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130 agentes vão vistoriar cerca de 70 mil imóveis em Araguaína

admin -

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<span style="font-size:14px;">O combate &agrave; dengue em Aragua&iacute;na &eacute; cont&iacute;nuo. Tanto no per&iacute;odo chuvoso, quanto na estiagem, equipes de combate a endemias percorrem todos os bairros do munic&iacute;pio em busca de focos do mosquito Aedes aegypti para elimina&ccedil;&atilde;o e consequente orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. De acordo com Anderson Milhomem, M&eacute;dico Veterin&aacute;rio do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ , 130 agentes supervisionam 144 &aacute;reas na cidade. &ldquo;Ao todo, s&atilde;o cerca de70 mil im&oacute;veis e cada agente fica respons&aacute;vel por vistoriar de 400 a 500 im&oacute;veis mensalmente&rdquo;, explica. As &aacute;reas que n&atilde;o forem cobertas pela a&ccedil;&atilde;o dos agentes recebem as atividades durante os s&aacute;bados com mutir&otilde;es e equipes especiais.<br />
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<u><strong>Volunt&aacute;rio</strong></u><br />
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No entanto, dentro do universo de resid&ecirc;ncias vistoriadas, o CCZ esbarra em im&oacute;veis fechados, que correspondem em m&eacute;dia a 20% do total. &ldquo;Normalmente s&atilde;o pessoas que est&atilde;o em hor&aacute;rio de trabalho ou casas que est&atilde;o para alugar sem rela&ccedil;&atilde;o com imobili&aacute;rias&rdquo;, informa Anderson. Nestes casos, a principal arma para garantir ampla vigil&acirc;ncia &eacute; a conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Pouco adianta todo o esfor&ccedil;o do poder p&uacute;blico se as pessoas insistirem em manter os velhos h&aacute;bitos que atraem o mosquito&rdquo;, pondera o m&eacute;dico veterin&aacute;rio.<br />
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<strong><u>Responsabilidade</u></strong><br />
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As medidas s&atilde;o simples, &ldquo;e n&atilde;o tomam mais que 10 minutos do dia a dia do cidad&atilde;o&rdquo;, lembra Anderson. Quem tem o costume de cultivar plantas, por exemplo, precisa ficar atento aos recipientes da base dos vasos. &ldquo;Os quais devem ser preenchidos com areia para evitar o ac&uacute;mulo de &aacute;gua&rdquo;, prop&otilde;e Milhomem.<br />
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Nas caixas de bebidas, as garrafas devem ser acondicionadas de cabe&ccedil;a para baixo; os moradores devem se certificar que a caixa d&rsquo;&aacute;gua est&aacute; devidamente vedada; verificar se as calhas n&atilde;o est&atilde;o empenadas ou acumulando &aacute;gua; guardar pneus em casa deve ser evitado, mas em caso de impossibilidade, sempre os guarde em local coberto, ou cubra-os com uma lona ou qualquer outro material imperme&aacute;vel, de forma a n&atilde;o acumular &aacute;gua nos pneus, nem no material utilizado para cobri-los.<br />
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&ldquo;Importante lembrar, tamb&eacute;m, que o mosquito n&atilde;o se reproduz apenas em &aacute;gua limpa e parada. Ele evoluiu. At&eacute; em fossas destampadas h&aacute; o perigo de prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito&rdquo;, alerta Anderson.<br />
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Em casas sem moradores, os vasos sanit&aacute;rios tamb&eacute;m s&atilde;o potenciais criadouros do mosquito. &Eacute; importante deixar a tampa fechada ou dar descarga periodicamente. Sacos pl&aacute;sticos, tampas de garrafa pet ou qualquer outro tipo de recipiente jogado indevidamente em terrenos tamb&eacute;m se tornam criadouros do mosquito. &ldquo;N&atilde;o se deve jogar lixo dom&eacute;stico em lotes ou terrenos. Os maiores prejudicados ser&atilde;o sempre os moradores. Precisamos contar com o bom senso e apoio de todos&rdquo;, pontua o m&eacute;dico veterin&aacute;rio.<br />
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<u><strong>Combate e n&uacute;meros</strong></u><br />
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Em 2013, a m&eacute;dia do &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o predial – mostra a porcentagem de im&oacute;veis com a presen&ccedil;a de larvas de aedes aegypti em rela&ccedil;&atilde;o aos que foram pesquisados – de Aragua&iacute;na foi de 1,97%. O aceit&aacute;vel, para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, &eacute; de at&eacute; 1%. &ldquo;No entanto, j&aacute; tivemos &iacute;ndices maiores. Estamos gradativamente diminuindo esses n&uacute;meros e a Opera&ccedil;&atilde;o Minha Cidade Limpa, no in&iacute;cio do ano passado, foi decisiva para que reduz&iacute;ssemos consideravelmente os &iacute;ndices&rdquo;, afirma Milhomem.<br />
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Ainda em 2013, as equipes do CCZ coletaram para an&aacute;lise &ndash; e eliminaram imediatamente &ndash; 17.686 focos de mosquito. J&aacute; o n&uacute;mero de dep&oacute;sitos (criadouros) eliminados foi bem maior, 171.155. &ldquo;Estes &uacute;ltimos foram destru&iacute;dos manualmente com as ferramentas dos agentes e n&atilde;o v&atilde;o se tornar mais criadouros&rdquo;, conta Anderson.<br />
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Para o trabalho, os agentes disp&otilde;em de picadeiras, ferramentas pontiagudas para perfurar embalagens pl&aacute;sticas que acumulam &aacute;gua, e larvicida, que &eacute; aplicado em dep&oacute;sitos maiores, que n&atilde;o podem ser destru&iacute;dos para eliminar as larvas do mosquito.<br />
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<u><strong>A&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas</strong></u><br />
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Anderson explica que o Programa Municipal de Vigil&acirc;ncia e Controle da Dengue j&aacute; identificou os chamados pontos estrat&eacute;gicos de prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito da dengue. &ldquo;Ferros velhos e borracharias integram os estabelecimentos com maior potencial de ac&uacute;mulo de &aacute;gua parada&rdquo;, pontua.<br />
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Equipes especializadas fazem trabalhos direcionados nestes locais, orientando os propriet&aacute;rios e eliminando periodicamente os focos. &ldquo;Os comerciantes que trabalham com pneus, principalmente, precisam dar a destina&ccedil;&atilde;o adequada e/ou armazen&aacute;-los em local coberto. &ldquo;A Prefeitura j&aacute; disp&otilde;e de um galp&atilde;o espec&iacute;fico para isso no Daiara&rdquo;, complementa Anderson.</span></div>

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