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Os 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas

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<span style="font-size:14px;"><u>Raylinn Barros da Silva</u><br />
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Get&uacute;lio Vargas &eacute; um dos personagens mais emblem&aacute;ticos da hist&oacute;ria pol&iacute;tica brasileira. No anivers&aacute;rio de 60 anos do seu suic&iacute;dio muitas quest&otilde;es ainda se mostram atuais quando a discuss&atilde;o &eacute; o legado de Vargas. Mas como ele chegou ao poder? Qual o ambiente pol&iacute;tico em que ele viveu? Suas realiza&ccedil;&otilde;es e a rela&ccedil;&atilde;o de todo esse contexto com o momento dram&aacute;tico de 24 de agosto de 1954 quando seu suic&iacute;dio marcou definitivamente a hist&oacute;ria do Brasil?<br />
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Sabemos que os anos finais da Rep&uacute;blica Velha, tamb&eacute;m chamada de &ldquo;Caf&eacute; com Leite&rdquo; se iniciou em 1926 quando o paulista Washington Luis sucedeu Arthur Bernardes na presid&ecirc;ncia. Parecia superados os per&iacute;odos tumultuados daquele governo. A burguesia industrial n&atilde;o esperava mais que as velhas oligarquias implantassem a industrializa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Nesse contexto a economia brasileira foi atingida pelos efeitos da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929 que atingiu em cheio o setor cafeeiro. O governo n&atilde;o teve como socorrer as oligarquias exportadoras.<br />
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Nesse ambiente de crise econ&ocirc;mica que atingiu nosso principal produto &ndash; o caf&eacute; &ndash; o pa&iacute;s se aproximava de mais uma sucess&atilde;o presidencial. Num lance pol&iacute;tico que visava &agrave; continuidade de sua pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, o paulista Washington Luis n&atilde;o indicou como seu sucessor um nome ligado &agrave; Minas Gerais como previa o acordo da Rep&uacute;blica do Caf&eacute; com Leite. Ele acabou por indicar outro paulista, o governador de S&atilde;o Paulo J&uacute;lio Prestes para suced&ecirc;-lo. Chegava ao fim o acordo S&atilde;o Paulo &ndash; Minas.<br />
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O governador de Minas Gerais, Antonio Carlos de Andrada que esperava ser o escolhido, se rebelou e aliando-se a dissidentes, apoiou a chapa do ga&uacute;cho Get&uacute;lio Vargas tendo como vice o paraibano Jo&atilde;o Pessoa. Essa alian&ccedil;a liberal obteve amplo respaldo junto &agrave;s camadas populares, ex&eacute;rcito e setores da burguesia industrial. As elei&ccedil;&otilde;es foram marcadas pela fraude. Venceu a chapa da situa&ccedil;&atilde;o com J&uacute;lio Prestes. O clima de insatisfa&ccedil;&atilde;o foi muito grande.<br />
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Um fato que agravou a crise foi o assassinato de Jo&atilde;o Pessoa em Recife em virtude de problemas da pol&iacute;tica local, isso agravou a insurrei&ccedil;&atilde;o naquele momento. Nesse ambiente, em outubro de 1930 o movimento revolucion&aacute;rio foi deflagrado no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e no Nordeste, terra de Jo&atilde;o Pessoa. Sem contar com muita resist&ecirc;ncia expressiva foi deposto Washington Luis por um grupo de generais. Era a chamada Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930. Chegava ao fim, oficialmente, a Rep&uacute;blica Velha e com ela a pol&iacute;tica do Caf&eacute; com Leite. Chegava ao poder o ga&uacute;cho Get&uacute;lio Vargas, o Brasil entrava numa importante fase de sua hist&oacute;ria.<br />
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Assim que Vargas chegou ao poder em 1930 a constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Velha foi rasgada. O congresso nacional estava fechado, governadores foram destitu&iacute;dos e no lugar deles colocados interventores. S&atilde;o Paulo insatisfeito com a nova configura&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica n&atilde;o aceitou as mudan&ccedil;as. A tens&atilde;o pol&iacute;tica aumentou e explodiu a Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932. Nessa guerra, os paulistas ficaram isolados e se renderam &agrave;s tropas do governo federal.<br />
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A passagem de Get&uacute;lio Vargas como presidente se deu em duas etapas. A primeira, de 1930 a 1945, foi marcada por tr&ecirc;s fases. Na primeira delas, o chamado governo provis&oacute;rio durou de 1930 a 1934. Nesse per&iacute;odo, vitorioso, Get&uacute;lio fez concess&otilde;es aos cafeicultores paulistas. Admitiu a elei&ccedil;&atilde;o de uma Assembleia Constituinte o que fez com que o Brasil tivesse uma nova carta magna.<br />
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Essa constitui&ccedil;&atilde;o de 1934 era democr&aacute;tica. Come&ccedil;ava a fase de seu governo chamada de per&iacute;odo liberal ou governo constitucional. Nele, se estabelecia o equil&iacute;brio dos tr&ecirc;s poderes, elei&ccedil;&otilde;es diretas e secretas para presidente da rep&uacute;blica e o voto feminino. Os estados continuavam com autonomia e foram criadas as primeiras leis trabalhistas. Mas esse ambiente de liberdade e de democracia n&atilde;o duraria muito tempo. Em 1937, Get&uacute;lio ainda parecia respeitar a constitui&ccedil;&atilde;o que previa a elei&ccedil;&atilde;o direta para a escolha do seu sucessor.<br />
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De repente e para surpresa de todos, o governo anunciou que havia descoberto um suposto compl&ocirc; comunista para tomada do poder no Brasil, o chamado Plano Cohen. Com a sociedade assustada com o temor de um Brasil comunista estava &ldquo;armado&rdquo; o palco para um golpe. Na verdade, o Plano Cohen foi uma farsa montada pelos integralistas com o conhecimento de Get&uacute;lio. Um pretexto para um golpe. Apoiado pelas for&ccedil;as armadas, Get&uacute;lio cancelou as elei&ccedil;&otilde;es e fechou o congresso nacional novamente. Era imposta uma nova constitui&ccedil;&atilde;o, in&iacute;cio da ditadura varguista, tamb&eacute;m chamada de Estado Novo que durou de 1937 a 1945.<br />
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A constitui&ccedil;&atilde;o de 1937 passava a valer copiada da Pol&ocirc;nia fascista. O poder executivo ficou superpoderoso e os Estados perderam toda autonomia. Durante o Estado Novo n&atilde;o havia partidos pol&iacute;ticos nem Congresso Nacional. Os Estados foram novamente governados por interventores nomeados por Vargas. Imprensa censurada, ningu&eacute;m podia criticar o governo. Greves proibidas e sindicatos controlados pelo Estado.<br />
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No campo econ&ocirc;mico, a partir desse momento o Estado brasileiro passou a intervir na economia. Vargas passou a dar apoio &agrave; industrializa&ccedil;&atilde;o do Brasil. Nesse per&iacute;odo foram criadas as primeiras empresas estatais do pa&iacute;s nos setores de ind&uacute;stria de base e infraestrutura. Petrobr&aacute;s, Companhia Sider&uacute;rgica Nacional, Vale do Rio Doce, Chesf, s&atilde;o algumas das principais empresas estatais nascidas sob o seu governo.<br />
