Avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas cai na Ucrânia

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<span style="font-size:14px;">Um avi&atilde;o de passageiros da Malaysia Airlines com 295 pessoas caiu nesta quinta-feira (17) na Ucr&acirc;nia, na regi&atilde;o de fronteira com a R&uacute;ssia.<br />
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O Minist&eacute;rio do Interior ucraniano atribuiu a queda da aeronave, um Boeing 777, a &quot;um m&iacute;ssil disparado do solo&quot;. O primeiro-ministro do pa&iacute;s, Arseni Yatseniuk, ordenou uma imediata investiga&ccedil;&atilde;o do que chamou de &quot;cat&aacute;strofe&quot;.<br />
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O avi&atilde;o estava voando normalmente, sem problemas, at&eacute; desaparecer do radar, afirmou Dmytro Babeychuk, chefe do &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pelo espa&ccedil;o a&eacute;reo da Ucr&acirc;nia. &quot;O voo estava ocorrendo normalmente… N&atilde;o houve nenhuma palavra sobre qualquer problema da tripula&ccedil;&atilde;o&quot;, informou Babeychuk em entrevista coletiva.<br />
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Cidad&atilde;os dos Estados Unidos, Holanda e Alemanha est&atilde;o entre as v&iacute;timas. Segundo o governo da Ucr&acirc;nia, todos a bordo morreram.<br />
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O voo MH17 ia de Amsterd&atilde;, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Mal&aacute;sia, e voava a 10 mil metros quando caiu. O voo teria dura&ccedil;&atilde;o de 11h55 minutos e percorreria uma dist&acirc;ncia de 10,2 mil quil&ocirc;metros.<br />
<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/ng3457423.JPG" style="width: 500px; height: 374px;" /><br />
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Oficiais de defesa da Ucr&acirc;nia disseram que o trabalho na regi&atilde;o de Donetsk, onde o avi&atilde;o caiu, &eacute; dif&iacute;cil em raz&atilde;o dos destro&ccedil;os espalhados por &aacute;reas extensas. As buscas tamb&eacute;m s&atilde;o dificultadas pela presen&ccedil;a de terroristas armados na regi&atilde;o.<br />
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O governo russo entrou em contato com a Ucr&acirc;nia oferecendo ajuda nas investiga&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m no resgate das v&iacute;timas.<br />
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N&atilde;o est&aacute; claro que rela&ccedil;&atilde;o a queda do avi&atilde;o tem com o atual conflito entre for&ccedil;as ucranianas e for&ccedil;as separatistas pr&oacute;-R&uacute;ssia na regi&atilde;o.<br />
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Horas antes, as autoridades ucranianas haviam acusado a R&uacute;ssia de ter abatido um de seus jatos militares — Moscou negou.<br />
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O Minist&eacute;rio da Defesa da Mal&aacute;sia divulgou que, at&eacute; o momento, n&atilde;o tem confirma&ccedil;&otilde;es de que o avi&atilde;o foi abatido e que est&aacute; investigando o acidente.<br />
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Em comunicado, a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Transporte A&eacute;reo (Iata, na sigla em ingl&ecirc;s) afirmou que o avi&atilde;o estava voando em espa&ccedil;o a&eacute;reo aberto.&nbsp; &quot;Com base na informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel no momento, acredita-se que o avi&atilde;o atravessava espa&ccedil;o a&eacute;reo que n&atilde;o era sujeito a restri&ccedil;&otilde;es&quot;, informou.<br />
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A Malaysia Airlines afirmou em sua conta no Twitter que perdeu contato com o MH17 &agrave;s 11h15 (hor&aacute;rio de Bras&iacute;lia), e que sua &uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o foi registrada no espa&ccedil;o a&eacute;reo ucraniano, a 30 km de Tamak.<br />
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A Boeing informou que est&aacute; ciente dos relatos da imprensa e que est&aacute; coletando informa&ccedil;&atilde;o. &quot;Nossos pensamentos e ora&ccedil;&otilde;es est&atilde;o com aqueles a bordo do avi&atilde;o da Malaysia Airlines perdido sobre o espa&ccedil;o a&eacute;reo ucraniano, bem como com suas fam&iacute;lias e seus entes queridos&quot;, disse nota da empresa.<br />
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&quot;Estou chocado por relatos de que um avi&atilde;o da MH caiu. Estamos lan&ccedil;ando uma investiga&ccedil;&atilde;o imediata&quot;, disse o premi&ecirc; da Mal&aacute;sia, Najib Razak, em sua conta no Twitter.&nbsp;<br />
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O ministro da Justi&ccedil;a e Defesa holand&ecirc;s, Ivo Opstelten, disse em comunicado que est&aacute; &quot;profundamente chocado&quot; com o acidente, confirmando que havia muitos cidad&atilde;os do pa&iacute;s no voo. &quot;Meus pensamentos est&atilde;o com as fam&iacute;lias e amigos daqueles que estavam no avi&atilde;o&quot;, escreveu.<br />
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Opstelten destacou que o governo holand&ecirc;s criar&aacute; um n&uacute;mero de emerg&ecirc;ncia para que as fam&iacute;lias das v&iacute;timas possam buscar informa&ccedil;&otilde;es.<br />
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<u><strong>Ucr&acirc;nia, R&uacute;ssia e rebeldes negam ter abatido avi&atilde;o</strong></u><br />
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Rebeldes separatistas da regi&atilde;o leste da Ucr&acirc;nia, onde o avi&atilde;o caiu, negaram qualquer envolvimento. &quot;N&oacute;s simplesmente n&atilde;o temos esse sistema de defesa a&eacute;rea&quot;, de acordo com a ag&ecirc;ncia Interfax.<br />
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Al&eacute;m disso, o governo da Rep&uacute;blica Autoproclamada de Donetsk, que controla a &aacute;rea onde ocorreu o acidente, afirmou que passar&aacute; as caixas-pretas do avi&atilde;o para autoridades russas. &quot;Em Moscou, eles t&ecirc;m especialistas de alta compet&ecirc;ncia que poder&atilde;o determinar a causa do acidente, apesar de parecer &oacute;bvia em todo o caso&quot;, disse o vice-premi&ecirc; Andrey Purgin.<br />
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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, tamb&eacute;m negou que o Ex&eacute;rcito do pa&iacute;s tenha participa&ccedil;&atilde;o. &quot;N&oacute;s n&atilde;o descartamos que esse avi&atilde;o tenha sido derrubado e refor&ccedil;amos que as For&ccedil;as Armadas da Ucr&acirc;nia n&atilde;o agiram contra alvos a&eacute;reos&quot;.<br />
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&quot;Este &eacute; o terceiro evento tr&aacute;gico nos &uacute;ltimos dias, quando aeronaves militares ucranianas An-26 e Su-25 foram derrubadas em territ&oacute;rio russo&quot;, diz a declara&ccedil;&atilde;o do presidente.<br />
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Segundo Svatoslav Tsegolko, assessor do presidente da Ucr&acirc;nia, Poroshenko acredita que um &quot;ato terrorista&quot; foi a causa da queda do avi&atilde;o da Mal&aacute;sia. &quot;Poroshenko cr&ecirc; que esse avi&atilde;o foi abatido: n&atilde;o &eacute; um incidente, n&atilde;o &eacute; uma cat&aacute;strofe, mas um ato terrorista&quot;, disse Tsegolko, segundo a Reuters.<br />
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O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que &eacute; &quot;estupidez&quot; acusar o pa&iacute;s de envolvimento no acidente com o MH17. A suspeita havia sido levantada logo ap&oacute;s o acidente pelo ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de Kiev, Pavlo Klimkin, que alegou &quot;ter evid&ecirc;ncias&quot; sobre a participa&ccedil;&atilde;o russa na queda da aeronave.<br />
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<u><strong>Putin conversou com Obama sobre acidente</strong></u><br />
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Ag&ecirc;ncias russas de not&iacute;cias divulgaram hoje que o presidente do pa&iacute;s, Vladimir Putin, conversou com o presidente dos EUA, Barack Obama, por telefone, sobre a queda do MH17 na Ucr&acirc;nia. Putin teria informado Obama do acidente imediatamente ap&oacute;s o ocorrido, mas at&eacute; o momento nem o Kremlin nem a Casa Branca afirmaram que o Boeing 777 foi derrubado.&nbsp;<br />
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que designou uma equipe direta de seguran&ccedil;a para ajudar o governo ucraniano, oferecendo todo tipo de assist&ecirc;ncia aos passageiros e a suas fam&iacute;lias. &quot;&Eacute; uma prioridade descobrir se h&aacute; norte-americanos entre as v&iacute;timas.&quot;<br />
