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Terezona é condenada a 6 anos de prisão por fraude eleitoral; TRE nega recurso e autoriza perda do mandato

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<span style="font-size:14px;">A vereadora de Aragua&iacute;na (TO), Terezinha Gomes da Silva, mais conhecida como Terezona (PR), foi condenada a 6 anos de pris&atilde;o acusada de fraude eleitoral por meio de favorecimento de eleitores em troca de votos no pleito de 2011. De acordo a senten&ccedil;a proferida na sexta-feira, 27, pelo juiz &Aacute;lvaro Nascimento Cunha, pacientes indicados pela parlamentar tinham prioridade para fazer exames no Hospital Regional de Aragua&iacute;na (HRA).&nbsp;<br />
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O juiz ainda citou que a vereadora Terezona aproveitava o filho Alberto Gomes e a sobrinha Genir Lopes, ambos funcion&aacute;rios estrat&eacute;gicos no HRA, para cometer seus atos il&iacute;citos.&nbsp; <em>&ldquo;S&atilde;o os pr&oacute;prios cargos do Estado que s&atilde;o utilizados para a pr&aacute;tica do crime. Deveriam todos ser atendidos com celeridade e com urg&ecirc;ncia e ainda em raz&atilde;o da ordem de chegada. Mas isso n&atilde;o ocorria. Bastava um protegido pela vereadora para furar a fila&rdquo;.</em><br />
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Segundo a decis&atilde;o, a sobrinha de Terezona trabalhava no setor onde os exames de ultrassom eram realizados no HRA. <em>&ldquo;Essa fun&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;a em demasia para a pr&aacute;tica delituosa</em>&rdquo;, aponta o juiz sobre a participa&ccedil;&atilde;o da funcion&aacute;ria ligada &agrave; vereadora.&nbsp; J&aacute; seu filho era diretor da unidade hospitalar. <em>&ldquo;…O fato de Alberto Gomes ocupar na &eacute;poca o importante posto de diretor do mesmo hospital favorecia ainda mais a vereadora Terezona,&rdquo;</em> argumentou o Juiz.<br />
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Alv&aacute;ro ressalta ainda que a r&eacute; Terezona j&aacute; praticou diversos crimes da mesma esp&eacute;cie e acredita que os delitos tenham durado por v&aacute;rios anos. <em>&ldquo;Foram encontradas em sua casa e em seu gabinete provas das condutas il&iacute;citas, que demonstra o grande fluxo de pessoas que procuravam a vereadora para atendimento m&eacute;dico e realiza&ccedil;&atilde;o de exames e consultas.&rdquo;</em><br />
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A sobrinha da vereadora, Geni Lopes da Silva e o filho o filho Alberto Gomes&nbsp; tamb&eacute;m foram condenados a 6 anos de reclus&atilde;o por participa&ccedil;&atilde;o no esquema.&nbsp;&nbsp; Segundo o juiz, ainda h&aacute; o pagamento de multa no valor de 15 dias de multa, &agrave; base 1/30 (um trig&eacute;simo do sal&aacute;rio m&iacute;nimo) vigente na &eacute;poca do fato delituoso. <em>&ldquo;A grande quantidade de pedidos de exame, consultas e documentos apreendidos pela Policia Federal sugere a pratica criminosa por muito tempo</em>&rdquo;, pontua a senten&ccedil;a. O cumprimento da pena dos tr&ecirc;s ser&aacute; inicialmente em regime fechado.&nbsp;<br />
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<u><strong>Cassa&ccedil;&atilde;o do mandato</strong></u><br />
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Em decis&atilde;o da Justi&ccedil;a Eleitoral, a parlamentar tamb&eacute;m teve seu mandato cassado em dezembro do ano passado e a inelegibilidade decretada por 8 anos. Terezona recorreu da decis&atilde;o, conseguiu uma liminar que a manteve no cargo durante esse per&iacute;odo, mas o Tribunal Regional Eleitoral cassou a medida no &uacute;ltimo m&ecirc;s de maio.&nbsp;&nbsp;<br />
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Em decis&atilde;o proferida na quinta-feira, 26 de junho, o TRE negou mais uma vez o recurso da vereadora e atendeu requerimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico para desmembrar os autos do processo com a finalidade de que seja feita a imediata execu&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a de perda do mandato contra Terezona.<br />
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Logo ap&oacute;s o desmembramento, a C&acirc;mara de Aragua&iacute;na ser&aacute; notificada para dar posse ao suplente Edimones de Jesus Matos da Silva, Xeroso, primeiro da coliga&ccedil;&atilde;o. <em>(Arnaldo Filho e Fernando Almeida)</em></span>

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