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Bebê com doença rara morre após esperar 30 dias por cirurgia

admin -

<span style="font-size:14px;">Ap&oacute;s uma espera de um m&ecirc;s por cirurgia, a beb&ecirc; Ysabella Maria Pinheiro Reis, de quatro meses, morreu na madrugada deste s&aacute;bado (20). Ela tinha uma doen&ccedil;a rara, a cardiopatia cong&ecirc;nita, que causa problemas na estrutura e na fun&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o. Nesta sexta-feira (19), a crian&ccedil;a havia sido transferida para um hospital de Goi&acirc;nia, j&aacute; que a cirurgia n&atilde;o &eacute; realizada no Tocantins. Mas, de acordo com a m&atilde;e, Luciane Reis dos Santos, 22 anos, a beb&ecirc; teve uma parada card&iacute;aca e n&atilde;o resistiu.<br />
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<em>&quot;Eu estava na casa da minha irm&atilde;, quando recebi uma liga&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4h deste s&aacute;bado informando que a beb&ecirc; tinha morrido. Ela estava bem, tranquilinha, mas passou mal &agrave; noite e teve uma parada card&iacute;aca. Os m&eacute;dicos disseram que ficaram por mais de 1h tentando reanim&aacute;-la&quot;</em>, lamentou Luciane.<br />
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Por causa da demora em conseguir uma cirurgia para a filha, a m&atilde;e procurou o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE). O &oacute;rg&atilde;o disse que notificou a Sesau por duas vezes para que o Estado transferisse a beb&ecirc; para&nbsp; outra cidade.<br />
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Ap&oacute;s duas decis&otilde;es judiciais, o Estado conseguiu uma vaga em um hospital de Goi&aacute;s e a beb&ecirc; foi transferida por UTI a&eacute;rea na sexta-feira (19). A m&atilde;e disse que estava esperan&ccedil;osa quanto &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o da filha, mas que a demora contribuiu para a morte de Ysabella. <em>&quot;Eles ficaram enrolando e quando conseguimos a vaga foi tarde demais. A demora contribuiu e muito para a morte dela. Por causa disso, ela n&atilde;o est&aacute; mais aqui. Tentamos tanto, mas foi tarde demais&quot;</em>.<br />
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Luciane disse que a fam&iacute;lia est&aacute; providenciando o transporte do corpo da crian&ccedil;a para Pequizeiro, cidade a 274 km de Palmas, onde a fam&iacute;lia mora. O vel&oacute;rio deve acontecer ainda neste s&aacute;bado (20) na casa do pai de Luciane.<br />
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A Secretaria de Sa&uacute;de do Tocantins disse, em nota, que o Estado n&atilde;o disp&otilde;e do servi&ccedil;o m&eacute;dico adequado para realizar a cirurgia, mas que &quot;realizou todos os esfor&ccedil;os na busca por vaga em hospitais p&uacute;blicos e privados para o tratamento da crian&ccedil;a&quot;. O &oacute;rg&atilde;o ainda lamentou a morte da beb&ecirc; e acrescentou que no pa&iacute;s h&aacute; &quot;poucos locais que fazem a cirurgia e tratamento nestes casos, poucos profissionais capacitados para tal procedimento e ainda h&aacute; a necessidade de leitos em UTI&quot;.<br />
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<u><strong>Entenda</strong></u><br />
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Luciane e o marido souberam do problema da filha em julho deste ano. Na &eacute;poca, ela ficou internada no Hospital Infantil P&uacute;blico de Palmas. No dia 2 de agosto, foi levada para um hospital privado e no dia 28 conseguiu vaga na UTI do Hospital Geral de Palmas. Por causa da demora em conseguir vaga em um hospital em outro estado, a fam&iacute;lia procurou o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual.<br />
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O &oacute;rg&atilde;o disse que a justi&ccedil;a notificou o Estado por duas vezes. Na primeira, no dia 21 de agosto, o Estado descumpriu a decis&atilde;o. Na segunda, no dia 15 de setembro, a justi&ccedil;a deu tr&ecirc;s dias para o Estado se manifestar a respeito do caso sob pena de ser responsabilizado criminalmente. A tranfer&ecirc;ncia s&oacute; aconteceu nesta sexta-feira.<br />
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Na &uacute;ltima quarta-feira (17), a Sesau disse, em nota, que a beb&ecirc; tinha sido cadastrada na Central Nacional de Regula&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, mas que ela ainda n&atilde;o havia sido transferida por falta de vagas em outros hospitais.</span>

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