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<u><strong>Alvo seria militar, e m&iacute;ssil segue calor</strong></u><br />
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O governo ucraniano afirma que um m&iacute;ssil lan&ccedil;ado do solo teria derrubado o avi&atilde;o da Malaysia Airlines. Para o especialista em seguran&ccedil;a internacional, Gunther Rudzit, isso pode ter acontecido pela a&ccedil;&atilde;o de rebeldes ucranianos, que possuem m&iacute;sseis terra-ar fornecidos pela R&uacute;ssia.<br />
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&quot;Os rebeldes j&aacute; vinham alardeando que teriam derrubado dois ca&ccedil;as da Ucr&acirc;nia. Um avi&atilde;o de transporte e helic&oacute;pteros tamb&eacute;m teriam sido derrubado&quot;, diz Rudzit. Por causa desses ind&iacute;cios, ele acredita que o alvo do m&iacute;ssil n&atilde;o teria sido o avi&atilde;o de passageiros, e sim um avi&atilde;o militar.<br />
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O avi&atilde;o ucraniano que seria o suposto alvo teria conseguido despistar o m&iacute;ssil, que pode ter &quot;enquadrado o avi&atilde;o [da Malaysia Airlines] em altitude maior&quot;, explica o especialista. &quot;Esse m&iacute;ssil segue calor&quot;, completa. Os avi&otilde;es de passageiros voam em altitude mais elevada que aeronaves militares, esclarece Rudzit.<br />
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<u><strong>Rebeldes j&aacute; abateram avi&otilde;es na regi&atilde;o</strong></u><br />
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Separatistas pr&oacute;-R&uacute;ssia do leste da Ucr&acirc;nia j&aacute; derrubaram ao menos dez aeronaves na regi&atilde;o onde um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu.<br />
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A regi&atilde;o &eacute; palco de conflitos entre o Ex&eacute;rcito ucraniano e os rebeldes h&aacute; meses, desde que o ex-presidente do pa&iacute;s Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro deste ano.<br />
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As aeronaves derrubadas pelos rebeldes, que usaram lan&ccedil;a m&iacute;sseis port&aacute;teis, voavam a baixa altitude, diferente do avi&atilde;o da Malaysian, que estava a 10 mil metros de altura. A lista inclui helic&oacute;pteros militares, avi&otilde;es de transporte do Ex&eacute;rcito e ca&ccedil;as da for&ccedil;a a&eacute;rea.<br />
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Fontes do Minist&eacute;rio do Interior da Ucr&acirc;nia afirmaram que o avi&atilde;o possivelmente foi derrubado por um sistema de m&iacute;sseis conhecido como &#39;buk&#39;, disparado de caminh&otilde;es militares.<br />
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A ag&ecirc;ncia AP informou que rep&oacute;rteres avistaram um ve&iacute;culo lan&ccedil;a-foguetes na cidade de Snizhne, controlada por rebeldes, na ter&ccedil;a-feira. Horas antes da trag&eacute;dia de hoje o governo da Ucr&acirc;nia havia acusado a for&ccedil;a a&eacute;rea da R&uacute;ssia de ter abatido uma de suas aeronaves durante uma miss&atilde;o em territ&oacute;rio ucraniano. Moscou negou a informa&ccedil;&atilde;o.<br />
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<u><strong>Identifica&ccedil;&atilde;o de passageiros</strong></u><br />
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Cidad&atilde;os dos Estados Unidos, da Holanda e da Alemanha est&atilde;o entre as v&iacute;timas da queda do voo MH17, da Malaysia Airlines. Rep&oacute;rteres que est&atilde;o no local da trag&eacute;dia disseram ter encontrado passaportes de todas essas nacionalidades.<br />
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O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki, por&eacute;m, afirmou que &quot;n&atilde;o se pode confirmar ainda se haviam cidad&atilde;os americanos a bordo&quot;. Ele afirmou que o governo est&aacute; trabalhando com o as autoridades ucranianas para conseguir mais informa&ccedil;&otilde;es.<br />
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A ag&ecirc;ncia russa Live News divulgou uma lista com os nomes de tr&ecirc;s supostos passageiros do voo: Sophie Charlotte Van Der Meer, Tomas Van Keulen Allar e Jijar Singh Sanjid Singh.</span>

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