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Famílias tradicionais resistem em deixar terras requeridas por latifundiários

admin -

<span style="font-size:14px;">Os campos s&atilde;o verdes infind&aacute;veis aos olhos diante do enorme milharal em Campos Lindos, monocultura que ocupa as terras durante a entressafra da soja. Exprimidas entre a planta&ccedil;&atilde;o, se encontram 160 fam&iacute;lias tradicionais; no meio delas podem ser verificadas v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es de descendentes. Mesmo assim, &eacute; poss&iacute;vel encontrar entre irm&atilde;os a discrep&acirc;ncia dos crit&eacute;rios para titula&ccedil;&atilde;o das terras que ocupam.<br />
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&Eacute; o caso da lavradora Alzira Miranda de Oliveira, 63 anos, que tem lutado para continuar garantindo as terras que tem posse; enquanto que o irm&atilde;o recebeu, h&aacute; mais de 13 anos, a devida titula&ccedil;&atilde;o pelo Itertins &ndash; Instituto de Terras do Tocantins.<em> &ldquo;Algumas pessoas mais velhas morreram de depress&atilde;o porque n&atilde;o ganharam o t&iacute;tulo das pr&oacute;prias terras. A pessoa que nasceu e cresceu aqui n&atilde;o tem para onde ir. Estou pedindo a Deus que d&ecirc; certo para a gente ficar&rdquo;</em>, afirmou.<br />
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A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; agravada por uma decis&atilde;o judicial determinando a retirada da fam&iacute;lia da lavradora Alzira e de outras 81 desprovidas de titula&ccedil;&atilde;o. Conforme o defensor p&uacute;blico Pedro Alexandre Concei&ccedil;&atilde;o Aires, coordenador do DPAGRA &ndash; N&uacute;cleo da Defensoria P&uacute;blica Agr&aacute;ria, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; bem mais complexa.<em> &ldquo;Trata-se de situa&ccedil;&atilde;o de flagrante injusti&ccedil;a. No entanto, o processo judicial que culminou na ordem de retirada das fam&iacute;lias desenvolveu-se de forma question&aacute;vel, e a Defensoria P&uacute;blica do Estado do Tocantins tem buscado tomar as medidas jur&iacute;dicas cab&iacute;veis na defesa do interesse de seus assistidos&rdquo;,</em> assegurou o Defensor P&uacute;blico aos moradores durante reuni&atilde;o nesta segunda-feira, 29.<br />
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Para o advogado da CPT &ndash; Comiss&atilde;o Pastoral da Terra, Silvano Lima Rezende, o crit&eacute;rio equivocado do Itertins em desconsiderar as fam&iacute;lias em todas as suas gera&ccedil;&otilde;es causou esta inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica para os posseiros das terras, aonde se encontram hoje 78 fam&iacute;lias tituladas e estas 82 exclu&iacute;das, sendo que na &eacute;poca da regulariza&ccedil;&atilde;o, a maioria vivia na localidade h&aacute; mais de 40 anos, e alguns at&eacute; com mais de 60 anos.<br />
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O lavrador Luzo Teles, 60 anos, disse que &eacute; nascido e criado no local. &ldquo;Os fazendeiros esqueceram que a gente existe l&aacute;, espero que as autoridades encontrem uma forma de a gente continuar em nossas terras&rdquo;, declarou Teles.<br />
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Mas a batalha judicial foi suspensa temporariamente pela pr&oacute;pria Associa&ccedil;&atilde;o Planalto, dos produtores de soja, provocada pelo MPF/TO &ndash; Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal no Tocantins que apontou ind&iacute;cios de irregularidades na distribui&ccedil;&atilde;o das terras pelo Estado aos produtores.<br />
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Campos Lindos &eacute; um projeto agr&iacute;cola apoiado pelo Governo do Estado do Tocantins. A situa&ccedil;&atilde;o de opress&atilde;o aos camponeses na localidade &eacute; acompanhada pela Comiss&atilde;o Pastoral da Terra &ndash; CPT, que acionou a Defensoria P&uacute;blica para resguardar os direitos da comunidade.</span>

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