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No aspecto pol&iacute;tico, a maneira de Get&uacute;lio governar era t&iacute;pica da Am&eacute;rica Latina entre as d&eacute;cadas de 30 a 50. Era o chamado populismo. Com Get&uacute;lio Vargas, esse populismo ficou genericamente conhecido como trabalhismo. Get&uacute;lio sempre esteve com a cabe&ccedil;a na &aacute;rea trabalhista. Com o in&iacute;cio do seu governo, a sociedade brasileira enfrentava o problema dos oper&aacute;rios assalariados que crescia muito em quantidade em virtude do in&iacute;cio da industrializa&ccedil;&atilde;o.<br />
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Vargas resolveu o problema de duas maneiras. De um lado reprimindo manifesta&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias, proibindo greves e colocou os sindicatos sob a tutela do minist&eacute;rio do trabalho. A segunda maneira era uma pol&iacute;tica t&iacute;pica do populismo varguista. Ele prop&ocirc;s um pacto com os trabalhadores, concedendo direitos trabalhistas e baixando leis de prote&ccedil;&atilde;o social.<br />
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Nesse ambiente, a jornada de trabalho foi reduzida para 8 horas por dia, proibiu-se empregar crian&ccedil;as, os patr&otilde;es ficaram obrigados a pagar o sal&aacute;rio no m&ecirc;s de f&eacute;rias do trabalhador, foi criado o sal&aacute;rio m&iacute;nimo, a previd&ecirc;ncia social, o instituto da aposentadoria aos trabalhadores por tempo de servi&ccedil;o e aos idosos. Foi organizada toda uma pol&iacute;tica de prote&ccedil;&atilde;o ao trabalhador que Vargas batizou de CLT, a Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho, uma das mais modernas e abrangentes do mundo.<br />
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Por todas essas pol&iacute;ticas, ficou ele conhecido como o &ldquo;Pai dos Pobres&rdquo;. Vargas virou at&eacute; m&uacute;sica, com a famosa letra de Haroldo Lobo que escreveu <em>&ldquo;</em><em>Bota o retrato do velho outra vez, Bota no mesmo lugar, O sorriso do velhinho, Faz a gente trabalhar. Eu j&aacute; botei o meu, E tu, n&atilde;o vai botar? J&aacute; enfeitei o meu, E tu vais enfeitar? O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar&rdquo;.</em><br />
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Mas nem tudo foi gl&oacute;ria para Get&uacute;lio no Estado Novo. A propaganda do governo influenciava fortemente as camadas populares e informalmente estimulava o chamado queremismo, movimento favor&aacute;vel &agrave; perman&ecirc;ncia de Vargas no governo. Os pol&iacute;ticos liberais e a elite militar estavam preocupados com a disposi&ccedil;&atilde;o do presidente de continuar por mais tempo ainda no poder. Crescia a press&atilde;o do governo americano pela redemocratiza&ccedil;&atilde;o do Brasil. O nacionalismo econ&ocirc;mico de Vargas j&aacute; desagradava muitos setores tanto interno quanto externo. Desse modo, Vargas perdeu o apoio da alta c&uacute;pula militar que articulou um golpe de Estado.<br />
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Nesse sentido, os mesmos militares que apoiaram Vargas em 1937 no in&iacute;cio do Estado Novo agora viraram as costas para ele. Era novembro de 1945, cercado no pal&aacute;cio do governo, ele renunciou. Ap&oacute;s a segunda guerra mundial, a face do mundo havia mudado, a opini&atilde;o p&uacute;blica brasileira rejeitou a ditadura varguista. Mas n&atilde;o era seu fim pol&iacute;tico, ele surpreendentemente voltaria anos depois, em 1951.<br />
