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Assessor do Ministério do Trabalho é preso por desvio de quase R$ 50 milhões

admin -

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<span style="font-size:14px;"><u>Bruno Bocchini</u><br />
<em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></span><br />
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<span style="font-size:14px;">A Pol&iacute;cia Federal prendeu nesta ter&ccedil;a (3) um assessor do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego e sete membros de uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental (ONG) acusados de participar de um esquema de desvio de dinheiro p&uacute;blico. Eles foram presos temporariamente, e permanecer&atilde;o detidos por cinco dias.<br />
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Segundo a PF, foram comprovadas irregularidades no repasse de R$ 47,5 milh&otilde;es para uma ONG de assist&ecirc;ncia ao trabalhador, que n&atilde;o teve o nome divulgado. A ONG recebia os recursos do minist&eacute;rio, por meio de um conv&ecirc;nio, para criar centros p&uacute;blicos de emprego e qualifica&ccedil;&atilde;o de trabalhadores. No entanto, com o dinheiro recebido, a ONG contratava &ndash; por meio de cota&ccedil;&otilde;es irregulares &ndash; empresas de propriedade do pr&oacute;prio respons&aacute;vel pela ONG. As empresas n&atilde;o executavam os servi&ccedil;os contratados.<br />
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&ldquo;O assessor fazia libera&ccedil;&atilde;o do conv&ecirc;nio. Verificamos uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima desse assessor com o gestor da ONG. Uma rela&ccedil;&atilde;o beirando a promiscuidade. Uma rela&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o cabe: do gestor do dinheiro p&uacute;blico com o tomador do dinheiro&rdquo;, destacou o delegado respons&aacute;vel pela investiga&ccedil;&atilde;o, Alberto Ferreira Neto. O assessor foi preso hoje em um hotel na capital paulista. Ontem, ele havia se reunido com os integrantes da ONG.<br />
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A Pol&iacute;cia Federal fez busca e apreens&atilde;o em 37 locais; entre eles, dois gabinetes do Minist&eacute;rio do Trabalho, em Bras&iacute;lia. A opera&ccedil;&atilde;o, denominada Pronto-Emprego, que teve in&iacute;cio em janeiro, al&eacute;m de constatar o desvio de dinheiro, identificou lavagem de dinheiro.<br />
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&ldquo;As empresas selecionadas irregularmente contratavam, por exemplo, empresas de publicidade, que devolviam o dinheiro, no mesmo dia, ao gestor da ONG, a t&iacute;tulo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de consultoria&rdquo;, explicou o delegado. Dessa forma, o dinheiro chegava ao gestor da ONG de forma limpa. Em seguida, o dinheiro era usado na compra de produtos no exterior, para venda no Brasil<br />
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Os presos responder&atilde;o por quatro crimes: corrup&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato, cuja soma das penas pode chegar a 37 anos. A Pol&iacute;cia Federal informou que cerca de 150 policiais federais e auditores do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o trabalharam nas investiga&ccedil;&otilde;es. O Minist&eacute;rio do Trabalho foi procurado e n&atilde;o se manifestou at&eacute; o fechamento da mat&eacute;ria.<br />
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Em nota, o Minist&eacute;rio do Trabalho disse que tomou a decis&atilde;o de exonerar o ocupante do cargo em comiss&atilde;o citado pela investiga&ccedil;&atilde;o e abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar, determinou a suspens&atilde;o de repasses de recursos financeiros&nbsp; &agrave; entidade&nbsp; investigada e a abertura de auditoria nos conv&ecirc;nios.<br />
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&ldquo;Como o processo tramita em segredo de Justi&ccedil;a, o Minist&eacute;rio encaminhou of&iacute;cio ao diretor-geral da Pol&iacute;cia Federal solicitando informa&ccedil;&otilde;es sobre a investiga&ccedil;&atilde;o que culminou na opera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz a nota. O minist&eacute;rio disse que est&aacute; colaborando com as investiga&ccedil;&otilde;es.</span></div>

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