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Secretário afirma que "até agora não foi contabilizado um centavo de perda" no Igeprev

admin -

<div style="text-align: justify;">
<span style="font-size:14px;">Entidades sindicais e associa&ccedil;&otilde;es que representam as diversas categorias de servidores p&uacute;blicos do Tocantins estiveram reunidos na manh&atilde; desta quarta-feira (29) com o presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Instituto de Gest&atilde;o Previdenci&aacute;ria do Estado (Igeprev), L&uacute;cio Mascarenhas, e com o novo presidente do Instituto,&nbsp; Francisco Fl&aacute;vio Salas Barbosa.<br />
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Na reuni&atilde;o, o presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e as entidades sindicais definiram um calend&aacute;rio de discutir as mudan&ccedil;as na estrutura do Instituto, assim como um Plano de Cargos Carreiras e Remunera&ccedil;&atilde;o para os servidores do Igeprev. Atualmente os servidores do &oacute;rg&atilde;o pertencem ao Quadro Geral do Estado.<br />
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As entidades sindicais defendem que os cargos da diretoria do IGEPREV sejam ocupados por servidores p&uacute;blicos de carreira indicado pelas entidades e que o Igeprev tenha um quadro pr&oacute;prio de servidores que ingressem atrav&eacute;s de concurso p&uacute;blico espec&iacute;fico.<br />
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L&uacute;cio Mascarenhas afirmou que n&atilde;o haver&aacute; dificuldades de o governo atender cerca de 80% dos pedidos das entidades e que os outros 20% s&atilde;o negoci&aacute;veis com diversos graus de dificuldades.<br />
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<u><strong>Mais transpar&ecirc;ncia</strong></u><br />
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Durante a o encontro as entidades cobraram mais transpar&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es do IGEPREV. Cobraram tamb&eacute;m esclarecimentos a respeito das aplica&ccedil;&otilde;es temer&aacute;rias que, de acordo com o Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social (MPS) provocaram perdas de R$ 153 milh&otilde;es aos cofres do Instituto. As perdas efetivamente apuradas j&aacute; somam cerca de 300 milh&otilde;es de reais, mas devem chegar a meio bilh&atilde;o.&nbsp;<br />
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<u><strong>Governo nega a exist&ecirc;ncia de rombo</strong></u><br />
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Mesmo estando ciente do rombo, L&uacute;cio Mascarenhas afirmou que, &ldquo;at&eacute; agora n&atilde;o foi contabilizado um centavo de perda. N&atilde;o quer dizer que isso n&atilde;o venha ser feito&rdquo;.<br />
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O presidente do Sindicato dos Servidores P&uacute;blicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO), Cleiton Pinheiro, afirmou que as entidades sindicais j&aacute; indicaram uma comiss&atilde;o para tratar das altera&ccedil;&otilde;es da Lei do IGEPREV. <em>&ldquo;Esta comiss&atilde;o representa todas as entidades sindicais e vai discutir as mudan&ccedil;as de nosso interesse&rdquo;</em>, argumentou Cleiton.<br />
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A respeito das perdas pelas aplica&ccedil;&otilde;es temer&aacute;rias, Pinheiro afirmou que &ldquo;o Governo continua se negando a aceitar que houve preju&iacute;zo aos cofres do Instituto. Mas vamos exigir que estes preju&iacute;zos sejam cobertos e que os respons&aacute;veis sejam punidos&rdquo;. <em>(Ascom-Sisepe)</em><br />
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<u><strong>Rombo milion&aacute;rio</strong></u></span><br />
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<span style="font-size: 14px;">Nos anos de 2011 e 2012, per&iacute;odo em que Eduardo Siqueira Campos era o presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o, o Igeprev fez in&uacute;meras aplica&ccedil;&otilde;es temer&aacute;rias em fundos &ldquo;podres&rdquo;. O pr&oacute;prio relat&oacute;rio assinado pelos auditores do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia, em agosto de 2012, aponta que o Instituto j&aacute; possu&iacute;a aplica&ccedil;&otilde;es irregulares, e ilegais, em dez fundos, o que teria causado preju&iacute;zos de R$ 153,6 milh&otilde;es com o BVA (liquidado), R$ 143 milh&otilde;es no Diferencial (liquidado pelo Banco Central) e R$ 46 milh&otilde;es no FIDC Trendbank, administrado pelo banco Cruzeiro do Sul (tamb&eacute;m liquidado).</span><br />
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<span style="font-size: 14px;">Conforme as investiga&ccedil;&otilde;es&nbsp; e auditoria no &oacute;rg&atilde;o, o Instituto tamb&eacute;m perdeu dinheiro ao aplicar em fundos indicados pelo grupo do doleiro Fayed Traboulsi, acusado de corrup&ccedil;&atilde;o e desvio de verba p&uacute;blica. Segundo o Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social o governo aplicou o dinheiro em tr&ecirc;s empresas ligadas ao doleiro, al&eacute;m de aplicar mais do que era permitido em diversos fundos de risco.<br />
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Pela lei, no caso de fundos privados, o governo s&oacute; pode aplicar dinheiro no limite de 25% do total do patrim&ocirc;nio l&iacute;quido do fundo. Mas, segundo o Minist&eacute;rio, as aplica&ccedil;&otilde;es feitas pelo Igeprev ultrapassaram esta taxa de seguran&ccedil;a. No fundo Leme IMA Previdenci&aacute;rio, o Tocantins chegou a ter 48,45% do patrim&ocirc;nio. As aplica&ccedil;&otilde;es no fundo Incentivo Multisetorial II chegam a 33,66%, no Leme Brasprev, a 39,38% e no Roma Previdenci&aacute;rio, a 48,25%. No fundo Incentivo Referenciado, o Estado tem 100% do patrim&ocirc;nio aplicado, isso quer dizer que se a empresa falisse, todo o dinheiro ser&aacute; perdido.</span></div>

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