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Igeprev deve perder 43 milhões investidos no BVA; podem faltar recursos para aposentadorias

admin -

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<span style="font-size:14px;">O governo do Tocantins ter&aacute; de aumentar sua contribui&ccedil;&atilde;o ao Instituto</span><span style="font-size:14px;">&nbsp;de Gest&atilde;o Previdenci&aacute;ria do Tocantins&nbsp;</span><span style="font-size:14px;">(Igeprev) para cobrir os buracos deixados&nbsp;pelas aplica&ccedil;&otilde;es em empr&eacute;stimos originados no banco BVA. A informa&ccedil;&atilde;o foi divulgada em reportagem do jornal <a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1399699-operacao-de-bva-afeta-mais-de-70-fundos.shtml" target="_blank">Folha de S.Paulo</a>.<br />
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Mais de 70 fundos de pens&atilde;o de empresas estatais e de prefeituras de todo o pa&iacute;s correm o risco de perder a maior parte dos R$ 2,7 bilh&otilde;es que investiram na compra de pap&eacute;is lastreados por empr&eacute;stimos originados no Banco BVA, em processo de liquida&ccedil;&atilde;o desde agosto. Entre eles est&aacute; o Igeprev que &eacute; o 7&ordm; maior investidor do BVA, com 43,3 milh&otilde;es aplicados.&nbsp;&nbsp;</span><br />
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<span style="font-size:14px;">Em 2013, uma auditoria do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia no Igeprev constatou que o instituto aplicou R$ 357.982.772,01 em a&ccedil;&otilde;es temer&aacute;rias e at&eacute; mesmo em bancos que foram quebrados posteriormente, entre eles o BVA. Os preju&iacute;zos j&aacute; confirmados ultrapassam R$ 153 milh&otilde;es.&nbsp;</span><br />
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<span style="font-size:14px;">Entre os bancos pequenos e m&eacute;dios, o BVA foi um dos que mais atraiu os fundos de pens&atilde;o. As entidades o ajudaram a ter um crescimento rel&acirc;mpago. Em seis anos, seus ativos aumentaram 17 vezes: de R$ 430 milh&otilde;es, em junho de 2006, para R$ 8 bilh&otilde;es, em junho de 2012.<br />
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Segundo Leonardo Rolim, secret&aacute;rio de Pol&iacute;ticas de Previd&ecirc;ncia Social do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia, o valor das contribui&ccedil;&otilde;es sobe neste ano e fica no novo patamar at&eacute; que as perdas sejam cobertas.<br />
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O &iacute;ndice de aumento ser&aacute; calculado de acordo com a necessidade de cada fundo.<br />
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<em>&quot;Com as perdas cont&aacute;beis, faltar&atilde;o recursos para as aposentadorias. A &uacute;nica forma &eacute; elevar a al&iacute;quota</em> [de contribui&ccedil;&atilde;o]&quot;, disse Rolim. Ainda segundo ele, esse dinheiro sair&aacute; do Or&ccedil;amento das cidades, que ter&atilde;o menos dinheiro para investir.<br />
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Segundo a reportagem, no Tocantins, por exemplo, a contribui&ccedil;&atilde;o extra vai elevar o gasto com o funcionalismo a ponto de comprometer o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal.<br />
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Ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, o Igeprev, que administra a aposentadoria dos servidores do Estado, tinha R$ 43 milh&otilde;es aplicados em empr&eacute;stimos do BVA, por meio de fundos de investimento.<br />
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O epis&oacute;dio do BVA chamou a aten&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia, que, no fim do ano passado, passou a obrigar os fundos de pens&atilde;o municipais e estaduais a criar comit&ecirc;s de investimento.<br />
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Esse novo departamento dever&aacute; cuidar do dia a dia das aplica&ccedil;&otilde;es. De acordo com o minist&eacute;rio, hoje, a maioria das entidades s&oacute; tem conselhos de administra&ccedil;&atilde;o, que decidem as pol&iacute;ticas de investimento, e n&atilde;o cada aplica&ccedil;&atilde;o isoladamente.<br />
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Quem n&atilde;o se enquadrar n&atilde;o poder&aacute; receber repasses de recursos da Uni&atilde;o nem financiamentos de institui&ccedil;&otilde;es financeiras p&uacute;blicas e estrangeiras, como o Banco Mundial.</span></div>

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