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MPF vai denunciar gerente da Caixa e suplente de deputado; 83% já foram recuperados

admin -

<div style="text-align: justify;">
<span style="font-size:14px;">A Procuradoria da Rep&uacute;blica em Aragua&iacute;na recebeu nesta segunda-feira, 20, o relat&oacute;rio parcial das investiga&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; fraude milion&aacute;ria na ag&ecirc;ncia da Caixa Econ&ocirc;mica Federal em Tocantin&oacute;polis, norte do estado, e j&aacute; est&aacute; trabalhando na a&ccedil;&atilde;o criminal a ser proposta &agrave; Justi&ccedil;a Federal ainda nesta semana.<br />
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Segundo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, o gerente e demais envolvidos devem responder pelos crimes de peculato (artigo 312, &sect;1&ordm; do C&oacute;digo Penal Brasileiro), recepta&ccedil;&atilde;o majorada (artigo 180, &sect;6&ordm; do CPB), forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha (artigo 288 do CPB) e lavagem de dinheiro (artigo 1&ordm;, &sect;1&ordm;, incisos I e II da Lei 9.613/98).<br />
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A Procuradoria acompanha o caso desde o dia 19 de dezembro de 2013, quando a fraude foi denunciada pela Caixa Econ&ocirc;mica Federal. O primeiro depoimento do ent&atilde;o gerente da ag&ecirc;ncia de Tocantin&oacute;polis, Robson Pereira do Nascimento, foi prestado ainda nesta data, ap&oacute;s orienta&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal para que fossem iniciadas as<br />
investiga&ccedil;&otilde;es. A pris&atilde;o do gerente foi decretada pelo ju&iacute;zo plantonista da Justi&ccedil;a Federal no dia 21 de dezembro e cumprida no dia seguinte. O ent&atilde;o gerente permanece preso em na Casa de Pris&atilde;o Provis&oacute;ria de Aragua&iacute;na.<br />
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No dia 13 de janeiro, o inqu&eacute;rito policial foi encaminhado ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal para que fosse averiguada a possibilidade de outras quatro pris&otilde;es, al&eacute;m de buscas e apreens&otilde;es. Os requerimentos foram encaminhados ao Judici&aacute;rio na mesma data e ainda aguardam cumprimento. No dia 16, foi deferido o pedido de pris&atilde;o do suplente de deputado federal pelo Maranh&atilde;o, Ernesto Vieira Carvalho Neto, cumprido por determina&ccedil;&atilde;o do MPF no dia 18 de janeiro durante a opera&ccedil;&atilde;o &Eacute;skara, o que impediu que Ernesto se evadisse do estado do Maranh&atilde;o ou mesmo do pa&iacute;s. Ele foi preso entre as cidades de Carolina e Estreito (MA). Novas pris&otilde;es devem ser realizadas em breve, j&aacute; que no total foram expedidos pela Justi&ccedil;a Federal cinco mandatos de pris&atilde;o preventiva para a opera&ccedil;&atilde;o.<br />
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<u><strong>O golpe</strong></u><br />
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No dia 5 de dezembro de 2013, o ent&atilde;o gerente da ag&ecirc;ncia da CEF em Tocantin&oacute;polis, com aux&iacute;lio de outras pessoas cujos nomes ser&atilde;o oportunamente divulgados, promoveu a abertura de uma conta corrente fict&iacute;cia destinada a receber o valor R$ 73.094,415,90 como sendo o pagamento de pr&ecirc;mio da Mega Sena. Atualmente s&atilde;o investigadas cerca de 200 constas correntes sob suspeita de terem recebido partes do dinheiro, transferidas da conta fict&iacute;cia na qual foi depositado o valor. As primeiras investigadas s&atilde;o as que receberam transfer&ecirc;ncias de valores entre R$ tr&ecirc;s milh&otilde;es e R$ 350 mil.<br />
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Cerca de 83% do dinheiro j&aacute; foi recuperado pela Caixa por interm&eacute;dio do bloqueio das contas para as quais foram transferidos. A Pol&iacute;cia Federal tamb&eacute;m apreendeu uma aeronave sob suspeita de ter sido adquirida com dinheiro oriundo da fraude.</span></div>

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