Energia do TO tem reajuste de 10,75%; Estado é grande produtor e tem a tarifa mais cara do Brasil

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<span style="font-size:14px;">A partir de hoje a conta de luz ficar&aacute; mais cara para as 534 mil unidades consumidoras dos 139 munic&iacute;pios do Tocantins. Isso porque, a diretoria da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) aprovou ontem o reajuste m&eacute;dio para os consumidores residenciais de 10,75% na tarifa de energia el&eacute;trica. Para os usu&aacute;rios de alta tens&atilde;o, como ind&uacute;strias e shoppings centers, com consumo acima 2,3 Kilovolts (kV), a alta ser&aacute; de 10,43%.<br />
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Segundo o relat&oacute;rio que embasou o reajuste autorizando pela Aneel, o consumo de energia no Estado gera um faturamento anual de R$ 645 milh&otilde;es para a Companhia de Energia El&eacute;trica do Tocantins (Celtins/Energisa).<br />
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O consumidor deve come&ccedil;ar a sentir a diferen&ccedil;a no bolso a partir da pr&oacute;xima fatura. A secret&aacute;ria Lorrayne Almeida disse que o aumento &eacute; alto e que tentar&aacute; fazer economia de energia para n&atilde;o sentir no bolso. <em>&ldquo;N&oacute;s pagamos uma das energias mais caras do Pa&iacute;s e o aumento com certeza vai pesar nas contas do final do m&ecirc;s, principalmente para quem tem o dinheiro regrado para arcar com os compromissos</em>&rdquo;, reclamou a consumidora.<br />
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Conforme o voto do relator do processo de reajuste, o diretor da Aneel, Andr&eacute; Pepitone da N&oacute;brega, foi levado em considera&ccedil;&atilde;o o c&aacute;lculo econ&ocirc;mico e os componentes financeiros a serem devolvidos ao longo de 12 meses.<br />
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Ainda de acordo a Aneel, o aumento foi justificado com base nos custos que a distribuidora teve com a compra de energia, em fun&ccedil;&atilde;o do t&eacute;rmino do per&iacute;odo de suprimento de alguns Contratos de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica no Ambiente Regulado (CCEARs) de energia existente (mais barata); da energia contratada nos leil&otilde;es para suplementa&ccedil;&atilde;o, por meio de contratos de energia por disponibilidade e por quantidade (energia mais cara).<br />
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A ag&ecirc;ncia explicou, que tamb&eacute;m impactou no reajuste os custos com transmiss&atilde;o de energia e encargos setoriais. A proposta de aumento encaminhada pela Celtins para a ag&ecirc;ncia pedia reajuste de 14,39% no valor da tarifa.<br />
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<u><strong>CONCESSION&Aacute;RIA</strong></u><br />
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A companhia informou, por meio de nota, que o item que mais contribuiu para impactar o reajuste foi o custo de compra de energia el&eacute;trica, com 4,63%. Segundo a concession&aacute;ria, os custos pr&oacute;prios da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica contribu&iacute;ram para o reajuste tarif&aacute;rio com 3,06%.<br />
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A Celtins ressaltou que, neste mesmo per&iacute;odo, a varia&ccedil;&atilde;o do IGP-M, &iacute;ndice previsto no contrato de concess&atilde;o para mensurar a infla&ccedil;&atilde;o, foi de 7,21% e o &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 6,45%.<br />
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A empresa destacou que o aumento j&aacute; estava previsto e n&atilde;o tem rela&ccedil;&atilde;o com a transfer&ecirc;ncia do controle da companhia para a Energisa.<br />
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O reajuste da tarifa de energia em todo o Pa&iacute;s &eacute; definido pela Aneel com base nos custos apresentados pelas distribuidoras, na data de anivers&aacute;rio da assinatura do contrato de concess&atilde;o. Seguindo as regras, no Tocantins, o reajuste &eacute; feito todos os anos no dia 4 de julho. (Jornal do Tocantins)</span>

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