Águas do rio Tocantins podem ser usadas para abastecer o São Francisco

admin -

<span style="font-size:14px;">O Governo Federal</span><span style="font-size:14px;">&nbsp;estuda projeto de levar &aacute;gua do Rio Tocantins para abastecer o S&atilde;o Francisco. A medida est&aacute; sendo analisanda em raz&atilde;o de que as nascentes est&atilde;o secas por conta da falta de chuva na regi&atilde;o. O tema foi destaque em reportagem do jornal <a href="http://oglobo.globo.com/" target="_blank">O Globo</a>&nbsp;no s&aacute;bado (27).</span><br />
<br />
<span style="font-size:14px;">Com a redu&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas em praticamente toda a Bacia do S&atilde;o Francisco, agravada pela seca severa nas nascentes em Minas Gerais, o governo j&aacute; estuda levar &aacute;guas do rio Tocantins para ajudar a abastecer o megaprojeto de transposi&ccedil;&atilde;o para o semi&aacute;rido. As obras de transposi&ccedil;&atilde;o do S&atilde;o Francisco, que deveriam ter terminado em 2012, j&aacute; custam R$ 8,2 bilh&otilde;es e ainda falta cerca de um ter&ccedil;o (64,6% est&atilde;o prontas). A &aacute;gua correu menos de 10 km em cada canal e n&atilde;o passou das esta&ccedil;&otilde;es de bombeamento. O Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional confirmou que analisa, no Programa Nacional de Seguran&ccedil;a H&iacute;drica, &ldquo;alternativas para garantir ainda mais seguran&ccedil;a h&iacute;drica aos moradores do semi&aacute;rido, entre elas a de integrar a Bacia do Tocantins &agrave; Bacia do Rio S&atilde;o Francisco&rdquo;, mas n&atilde;o deu detalhes.<br />
<br />
O principal projeto prev&ecirc; a retirada da &aacute;gua na altura do munic&iacute;pio de Palmeirante (TO). A &aacute;gua sairia pelo Maranh&atilde;o at&eacute; o reservat&oacute;rio de Sobradinho (BA), onde est&atilde;o as principais barragens do Velho Chico. &Eacute; perto dali, no reservat&oacute;rio de Itaparica, que come&ccedil;a a transposi&ccedil;&atilde;o para o semi&aacute;rido. O trajeto evita a regi&atilde;o do Jalap&atilde;o, cujo projeto j&aacute; foi considerado ambientalmente invi&aacute;vel, por atingir as nascentes do Tocantins.<br />
<br />
Em setembro passado, come&ccedil;ou a tramitar na C&acirc;mara dos Deputados como parte do &ldquo;Plano Nacional de Via&ccedil;&atilde;o&rdquo; um projeto do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). Procurado pela reportagem, Patriota afirmou que n&atilde;o tem outra alternativa para concretizar a transposi&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas do Rio S&atilde;o Francisco sen&atilde;o usando &aacute;guas do Tocantins e que foi chamado pelo Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o para discutir o tema. O objetivo do projeto era fazer uma hidrovia, mas o texto diz que &ldquo;no caso de escassez de &aacute;gua no rio S&atilde;o Francisco, teremos condi&ccedil;&otilde;es de reserva de parte das &aacute;guas do rio Tocantins, para o rio S&atilde;o Francisco&rdquo;.<br />
<br />
&mdash; A nascente secou e isso fez cair a ficha de todos, mas a Bacia do S&atilde;o Francisco est&aacute; castigada. &Eacute; preciso repensar os usos das &aacute;guas do Rio S&atilde;o Francisco &mdash; afirma o vice-presidente do Comit&ecirc;, Wagner Soares Costa.<br />
<br />
Segundo Costa, 146 munic&iacute;pios da Bacia do S&atilde;o Francisco j&aacute; decretaram situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia e calamidade p&uacute;blica devido &agrave; seca em Minas. O Comit&ecirc; vai pedir redu&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o no reservat&oacute;rio de Tr&ecirc;s Marias, para evitar que ele atinja o volume morto em outubro. Os munic&iacute;pios ter&atilde;o que alterar sistemas de capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e o custo dever&aacute; ser arcado pela Defesa Civil.<br />
<br />
A seca tornou urgente a discuss&atilde;o sobre o rio S&atilde;o Francisco. Com os eventos clim&aacute;ticos, a tend&ecirc;ncia &eacute; que o semi&aacute;rido fique ainda mais seco. O governo federal j&aacute; iniciou estudos para mapear e acompanhar &aacute;reas de desertifica&ccedil;&atilde;o no Nordeste. O rio j&aacute; perdeu de 30% a 40% de seu caudal.<br />
<br />
<u><strong>Demanda por &aacute;gua ampliada</strong></u><br />
<br />
A Articula&ccedil;&atilde;o S&atilde;o Francisco Vivo ressalta que &ldquo;a crise h&iacute;drica se deve tamb&eacute;m e principalmente aos m&uacute;ltiplos, crescentes e conflitantes usos de suas &aacute;guas, matas, solos e subsolos, decorrentes do modelo econ&ocirc;mico predat&oacute;rio; agravou-se de tal forma que os danos e riscos aumentam e assustam&rdquo;. Na semana que vem, a entidade pedir&aacute; morat&oacute;ria para o rio S&atilde;o Francisco aos minist&eacute;rios p&uacute;blicos dos estados cortados por ele. O objetivo &eacute; rever usos antes que seja iniciada outra megaobra.<br />
<br />
&mdash; Temos que evitar uma obra em cima da outra. Todos os programas do governo s&oacute; ampliam a demanda de &aacute;gua do rio, mas sem pensar na conserva&ccedil;&atilde;o e na equa&ccedil;&atilde;o de uso &mdash; diz Roberto Malvezzi, da Articula&ccedil;&atilde;o S&atilde;o Francisco Vivo.</span><br />

Comentários pelo Facebook: