Tributos devem equivaler a 94% do preço dos presentes mais procurados no Dia dos Pais

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<span style="font-size:14px;">Gradativamente, o Dia dos Pais vem se tornando uma data bastante interessante para o com&eacute;rcio, mesmo que ainda fique atr&aacute;s do Dias das M&atilde;es, Dia dos Namorados e Natal. Em recente pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Tocantins em parceria com Instituto Fecom&eacute;rcio de Pesquisa e Desenvolvimento, 63% dos consumidores araguainenses pretendem comprar de um a dois presentes para os pais.<br />
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Mas a lista de op&ccedil;&otilde;es padece de um mal tipicamente brasileiro: a alta carga de impostos. De acordo com a empresa de auditoria e consultoria BDO Brasil, os tributos dever&atilde;o equivaler, em m&eacute;dia, a 94% do pre&ccedil;o dos artigos mais procurados nesta data. Para o contador Ronaldo Dias, da Brasil Price, esta &eacute; mais uma das oportunidades que o consumidor tem de conhecer a fundo a realidade tribut&aacute;ria do pa&iacute;s. &ldquo;E isto acontece porque a maior parte dos produtos procurados &eacute; importada ou &eacute; considerada n&atilde;o fundamental pelo Governo, respons&aacute;vel pela taxa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, comenta Ronaldo.<br />
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<u><strong>Exemplos caros</strong></u><br />
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Entre os eletr&ocirc;nicos, os aparelhos de MP3 lideram o ranking de maior incid&ecirc;ncia de tributos sobre o valor final, 49,45%. O barbeador el&eacute;trico (48,11%), televisores (44,94%), c&acirc;mera fotogr&aacute;fica (44,75%) e telefone celular (33,08%) v&ecirc;m na sequ&ecirc;ncia. J&aacute; os perfumes, bastante procurados para o Dia dos Pais, surpreendem ainda mais: 69,13% de impostos nos nacionais e 78,43% nos importados. E os &oacute;culos de sol n&atilde;o ficam atr&aacute;s, com 44,18% de tributos sobre o pre&ccedil;o.<br />
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<u><strong>Dos males, o menor</strong></u><br />
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Se a incid&ecirc;ncia de impostos for o fator predominante na hora da esposa ou dos filhos optarem pelo presente, as alternativas mais em conta s&atilde;o as malas de viagem (37,25%), camisas sociais, t&ecirc;nis e sapatos (27,25).<br />
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<u><strong>Explica&ccedil;&atilde;o</strong></u><br />
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Para a empresa respons&aacute;vel pelo levantamento, o chamado &ldquo;efeito cascata&rdquo; &eacute; o principal causador desta realidade inc&ocirc;moda, uma vez que os impostos incidem no fabricante, distribuidor e varejista, at&eacute; chegar finalmente no consumidor.<br />
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E Ronaldo ainda lembra um fato importante, previsto para entrar em opera&ccedil;&atilde;o no ano que vem. &ldquo;Com a obrigatoriedade dos impostos na nota, o comprador ir&aacute;, enfim, ver in loco o peso dos tributos nos nossos bolsos. Essa ser&aacute; uma ferramenta fundamental para brigarmos por redu&ccedil;&otilde;es&rdquo;, pontua o contador.</span>

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