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Custo para tirar CNH vai subir até 20% com aulas em simulador de direção

admin -

<div style="text-align: justify;">
<span style="font-size:14px;"><em>Fabiana Cambricoli e Luciano Bottini Filho</em><br />
<u>O Estado de S. Paulo</u><br />
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Quem quiser tirar a carteira nacional de habilita&ccedil;&atilde;o (CNH) a partir de agora ter&aacute; de passar por cinco aulas em um simulador de dire&ccedil;&atilde;o instalado nas autoescolas. A nova regra, que come&ccedil;ou a valer nesta quarta-feira no Pa&iacute;s, vai elevar em at&eacute; 20% o valor gasto na emiss&atilde;o do documento. Antes da mudan&ccedil;a, o interessado em obter a permiss&atilde;o para dirigir tinha de desembolsar, em m&eacute;dia, R$ 1,2 mil, segundo a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Autoescolas (Feneauto). Com a altera&ccedil;&atilde;o, esse valor subir&aacute; at&eacute; R$ 250.<br />
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Definida por resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Tr&acirc;nsito (Contran), a norma &eacute; v&aacute;lida apenas para a categoria B (habilita&ccedil;&atilde;o para autom&oacute;vel).<br />
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As aulas, de 30 minutos cada, devem ser feitas obrigatoriamente antes do in&iacute;cio da parte pr&aacute;tica. As atividades no simulador n&atilde;o diminuem o n&uacute;mero m&iacute;nimo de aulas pr&aacute;ticas exigidas: 20 aulas de 50 minutos.<br />
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As aulas simuladas tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m car&aacute;ter eliminat&oacute;rio. &quot;O Detran recebe um relat&oacute;rio com os resultados do aluno, mas n&atilde;o h&aacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o. A ideia do simulador &eacute; permitir que o estudante se familiarize com situa&ccedil;&otilde;es de risco&quot;, diz Silvio Luiz de Oliveira, diretor de ensino.<br />
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A cada aula, o aluno v&ecirc; o n&iacute;vel de dificuldade aumentar. A simula&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com conceitos b&aacute;sicos e vai incorporando situa&ccedil;&otilde;es de adversidade, como trafegar em vias de grande movimento, em pista escorregadia ou sob neblina intensa.<br />
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Para Dirceu Rodrigues Alves J&uacute;nior, diretor da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Medicina de Tr&aacute;fego (Abramet), a inclus&atilde;o de aulas simuladas ajuda a suprir uma car&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o dos condutores. &quot;Os cursos existentes s&atilde;o insuficientes, porque s&oacute; ensinam o que &eacute; necess&aacute;rio para a prova pr&aacute;tica. O aluno n&atilde;o tem contato com os riscos que vai encontrar no dia a dia, e o simulador pode ajudar nisso.&quot;<br />
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Apesar de a regra j&aacute; estar em vigor, muitas autoescolas e Detrans n&atilde;o se prepararam para a mudan&ccedil;a. &quot;Algumas autoescolas n&atilde;o compraram as m&aacute;quinas achando que a lei n&atilde;o ia pegar, e muitos Detrans n&atilde;o adequaram seus sistemas&quot;, diz Magnelson Carlos de Souza, presidente da Feneauto.<br />
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<u><strong>Demanda.</strong></u> A pr&aacute;tica provocou uma demanda maior no fim do ano para a instala&ccedil;&atilde;o dos aparelhos e sobrecarregou as quatro empresas habilitadas para fornecer os equipamentos. Muitos CFCs ainda aguardam a chegada do simulador. Segundo as empresas fornecedoras, os prazos est&atilde;o sendo cumpridos.<br />
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O custo m&eacute;dio de um aparelho &eacute; de R$ 40 mil, mas &eacute; poss&iacute;vel obter o simulador por comodato. Em todos os casos, o custo &eacute; repassado para o consumidor. As autoescolas n&atilde;o s&atilde;o obrigadas a ter a m&aacute;quina e podem dividir o equipamento com outras empresas. A manuten&ccedil;&atilde;o varia de mensalidades de R$ 750 a R$ 1.750 ou taxas de R$ 4 a R$ 15 por aula.<br />
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Com esse custo, as autoescolas preveem que o pre&ccedil;o m&eacute;dio da aula simulada seja de R$ 40, acima do que &eacute; pago pela pr&aacute;tica, entre R$ 30 e R$ 35.</span></div>

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