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Irmão de senadora Kátia Abreu é acusado de explorar trabalho escravo em sua Fazenda

admin -

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<span style="font-size:14px;">Uma equipe de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Trabalho registrou ind&iacute;cios de trabalho semelhante &agrave; escravid&atilde;o em uma fazenda do advogado Luiz Alfredo Feresin de Abreu, irm&atilde;o da senadora K&aacute;tia Abreu (PMDB-TO).<br />
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Ele nega irregularidades e diz que a opera&ccedil;&atilde;o visava atingir sua irm&atilde;. Principal l&iacute;der da bancada ruralista no Congresso e colunista da Folha, K&aacute;tia Abreu preside a CNA (Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil).<br />
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Em vistoria de 23 de agosto, fiscais dizem ter encontrado cinco pessoas em condi&ccedil;&otilde;es de trabalho escravo na fazenda Taia&ccedil;u II, a 48 km do munic&iacute;pio de Vila Rica, no nordeste do Mato Grosso.<br />
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De acordo com o relat&oacute;rio, os trabalhadores tinham jornada de 11 horas e moravam em um alojamento sem energia el&eacute;trica ou &aacute;gua. No momento, o vaso sanit&aacute;rio do banheiro estava quebrado. A investiga&ccedil;&atilde;o aponta que os empregados receberam proposta para dividir R$ 400 por alqueire ro&ccedil;ado. Dois teriam sido recrutados no Maranh&atilde;o.<br />
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Produtos necess&aacute;rios para o trabalho, como botina, lanterna, garrafa t&eacute;rmica e chap&eacute;u, eram fornecidos, mas seriam descontados do pagamento. &quot;J&aacute; faz algum tempo que est&aacute; ocorrendo situa&ccedil;&atilde;o de trabalho escravo&quot;, diz Giselle Vianna, coordenadora de fiscaliza&ccedil;&atilde;o rural no Estado.<br />
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Tr&ecirc;s dos empregados teriam sido contratados temporariamente para trabalhar nessas condi&ccedil;&otilde;es desde 2010. Os funcion&aacute;rios foram levados a um hotel em Vila Rica, onde ficaram por uma semana. De l&aacute;, seguiram para suas cidades de origem, segundo a Superintend&ecirc;ncia do Mato Grosso, respons&aacute;vel por autuar a fazenda. Luiz de Abreu pagou o transporte e a estadia.<br />
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As irregularidades foram registradas em 19 autos de infra&ccedil;&atilde;o contra o propriet&aacute;rio; os documentos, encaminhados ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. A pena a quem submete algu&eacute;m &agrave; condi&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga &agrave; de escravo pode chegar a oito anos de pris&atilde;o, fora multa.<br />
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<u><strong>OUTRO LADO</strong></u><br />
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Luiz de Abreu afirmou que contratou apenas um dos trabalhadores, Jos&eacute; Orlando da Silva, para ro&ccedil;ar o pasto e que esse empregado chamou quatro amigos para uma &quot;sociedade&quot;, dividindo com eles o servi&ccedil;o e o pagamento.<br />
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Ele anexou &agrave; defesa, enviada ao superintendente regional do Trabalho em Mato Grosso, depoimentos registrados em cart&oacute;rio em que os roceiros afirmam que trabalhavam por empreita e n&atilde;o tinham v&iacute;nculo empregat&iacute;cio com o advogado, que o alojamento tinha luz, &aacute;gua encanada e que pretendiam continuar na fazenda pois recebiam em dia.<br />
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Luiz Abreu acusa os fiscais de m&aacute;-f&eacute;, pois teriam omitido trechos das declara&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores que lhe eram favor&aacute;veis e, segundo ele, buscavam vincular a senadora &agrave; propriedade.<br />
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Em um trecho da defesa, Abreu faz refer&ecirc;ncia &agrave; chacina de Una&iacute; (MG), em 2004, quando tr&ecirc;s fiscais do trabalho foram mortos em uma emboscada: &quot;A sorte de Vossa Senhoria e dos fiscais &eacute; que eu n&atilde;o tenho personalidade marcada pela psicopatia e acredito na justi&ccedil;a dos homens, sen&atilde;o certamente voc&ecirc;s teriam o mesmo destino daqueles fiscais de Una&iacute;&quot;, escreveu.<br />
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Abreu disse n&atilde;o temer que a frase seja interpretada como amea&ccedil;a. &quot;Digo justamente que ele n&atilde;o corre esse risco. &Eacute; mais um desabafo&quot;, declarou.<br />
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