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Nova tabela do IR corta poder aquisitivo do assalariado

admin -

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<span style="font-size:14px;">Dia 1.&ordm; entra em vigor a nova tabela de Imposto de Renda (IR) na Fonte, corrigida em 4,5% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tabela que vigorou neste ano. Comparativamente a dezembro, o desconto na fonte do IR ser&aacute; menor, o que apenas parece, mas n&atilde;o &eacute; uma vantagem para os contribuintes. Afinal, a infla&ccedil;&atilde;o deste ano superou muito os 4,5% (at&eacute; novembro, em 12 meses, foi de 5,77%) e a maioria dos reajustes salariais foi igual ou superior &agrave; infla&ccedil;&atilde;o.<br />
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Nos &uacute;ltimos 18 anos, o governo corrigiu a tabela do IR por &iacute;ndices inferiores &agrave; infla&ccedil;&atilde;o. Acumulou-se, assim, uma diferen&ccedil;a entre a corre&ccedil;&atilde;o que deveria ter sido aplicada e a que realmente foi aplicada na tabela. No per&iacute;odo, a defasagem atingiu 66%, o que d&aacute; uma ideia da dimens&atilde;o do erro. Proporcionalmente, os contribuintes pagar&atilde;o em 2014 mais do que em 2013. E j&aacute; foi pior: at&eacute; 1996 a tabela n&atilde;o era corrigida.<br />
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Neste ano, ficaram isentos do IR na fonte os contribuintes que perceberam at&eacute; R$ 1.710,78 por m&ecirc;s, valor que passar&aacute; a R$ 1.787,87 mensais em 2014.<br />
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O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) lan&ccedil;ou uma campanha para apresentar um projeto de lei destinado a reduzir a discrep&acirc;ncia entre a corre&ccedil;&atilde;o aplicada e a infla&ccedil;&atilde;o, nos &uacute;ltimos dez anos. Um levantamento da consultoria Ernst &amp; Young mostrou que a isen&ccedil;&atilde;o beneficiava, em 1996, contribuintes que percebiam o equivalente a 6,55 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Em 2014, com a eleva&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo de R$ 678,00 para R$ 724,00, ser&atilde;o beneficiados os que percebem at&eacute; 2,47 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, apenas.<br />
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E haver&aacute; mais contribuintes que recolhem na fonte tendo de fazer declara&ccedil;&atilde;o de rendimentos, um complicador a mais na vida deles. Se for preciso pagar um profissional para preencher a declara&ccedil;&atilde;o, o preju&iacute;zo ser&aacute; maior.<br />
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<u><strong>Aumento de carga tribut&aacute;ria</strong></u><br />
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A corre&ccedil;&atilde;o da tabela do IR em porcentual inferior ao dos &iacute;ndices de pre&ccedil;os significa que a infla&ccedil;&atilde;o – cuja maior responsabilidade &eacute; do governo, dado o desequil&iacute;brio fiscal – acaba servindo como instrumento de aumento da carga tribut&aacute;ria. Ajuda, portanto, a explicar por que a carga tribut&aacute;ria no Brasil j&aacute; representa, segundo o Fisco, cerca de 35,85% do Produto Interno Bruto (PIB), uma das mais elevadas do mundo.<br />
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&Eacute; mais do que hora de rever a corre&ccedil;&atilde;o da tabela do IR. A corre&ccedil;&atilde;o de 4,5% baseou-se na ilus&atilde;o de que a infla&ccedil;&atilde;o ficaria no centro da meta. Mas o governo Dilma n&atilde;o conseguiu isso em tr&ecirc;s anos nem se espera que consiga em 2014.<br />
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<u><strong>Tabela</strong></u></span><br />
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<span style="font-size:14px;">De acordo com a tabela da Receita Federal, estar&aacute; isento do imposto quem ganhar at&eacute; R$ 1.787,77, por m&ecirc;s. A al&iacute;quota de 7,5% valer&aacute; para quem ganha entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. De R$ 2.679,30 a R$ 3.572,43, a al&iacute;quota &eacute; 15%. A al&iacute;quota de 22,5% vai incidir nos sal&aacute;rios de R$ 3.572,44 at&eacute; R$ 4.463,81. E a al&iacute;quota de 27,5% &eacute; para quem ganha acima de R$ 4.463,81 por m&ecirc;s.</span></div>

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