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De novo, Renan Calheiros!

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<span style="font-size:14px;">Renan Calheiros &eacute; o Sarney das Alagoas, o Juc&aacute; de Roraima, o ACM da Bahia ou Maluf de S&atilde;o Paulo. Nunca antes na hist&oacute;ria deste pa&iacute;s uma figura t&atilde;o perniciosa fez o que Renan faz com o dinheiro p&uacute;blico sem nenhuma consequ&ecirc;ncia pol&iacute;tica.<br />
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Ele se tornou um deus da pol&iacute;tica nacional. Tanto que foi um dos defensores de Fernando Collor de Mello e ministro da Justi&ccedil;a (da Justi&ccedil;a!) no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de um trapaceiro inveterado.<br />
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Em 2007, renunciou &agrave; Presid&ecirc;ncia do Senado por conta de acusa&ccedil;&otilde;es de que uma empreiteira amiga pagava a pens&atilde;o de um filho. &Agrave; &eacute;poca, a imprensa deitou e rolou com a quest&atilde;o secund&aacute;ria do filho ser de uma rela&ccedil;&atilde;o extraconjugal – sem nenhuma relev&acirc;ncia para o mundo pol&iacute;tico – e deixou de lado a quest&atilde;o central de que uma empresa n&atilde;o paga conta de um pol&iacute;tico apenas por ser boazinha.<br />
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Para evitar prolongamento, ano passado, Renan Calheiros pegou um avi&atilde;o da farrista For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira &ndash; FAB, o lotou de asseclas e se foi para um casamento de um amigo no interior da Bahia.<br />
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Ap&oacute;s toda a repercuss&atilde;o na imprensa, o dinheiro foi devolvido. A&iacute; se descobriu que os avi&otilde;es da nossa For&ccedil;a A&eacute;rea serviam &ndash; talvez somente &ndash; para o lazer de autoridades. N&atilde;o precisavam comprovar, como ainda continua, se realmente se trata de servi&ccedil;o, mesmo que a maioria se desloque nas v&eacute;speras de feriados prolongados e nos fins de semana. N&atilde;o precisa informar quantas pessoas levam e com qual finalidade viajariam. Isso dificultaria a requisi&ccedil;&atilde;o das aeronaves, j&aacute; que a maioria quer mesmo &eacute; mostrar seu poder de abusar do dinheiro da vi&uacute;va.<br />
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N&atilde;o satisfeito com seu curr&iacute;culo de galinheiro, eis que o quarto substituto da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica voa de novo de Bras&iacute;lia a Recife para implantar fios de cabelo. Gente, isso num pa&iacute;s minimamente s&eacute;rio daria ren&uacute;ncia imediata. Renan bastou devolver o dinheiro e rapidamente sua ficha corrida de improbidade administrativa ficou limpa porque n&atilde;o comporta mais anota&ccedil;&otilde;es.<br />
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Para que n&atilde;o restem d&uacute;vidas, transcrevo uma pequena defini&ccedil;&atilde;o de improbidade do site da Escola Superior do Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Uni&atilde;o.<br />
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O que &eacute; improbidade administrativa?<br />
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A improbidade administrativa caracteriza a conduta inadequada de agentes p&uacute;blicos, ou de particulares envolvidos, que por meio da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica:<br />
– enrique&ccedil;am ou obtenham alguma vantagem econ&ocirc;mica de forma indevida em raz&atilde;o do exerc&iacute;cio de cargo, mandato, fun&ccedil;&atilde;o, emprego ou atividade em &oacute;rg&atilde;os e entidades do servi&ccedil;o p&uacute;blico;<br />
– causem dano ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, com o uso de bens p&uacute;blicos para fins particulares, a aplica&ccedil;&atilde;o irregular de verba p&uacute;blica, a facilita&ccedil;&atilde;o do enriquecimento de terceiros &agrave; custa do dinheiro p&uacute;blico, entre outros atos;<br />
– violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.&rdquo;<br />
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Impressiona o fato de n&atilde;o trazer consequ&ecirc;ncia, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, as corregedorias das Casas contentam-se com o ressarcimento dos valores gastos indevidamente, como se a probidade fosse recuperada com o pagamento. N&atilde;o existe compra e venda de conduta &eacute;tica. A devolu&ccedil;&atilde;o de valores financeiros independe da viola&ccedil;&atilde;o &eacute;tica.<br />
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Inverteram-se de vez os valores, e a sociedade j&aacute; aceita isso naturalmente. Na zona rural do Nordeste quase cem por cento dos carros e motos n&atilde;o t&ecirc;m documenta&ccedil;&atilde;o. Eles s&atilde;o fruto de irregularidades diversas e a maioria vem de roubo mesmo. E o que &eacute; feito? O mesmo que vem sendo feito at&eacute; hoje com as maracutaias de Renan Calheiros: nada, absolutamente nada. Por isso, ficou mais f&aacute;cil uma autoridade requisitar um boeing e atravessar o Brasil para colocar fios de cabelo do que uma pessoa pedir uma pizza na esquina de sua casa.<br />
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Pedro Cardoso da Costa &ndash; Interlagos/SP<br />
&nbsp;&nbsp; Bacharel em dinheiro</span></div>

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