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Eduardo Gomes intermediou encontro entre Ronaldo Dimas e doleiro preso pela Polícia Federal

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<span style="font-size: 14px;">O deputado federal pelo Tocantins Eduardo Gomes (PSDB), que est&aacute; licenciado do cargo, &eacute; apontado como o intermediador de um poss&iacute;vel encontro entre o prefeito de Aragua&iacute;na, Ronaldo Dimas (PR), e o&nbsp; doleiro de origem libanesa Fayed Antoine Troboulsi, preso na Opera&ccedil;&atilde;o Miqueias deflagrada pela Pol&iacute;cia Federal na &uacute;ltima quinta-feira (26).&nbsp;</span><br />
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<span style="font-size:14px;">Fayed &eacute; acusado de chefiar uma organiza&ccedil;&atilde;o criminosa para fraudar fundos de pens&atilde;o municipais e utilizava mulheres bonitas para seduzir pol&iacute;ticos a aderirem ao esquema.<br />
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Segundo uma Medida Cautelar Criminal do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o (TRF1),&nbsp; Eduardo Gomes intermediou um encontro entre o prefeito de Aragua&iacute;na, na &eacute;poca rec&eacute;m-eleito, com&nbsp; Fayed, nos dias 14 e 15 do m&ecirc;s de outubro de 2012, no escrit&oacute;rio do doleiro em Bras&iacute;lia-DF.<br />
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Duas liga&ccedil;&otilde;es interceptadas pela Policia Federal, com autoriza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a, que fazem parte do Inqu&eacute;rito Policial, mostram a tentativa da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa de seduzir Ronaldo Dimas &agrave; aderir ao esquema de fraude em fundos de pens&otilde;es municipais.&nbsp;<br />
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Consta no Inqu&eacute;rito a transcri&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo em um telefonema&nbsp; no dia 15 de outubro entre o doleiro Fayed e uma funcion&aacute;ria de seu escrit&oacute;rio (C&iacute;ntia), &nbsp;&agrave;s 7h26min, no qual ele pergunta se ela pode receber o prefeito de Aragua&iacute;na Ronaldo Dimas.&nbsp;<br />
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<u><strong>Conversas</strong></u><br />
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Ao falar com Cintia, Fayed diz:<br />
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– <em>Deixa eu te perguntar uma coisa: Mas fique a vontade para responder. Voc&ecirc; pode receber o prefeito de Aragua&iacute;na, porque estou indo para o aeroporto?&nbsp;</em><br />
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Ela pergunta: <em>Aonde?</em><br />
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Ele responde: <em>Se eu puder, vou remarcar com ele amanh&atilde;. Ele [Dimas] est&aacute; no apartamento do Eduardo, l&aacute; na 302 Norte.&nbsp;</em><br />
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<strong><u>O encontro, intermediado por Eduardo, foi adiado para o dia 16.</u></strong><br />
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No outro dia, segundo o Inqu&eacute;rito, &agrave;s 5h55min, o doleiro liga para Eduardo Gomes e pede para levar Ronaldo Dimas at&eacute; seu escrit&oacute;rio.&nbsp;<br />
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Nesse trecho do di&aacute;logo interceptado pela PF, <strong>Gomes diz a Faeyd</strong>:&nbsp; <em>Eu to chegando ai. &Eacute; que o prefeito t&aacute; indo em outro carro.&nbsp; Ronaldo Dimas o nome dele.&nbsp; Mas to chegando ai, j&aacute;</em>. <strong>Fayed responde</strong>: <em>t&aacute; bom ent&atilde;o</em>. A liga&ccedil;&atilde;o durou 22 segundos.<br />
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Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s transcri&ccedil;&otilde;es de liga&ccedil;&otilde;es, em que citam o nome do prefeito Ronaldo Dimas e outros pol&iacute;ticos, o TRF1 enfatiza que &ldquo;a apura&ccedil;&atilde;o indica que as visitas tenham por prop&oacute;sito de oferecer aplica&ccedil;&atilde;o financeira para os respectivos regimes pr&oacute;prios municipais.&rdquo;<br />
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<u><strong>Objetivo do encontro</strong></u><br />
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O objetivo era aliciar prefeitos rec&eacute;m-eleitos para aplicar na Invista e em troca de algumas vantagens ao gestores.&nbsp; O TRF1, ao se referir ao encontro de Ronaldo Dimas com o doleiro Fayed, enfatiza que &ldquo;alguns di&aacute;logos sugerem essa cautela dos servidores p&uacute;blicos em conversar reservadamente com membros da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa. <em>&ldquo;A comiss&atilde;o ofertada para os prefeitos variam entre 2% e no m&aacute;ximo&nbsp; 3% do valor total das aplica&ccedil;&otilde;es&rdquo;.</em><br />
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<u><strong>Opera&ccedil;&atilde;o</strong></u><br />
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Segundo o Estad&atilde;o, a Opera&ccedil;&atilde;o Miqueias, deflagrada nesta quinta-feira, 19,&nbsp; pela Pol&iacute;cia Federal, desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 300 milh&otilde;es num per&iacute;odo de um ano e meio e causou preju&iacute;zos de R$ 50 milh&otilde;es a fundos de pens&atilde;o municipais.&nbsp;<br />
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A opera&ccedil;&atilde;o envolveu&nbsp; mais de 300 policiais que cumpriram 102 mandados judiciais, sendo cinco de pris&atilde;o preventiva, 22 de pris&atilde;o tempor&aacute;ria e 75 de busca e apreens&atilde;o no Distrito Federal e nove estados:&nbsp; S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goi&aacute;s, Maranh&atilde;o, Amazonas e Rond&ocirc;nia.</span></div>

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