>Arnaldo Filho</strong></u><br />
Opini&atilde;o<br />
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A consci&ecirc;ncia &eacute; uma grande virtude para que a cidadania seja exercida de forma plena. A nossa Constitui&ccedil;&atilde;o Federal j&aacute; refor&ccedil;a: todo poder emana do povo. Esse poderos&iacute;ssimo argumento refere-se ao povo que participa, que vai &agrave;s ruas, que cobra, que se posiciona contra atitudes tiranas, arbitr&aacute;rias e corruptas. Enfim, &eacute; um povo consciente que sabe o que quer e que tem raz&otilde;es de sobra para protestar.<br />
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Isso foi o que vimos neste 21 de junho. Data que ficar&aacute; marcada na hist&oacute;ria de Aragua&iacute;na. O dia em que mais de 5 mil pessoas foram &agrave;s ruas de forma civilizada e consciente. O exemplo da democracia traduzido em cartazes, gritos de protestos e gestos simb&oacute;licos que representavam o fim do conformismo. O gigante acordou!<br />
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No exterior, as manifesta&ccedil;&otilde;es ousaram sugerir que &eacute; a primavera brasileira, como um sinal de despertar, desabrochar, um florescimento.<br />
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Essa primavera nos desperta para aquilo que j&aacute; era motivo de rep&uacute;dio no nosso dia a dia: a desproporcional rela&ccedil;&atilde;o entre o que ofertamos e o que recebemos. Ali&aacute;s, a imprensa internacional sabe explicar bem essa rela&ccedil;&atilde;o. Outro dia o jornal brit&acirc;nico &#39;Financial Times&#39; disse: &quot;eles (os brasileiros) pagam impostos iguais aos de primeiro mundo e recebem em troca servi&ccedil;os p&uacute;blicos de m&aacute; qualidade de pa&iacute;ses em desenvolvimento&quot;.<br />
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S&atilde;o observa&ccedil;&otilde;es desta natureza que tirou milhares de pessoas de suas casas para irem &agrave;s ruas em Aragua&iacute;na. J&aacute; os resultados deste protesto ser&atilde;o inestim&aacute;veis, pois o manifesto consciente &eacute; o que faz tremer as bases da corrup&ccedil;&atilde;o e promover mudan&ccedil;as significativas na sociedade como a redu&ccedil;&atilde;o da tarifa do transporte p&uacute;blico, o fim do monop&oacute;lio, a garantia de mais sa&uacute;de, seguran&ccedil;a e educa&ccedil;&atilde;o. De fato nossos governantes est&atilde;o mais sens&iacute;veis aos apelos populares, n&atilde;o porque querem, mas por se sentirem obrigados pelo grito de uma multid&atilde;o que est&aacute; nas ruas dizendo: chega de opress&atilde;o!<br />
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O pedido que o povo faz &eacute; apenas um: RESPEITO! Pois, quem respeita o povo n&atilde;o institui aux&iacute;lio-moradia de R$ 3,4 mil por m&ecirc;s no pa&iacute;s em que o sal&aacute;rio m&iacute;nimo n&atilde;o passa de 700 reais; n&atilde;o superfatura obras p&uacute;blicas enquanto o cidad&atilde;o n&atilde;o tem um lugar onde morar; n&atilde;o faz promessas que n&atilde;o ir&aacute; cumprir; n&atilde;o deixa o pai de fam&iacute;lia deitado em macas nos corredores dos Hospitais P&uacute;blicos; n&atilde;o deixa a sociedade ref&eacute;m por falta de seguran&ccedil;a e tamb&eacute;m n&atilde;o corta a luz dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos durante as manifesta&ccedil;&otilde;es. Enfim, respeito &eacute; o povo brasileiro pede.&nbsp;<br />
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Mas ser&aacute; que nossos representantes v&atilde;o refletir sobre o que a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; esfregando na cara dos mandat&aacute;rios e dos indiferentes?</span></div>

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