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Força-tarefa do MPF para investigar Guerrilha do Araguaia terá seis meses para concluir trabalhos

admin -

<div style="text-align: justify;">
<span style="font-size:14px;"><u>Elaine Patricia Cruz</u><br />
<em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em><br />
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Uma for&ccedil;a-tarefa criada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) para investigar a Guerrilha do Araguaia come&ccedil;ou a funcionar nesta segunda-feira (7) e ter&aacute; seis meses para concluir os trabalhos, prazo que poder&aacute; ser prorrogado.<br />
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A portaria que criou a for&ccedil;a-tarefa foi publicada no dia 6 de dezembro do ano passado no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o. Ela &eacute; formada pelos procuradores Antonio do Passo Cabral, Luana Vargas Macedo, Melina Alves Tostes, S&eacute;rgio Gardenghi Suiama, Ivan Cl&aacute;udio Marx, Tiago Modesto Rabelo e Marlon Alberto Weichert, que v&atilde;o atuar conjuntamente com os procuradores do munic&iacute;pio paraense de Marab&aacute; Mara Elisa de Oliveira e Henrique Hahn Martins de Menezes.<br />
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A Guerrilha do Araguaia foi um movimento que surgiu na d&eacute;cada de 1970 em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; ditadura militar. At&eacute; hoje, dezenas de militantes que participaram da guerrilha est&atilde;o desaparecidos.<br />
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Em 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos (OEA) condenou o Estado brasileiro por viola&ccedil;&otilde;es no combate &agrave; guerrilha. De acordo com o tribunal, o Brasil &eacute; respons&aacute;vel pelo desaparecimento de 62 pessoas durante a guerrilha e deve investigar o caso por meio da Justi&ccedil;a Comum, identificando os culpados sem benefici&aacute;-los com a Lei de Anistia.<br />
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O procurador Ivan Cl&aacute;udio Marx, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia Brasil que a for&ccedil;a-tarefa foi criada para apoiar o trabalho dos procuradores de Marab&aacute;. &ldquo;Para dar o efetivo cumprimento &agrave; decis&atilde;o da Corte Interamericana, que pede para investigar os crimes que ocorreram durante a Guerrilha do Araguaia, seria imposs&iacute;vel levar uma investiga&ccedil;&atilde;o a contento apenas com os dois membros [do MPF] que est&atilde;o lotados em Marab&aacute;&rdquo;, ressaltou.<br />
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Atualmente, existem duas den&uacute;ncias feitas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal relacionadas ao Araguaia. Uma delas contra o coronel da reserva do Ex&eacute;rcito Sebasti&atilde;o Curi&oacute; Rodrigues de Moura e outra contra o major da reserva L&iacute;cio Augusto Maciel, ambas por crimes de sequestro qualificado.<br />
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No m&ecirc;s de janeiro, segundo Marx, os procuradores dever&atilde;o analisar esses casos e os procedimentos que ser&atilde;o tomados. &ldquo;O objetivo da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m identificar outros casos e o que aconteceu com as outras v&iacute;timas, localizando os respons&aacute;veis por eventuais sequestros, oculta&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres, homic&iacute;dios e torturas e entrar com a correspondente a&ccedil;&atilde;o penal&rdquo;, explicou.<br />
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A primeira reuni&atilde;o da for&ccedil;a-tarefa, que n&atilde;o tem coordenador, deve ocorrer no in&iacute;cio do pr&oacute;ximo m&ecirc;s, em Bras&iacute;lia.</span></div>

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