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Jovens são apenas 6,8% dos candidatos nas eleições 2014

admin -

<span style="font-size:14px;">A presen&ccedil;a de candidatos jovens entre as 25.919 nomes que v&atilde;o concorrer neste ano a 12 cargos federais e estaduais ainda est&aacute; muito abaixo do esperado, segundo o levantamento Sub-representa&ccedil;&atilde;o de Negros, Ind&iacute;genas e Mulheres: Desafio &agrave; Democracia, lan&ccedil;ado hoje (19), pelo Instituto de Estudos Socioecon&ocirc;micos (Inesc), em Bras&iacute;lia.<br />
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O estudo feito a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral destaca que os candidatos com menos de 29 anos somam 6,8% do total, enquanto essa faixa et&aacute;ria responde por mais de 50% da popula&ccedil;&atilde;o, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<br />
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Apesar da baixa representatividade desse segmento entre os que disputam a corrida eleitoral, a assessora pol&iacute;tica do Inesc, Carmela Zigoni, afirma que h&aacute; sinais positivos nos dados levantados. Como esta &eacute; a primeira elei&ccedil;&atilde;o em que os candidatos tiveram que declarar – al&eacute;m do sexo, ra&ccedil;a e cor, a partir do corte usado pelo IBGE, foi poss&iacute;vel identificar que entre os candidatos jovens est&aacute; a maior participa&ccedil;&atilde;o de negros (45,4%) e mulheres (52,3%). &ldquo;A gente acredita que tem um caminho de maior equidade acontecendo nas candidaturas&rdquo;, afirmou, apesar de reconhecer que a participa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; inexpressiva.<br />
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&ldquo;Muitas vezes isso acontece porque a juventude n&atilde;o compreende o sistema pol&iacute;tico como representativo de suas demandas e busca outras formas de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo;, completou a pesquisadora.<br />
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A dist&acirc;ncia entre o perfil da popula&ccedil;&atilde;o brasileira – que ser&aacute; representada por alguns destes nomes – e o perfil dos poss&iacute;veis representantes identificados no levantamento tamb&eacute;m confirmou o desequil&iacute;brio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s candidaturas de mulheres. Apesar do sexo feminino representar a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o, elas s&atilde;o apenas 30,7% entre os candidatos a deste pleito.<br />
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De acordo com os pesquisadores do instituto, os partidos &ldquo;somente cumprem as cotas de 30% previstas em lei&rdquo; e o resultado &eacute; que as candidatas pretas, pardas e ind&iacute;genas &ldquo;permanecem invisibilizadas entre as candidaturas majorit&aacute;rias.&rdquo;<br />
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A composi&ccedil;&atilde;o das candidaturas de mulheres brancas, mulheres negras e ind&iacute;genas que t&ecirc;m a menor representa&ccedil;&atilde;o no pleito &eacute; superada inclusive pelas de homens negros que j&aacute; est&atilde;o em desvantagem em termos de candidaturas. Dos quase 26 mil candidatos registrados, 38,6% s&atilde;o homens brancos e 30% s&atilde;o homens negros, enquanto 16,5% s&atilde;o mulheres brancas e 14,2% mulheres negras.<br />
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&ldquo;Ao que tudo indica, na hora do voto a dupla discrimina&ccedil;&atilde;o opera &ndash; a de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a e cor &ndash; uma vez que contam-se nos dedos as parlamentares mulheres negras presentes hoje no Parlamento. No caso das mulheres ind&iacute;genas, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais grave: o Congresso Nacional n&atilde;o conta com nenhum representante desse grupo da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, conclu&iacute;ram os pesquisadores.<br />
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Os dados do levantamento ser&atilde;o divulgados hoje, em um encontro em Bras&iacute;lia, aberto ao p&uacute;blico. Todas as informa&ccedil;&otilde;es foram reunidas em uma publica&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; distribu&iacute;da gratuitamente no local. No per&iacute;odo da tarde, representantes de diversas organiza&ccedil;&otilde;es sociais v&atilde;o discutir como a sub-representa&ccedil;&atilde;o pode ser solucionada em uma Reforma Pol&iacute;tica mais completa do que as que vem sendo propostas no Congresso.</span>

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