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Com seu afastamento em 1945, foi elaborada uma nova constitui&ccedil;&atilde;o, a de 1946. O Brasil se redemocratizava. Foi eleito Eurico Gaspar Dutra. Dutra fez um governo quase todo marcado por crise pol&iacute;tica e sobretudo econ&ocirc;mica. A infla&ccedil;&atilde;o reinava, os trabalhadores perderam seu poder de compra e milhares de postos de trabalho foram fechados. A classe trabalhadora que na era Vargas foi assistida pelo &ldquo;pai dos pobres&rdquo; de repente se viu desorientada. Os trabalhadores voltaram a se agitar. Chegaram as elei&ccedil;&otilde;es de 1950 para a sucess&atilde;o de Dutra. Nesse momento surgiu um candidato muito conhecido: Get&uacute;lio Vargas. Ele volta &agrave; presid&ecirc;ncia com ampla vota&ccedil;&atilde;o, agora pelo voto popular, nos bra&ccedil;os do povo.<br />
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Vargas conseguiu algo in&eacute;dito na hist&oacute;ria do pa&iacute;s, de ex-ditador, era agora eleito de forma democr&aacute;tica. Mas ele n&atilde;o teve sossego. Do primeiro ao &uacute;ltimo dia de mandato Vargas teve seu governo marcado por crise: econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e social. O velho pol&iacute;tico e articulador das massas j&aacute; n&atilde;o tinha mais tanta habilidade para manter o pa&iacute;s sob seu comando de forma tranquila.<br />
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A economia estava mal, greves sacudiam o pa&iacute;s, perturba&ccedil;&otilde;es sociais marcaram aqueles anos. Get&uacute;lio n&atilde;o tinha apoio un&acirc;nime nem dos trabalhadores &ndash; seu antigo esteio pol&iacute;tico &ndash; nem dos patr&otilde;es, nem da direita &ndash; UDN &ndash; nem da esquerda &ndash; PCB. No que tange &agrave; economia, havia disputa entre os chamados &ldquo;entreguistas&rdquo; e os nacionalistas. Ou seja, entre os que desejavam uma abertura da economia ao capital externo e os que defendiam a prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas nacionais.<br />
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Na discuss&atilde;o do petr&oacute;leo, venceu os nacionalistas. Foi criada assim, a Petrobr&aacute;s, monopolista e estatal. Esse fato em 1953 desagradou profundamente os EUA. A situa&ccedil;&atilde;o de Vargas piorava dia ap&oacute;s dia, empres&aacute;rios, comunistas, sindicatos, jornais, militares, UDN, governo americano, classe m&eacute;dia, a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; Vargas crescia em todos os setores. Ele perdia gradativamente o apoio da alta c&uacute;pula militar. O inimigo mais conhecido de Vargas, o jornalista Carlos Lacerda, l&iacute;der da UDN, diariamente lan&ccedil;ava violentos ataques contra Get&uacute;lio Vargas no seu jornal carioca.<br />
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Nesse ambiente, em agosto de 1954, o jornalista Carlos Lacerda sofreu uma tentativa de assassinato nas proximidades de sua resid&ecirc;ncia no Rio de Janeiro. O evento ficou conhecido como &ldquo;o crime da rua toneleiros&rdquo;. Lacerda sobreviveu, mas um aliado de Lacerda, o major Rubens Vaz veio a &oacute;bito. A not&iacute;cia se espalha como p&oacute;lvora. A opini&atilde;o p&uacute;blica liga imediatamente Vargas ao crime. As investiga&ccedil;&otilde;es come&ccedil;aram e logo chegaram aos autores. O chefe da seguran&ccedil;a pessoal de Get&uacute;lio, Greg&oacute;rio Fortunato &eacute; apontado como o mandante do crime. O c&eacute;u de Vargas desabou.<br />
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A grande imprensa acusou o presidente de estar por tr&aacute;s do crime. Mas at&eacute; hoje essa liga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi comprovada. Fortunato foi preso e julgado culpado, oitos anos depois morreria assassinado na pris&atilde;o. Os generais militares simp&aacute;ticos &agrave; Lacerda deram um ultimato &agrave; Vargas: ou renunciava ou seria deposto. Acuado por todos os lados, Get&uacute;lio d&aacute; um desfecho &agrave; crise que o rodeava. Na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, Get&uacute;lio se suicida com um tiro no peito. Deixou uma carta escrita sobre a escrivaninha do seu quarto no Pal&aacute;cio do Catete no Rio e outra carta no cofre do quarto.<br />
