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Vistorias em hospitais do Tocantins apontam que falta de medicamentos tem dimensão maior que admitida pelo Governo

admin -

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<span style="font-size:14px;">O procurador da Rep&uacute;blica F&aacute;bio Loula e a promotora de Justi&ccedil;a Rosely Almeida Pery se reuniram na tarde desta segunda-feira, 20, com a secret&aacute;ria de Sa&uacute;de do Estado do Tocantins, Vanda Paiva, para tratar do cumprimento do acordo firmado como parte da a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica referente ao provimento de rem&eacute;dios e insumos aos hospitais p&uacute;blicos do estado.<br />
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Os representantes do Minist&eacute;rio P&uacute;blico relataram o resultado das vistorias realizadas no Hospital Geral P&uacute;blico de Palmas (HGPP), no Hospital Maternidade Dona Regina (HMDR) e Hospital Infantil P&uacute;blico de Palmas (HIPP). A respeito dos relatos de profissionais de sa&uacute;de e pacientes de falta de medicamentos e insumos, a secret&aacute;ria disse que as faltas s&atilde;o pontuais e n&atilde;o prejudicam os servi&ccedil;os prestados aos internados, e que n&atilde;o existe paciente desassistido.<br />
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Segundo Vanda Paiva, algumas solicita&ccedil;&otilde;es das unidades s&atilde;o exageradas, principalmente do HGPP, n&atilde;o correspondendo com a necessidade real de demanda. Em muitos casos, o medicamento est&aacute; dispon&iacute;vel no estoque regulador hospitalar, mas que por motivos desconhecidos n&atilde;o s&atilde;o entregues em tempo aos profissionais de sa&uacute;de. Alguns produtos est&atilde;o em falta devido ao n&atilde;o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es de fornecedores.<br />
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Outra reuni&atilde;o est&aacute; agendada para a pr&oacute;xima quarta-feira entre os representantes do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, a secret&aacute;ria de Sa&uacute;de e os gestores das unidades de sa&uacute;de para debater as poss&iacute;veis solicita&ccedil;&otilde;es exageradas de insumos e medicamentos, as listas de medica&ccedil;&otilde;es solicitadas e seu cumprimento e outros problemas apontados nos relat&oacute;rios. O procurador da Rep&uacute;blica F&aacute;bio Loula considera que os problemas t&ecirc;m uma dimens&atilde;o muito maior que a situa&ccedil;&atilde;o reconhecida pela secret&aacute;ria de Sa&uacute;de. &ldquo;A falta de medicamentos existe e &eacute; recorrente. As dilig&ecirc;ncias para averiguar esta situa&ccedil;&atilde;o v&atilde;o continuar&rdquo;, disse.<br />
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<u><strong>Relat&oacute;rios</strong></u><br />
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As vistorias aos hospitais em Palmas tiveram o objetivo de verificar a regulariza&ccedil;&atilde;o do abastecimento de medicamentos, materiais e insumos hospitalares, e todos apresentaram o problema do desabastecimento de rem&eacute;dios. O caso mais grave &eacute; o do HGPP.<br />
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O HGPP foi vistoriado no dia 15 de janeiro de 2013, quando foi solicitada a rela&ccedil;&atilde;o de medicamentos apresentadas &agrave; Sesau e o que foi efetivamente entregue. No momento da vistoria, estavam em falta tr&ecirc;s medica&ccedil;&otilde;es uma delas utilizada em tratamentos oncol&oacute;gicos, al&eacute;m de duas que haviam sido entregues pela manh&atilde;. Pacientes entrevistados afirmaram ser recorrente a falta de medicamentos, apresentando extensa lista. Enfermeiras relataram falta de gaze, quantidade insuficiente de luvas e aventais de baixa qualidade. Na UTI, onde os enfermeiros chegaram a trabalhar usando sacos de lixo pela falta de aventais, tamb&eacute;m houve relatos de falta significativa de medicamentos.<br />
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O Hospital Maternidade Dona Regina foi o que apresentou menores queixas de profissionais e pacientes referentes &agrave; falta de medica&ccedil;&otilde;es e insumos. Mesmo assim, foi relatada sobrecarga no trabalho dos t&eacute;cnicos do laborat&oacute;rio, al&eacute;m de transtornos causados pela falta de equipamentos de an&aacute;lise no hospital. Todos os exames s&atilde;o feitos no HGP, o que atrasa diagn&oacute;sticos. Devido aos meios de cultura de baixa qualidade, &eacute; frequente o erro nos diagn&oacute;sticos do laborat&oacute;rio, que chegam a apresentar resultados negativos em exames de pacientes que aparentam os sintomas de infec&ccedil;&atilde;o. Outra queixa &eacute; quanto ao n&uacute;mero de leitos da UTI neo-natal, &uacute;nica no estado. Com capacidade para 20 leitos, opera atualmente com 10 devido &agrave; falta de m&eacute;dicos.<br />
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J&aacute; o Hospital Infantil tamb&eacute;m aponta falta de medica&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de problemas frequentes no HGP como enfermarias lotadas e pacientes no corredor. Al&eacute;m das faltas de medica&ccedil;&otilde;es e insumos, as queixas dos profissionais referem-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, pois as salas de repouso e multiprofissional n&atilde;o atendem &agrave;s necessidades de sua destina&ccedil;&atilde;o. Na sala multiprofissional, apenas um computador &eacute; divido por cerca de 30 profissionais de categorias diferentes, como psic&oacute;logo, nutricionista, fonoaudi&oacute;lgo e fisioterapeuta. As reuni&otilde;es s&atilde;o realizadas em um conteiner climatizado, sem janelas.</span></div>

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