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Prefeito de Santa Fé é afastado novamente por praticar operação "rapa o caixa" da prefeitura

admin -

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<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
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O prefeito de Santa F&eacute; do Araguaia (TO), Fleury Jos&eacute; Lopes, foi afastado mais uma vez do cargo. A decis&atilde;o liminar foi proferida pelo ju&iacute;z &Aacute;lvaro Nascimento Cunha nesta segunda-feira (6) atendendo pedido do Promotor do Patrim&ocirc;nio P&uacute;blico, Alzemiro Wilson Peres Freitas.<br />
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De acordo com a decis&atilde;o, o gestor ficar&aacute; afastado por 180 dias a contar da intima&ccedil;&atilde;o e ainda ter&aacute; os bens bloqueados no valor de R$ 257,5 mil. O magistrado ainda determinou a quebra do sigilo banc&aacute;rio do prefeito.<br />
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O cargo deve ser ocupado pela vice-prefeita. Na sua impossibilidade, pelo vereador mais velho. Segundo o ju&iacute;z, &quot;por motivos &oacute;bvios, fica impedido de ocupar o cargo de prefeito o atual presidente da C&acirc;mara&quot;, irm&atilde;o de Fleury Lopes.<br />
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Entre os fundamentos da decis&atilde;o, o magistrado citou que &quot;em tese, o prefeito no cargo pode esconder ou inutilizar provas, como processos licitat&oacute;rios&quot;, sobre os quais pesam suspeitas de irregularidades.<br />
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<u><strong>Acusa&ccedil;&otilde;es</strong></u><br />
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A A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica por Ato de Improbidade Administrativa foi protocolada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE) no &uacute;ltimo dia 18 de dezembro de 2013 sob a acusa&ccedil;&atilde;o de que Fleury Jos&eacute; Lopes, mesmo estando afastado por decis&atilde;o judicial em 12 de setembro, continuou praticando atos de improbidade. A conduta do gestor foi denominada como opera&ccedil;&atilde;o &quot;rapa o caixa&quot; da prefeitura de Santa F&eacute;.&nbsp;&nbsp;<br />
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Para o MPE, o prefeito agiu com flagrante m&aacute;-f&eacute;, em prol de obter vantagens il&iacute;citas e indevidas, realizando diversos pagamentos entre os dias 12 e 14 de setembro, data em que foi afastado efetivamente.&nbsp; Para o promotor Alzemiro Freitas, a conduta do gestor constitui uma verdadeira desobedi&ecirc;ncia &agrave; decis&atilde;o judicial e afronta aos princ&iacute;pios da melhor conduta que um gestor deve ter.<br />
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Dentre os pagamentos indevidos, consta valores repassados &agrave;s empresas da irm&atilde; e esposa do prefeito. Para o MPE, a a&ccedil;&atilde;o teve o &quot;claro objetivo de que outro ente querido de sua fam&iacute;lia obtivesse vantagens indevidas&quot;.&nbsp;No total, mesmo afastado, Fleury efetuou 15 pagamentos, totalizando mais de R$ 71 mil.</span><br />
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<span style="font-size:14px;">O atual afastamento de Fleuri Jos&eacute; Lopes tamb&eacute;m levou em considera&ccedil;&atilde;o uma nova lista de contratos municipais irregulares, que beneficiam sua esposa e parentes, atrav&eacute;s do superfaturamento de gastos com reformas de pr&eacute;dios e fixa&ccedil;&atilde;o de alugu&eacute;is em valores muito acima do mercado.<br />
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Pesa contra o gestor, tamb&eacute;m, uma acusa&ccedil;&atilde;o de nepotismo. O esposo de uma sobrinha de Fleuri Jos&eacute; Lopes foi nomeado diretor de Controle Interno da prefeitura sem comprova&ccedil;&atilde;o de qualifica&ccedil;&atilde;o para o cargo e, ainda, teve seu sal&aacute;rio aumentado irregularmente, de R$ 2 mil para R$ 3,5 mil.<br />
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As duas a&ccedil;&otilde;es civis p&uacute;blicas de por ato de improbidade administrativa que motivaram os afastamentos do prefeito de Santa F&eacute; do Araguaia, por for&ccedil;a de limiar, foram propostas pelo Promotor de Justi&ccedil;a Alzemiro Wilson Peres Freitas, titular da Promotoria de Defesa do Patrim&ocirc;nio P&uacute;blico de Aragua&iacute;na. Fleuri Jos&eacute; Lopes se mantinha no cargo em virtude de decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado.</span></div>

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