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Com a famosa frase &ldquo;saio da vida para entrar na Hist&oacute;ria&rdquo;, Vargas se inscreveu ele mesmo no rol dos mitos e com a pr&oacute;pria morte deu sua &uacute;ltima cartada pol&iacute;tica. O Brasil foi tomado por luto, de uma hora para outra o clamor popular o redimiu e at&eacute; hoje fica dif&iacute;cil analis&aacute;-lo. Repressor, mas tamb&eacute;m &ldquo;pai dos pobres&rdquo;, democrata, mas tamb&eacute;m ditador, um homem de mil faces. De sorriso af&aacute;vel, rosto amigo, gordo e calvo, charuto na m&atilde;o, Vargas era o personagem que ao mesmo tempo em que afagava uma crian&ccedil;a com um carinho de pai, foi capaz de extraditar Olga, gr&aacute;vida, para o governo nazista, sim, Olga Ben&aacute;rio, a famosa namorada de seu arqui-inimigo Luis Carlos Prestes. Ela veio a ser executada nas c&acirc;maras de g&aacute;s na Alemanha de Hitler, &ldquo;presenteada&rdquo; por Get&uacute;lio.<br />
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Mas para al&eacute;m de tudo disso, resta refletirmos sobre o legado de Vargas. Hoje, 60 anos ap&oacute;s o seu desaparecimento, n&atilde;o h&aacute; como n&atilde;o pensarmos no Brasil de Vargas e no Brasil atual. Com todos os seus defeitos, mas tamb&eacute;m virtudes, podemos dizer que h&aacute; um enorme legado daquele Get&uacute;lio para nosso pa&iacute;s hoje. H&aacute; consenso entre muitos historiadores, economistas e soci&oacute;logos de que a era Vargas moldou o Brasil moderno. Primeiro porque sua chegada ao poder rompeu com o modelo pol&iacute;tico-social da Rep&uacute;blica Velha.<br />
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Mas muito al&eacute;m, que por si j&aacute; &eacute; de not&oacute;ria import&acirc;ncia, Vargas deu ao Brasil a &ldquo;cara&rdquo; de Estado. Nosso pa&iacute;s como Estado no sentido estrito se iniciou com seu governo. A urbaniza&ccedil;&atilde;o, a primeira configura&ccedil;&atilde;o de uma classe m&eacute;dia remonta &agrave; sua &eacute;poca. A industrializa&ccedil;&atilde;o, os direitos trabalhistas, as principais empresas estatais. Mas alguns problemas tamb&eacute;m s&atilde;o frutos desse per&iacute;odo varguista. Nomeio como principal a necessidade de uma reforma pol&iacute;tica. Para al&eacute;m de tudo o saldo da Era Vargas &eacute; de se pensar positivo. N&atilde;o &eacute; a toa que at&eacute; hoje todos os pol&iacute;ticos disputam o seu legado. De FHC &agrave; Lula, de Dilma &agrave; A&eacute;cio Neves, todos baseiam suas pol&iacute;ticas de Estado, ou pelo menos suas ret&oacute;ricas pol&iacute;ticas nas ideias das quais Get&uacute;lio Vargas foi o pioneiro.</span><br />
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<em><span style="font-size:14px;"><img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/Raylinn%20Barros%20II.JPG" style="width: 300px; height: 298px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;" />&Eacute; Licenciado em Hist&oacute;ria e Especialista em Ensino de Hist&oacute;ria pela Universidade Federal do Tocantins. Professor efetivo da rede estadual de ensino do Tocantins lecionando Hist&oacute;ria, Filosofia e Sociologia no Ensino M&eacute;dio. Tem artigos cient&iacute;ficos e resenhas publicadas em peri&oacute;dicos e revistas na &aacute;rea da Hist&oacute;ria. &Eacute; autor do livro &ldquo;Pedro Milagroso: o mendigo que virou santo&rdquo;.</span></em>

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