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Eleição da presidência da Câmara de Araguaína ainda ocorrerá de forma obscura

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
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Na &uacute;ltima sess&atilde;o legislativa de dezembro acontecer&aacute; a elei&ccedil;&atilde;o para renova&ccedil;&atilde;o da Mesa Diretora da C&acirc;mara de Aragua&iacute;na (TO). Os eleitos ser&atilde;o empossados em 1&ordm; de janeiro de 2015. Al&eacute;m do status e benef&iacute;cio salarial maior que os demais vereadores, o presidente da C&acirc;mara ainda administra um or&ccedil;amento anual superior a R$ 6 milh&otilde;es, o que torna a fun&ccedil;&atilde;o ainda mais cobi&ccedil;ada. Acontece que a vota&ccedil;&atilde;o para escolha da Mesa Diretora, e maior parte das negocia&ccedil;&otilde;es, ainda ocorre de forma secreta em Aragua&iacute;na.<br />
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A vontade e agilidade dos vereadores em analisar projetos de seus pr&oacute;prios interesses n&atilde;o parece andar na mesma velocidade quando o tema &eacute; o fim da vota&ccedil;&atilde;o secreta. Assuntos, digamos pol&ecirc;micos, como a escolha do presidente da Casa, aprecia&ccedil;&atilde;o de vetos do prefeito e cassa&ccedil;&atilde;o de mandatos ocorrem tudo de forma secreta.&nbsp;<br />
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O fim do voto secreto n&atilde;o desperta interesse da maioria absoluta dos vereadores, sejam eles da situa&ccedil;&atilde;o ou mesmo de oposi&ccedil;&atilde;o. Ningu&eacute;m se mexe.<br />
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Por outro lado, na semana passada os parlamentares deram uma verdadeira li&ccedil;&atilde;o de agilidade ao aprovarem uma medida em tempo recorde. N&atilde;o faltou concentra&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, articula&ccedil;&atilde;o, tampouco interesse na hora de levar para ao plen&aacute;rio assuntos que eles mesmos acharam interessantes e urgentes.<br />
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<u><strong>Agilidade na aprova&ccedil;&atilde;o</strong></u><br />
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No primeiro caso, 12 vereadores aprovaram o contrato de gest&atilde;o da sa&uacute;de firmado entre o Munic&iacute;pio e o Instituto Sulamericano de Desenvolvimento e Gest&atilde;o (ISDG), que j&aacute; foi at&eacute; suspenso pela justi&ccedil;a sob a justificativa de &quot;fortes ind&iacute;cios de irregularidades&quot;. Durante as discuss&otilde;es do contrato, alguns parlamentares chegaram a defender a medida com &ldquo;unhas e dentes&rdquo;, como se j&aacute; conhecessem o instituto h&aacute; muito tempo. Apenas quatro vereadores votaram contr&aacute;rios: Ferreirinha, Rosewelt, Silvinia e Batista Capixaba.<br />
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<u><strong>Oposi&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o se unem</strong></u><br />
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Na segunda li&ccedil;&atilde;o de agilidade, os vereadores assinaram uma Proposta de Emenda &agrave; Lei Org&acirc;nica que obriga o Poder Executivo a pagar todas as emendas parlamentares indicadas por eles. Isso garantir&aacute; cerca de 300 mil reais por ano para que cada vereador diga onde ser&aacute; aplicado.<br />
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A proposta uniu 13 vereadores, entre oposi&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o: Ferrerinha, Abra&atilde;o de Ara&uacute;jo, Neto Paje&uacute;, Cleudo Neg&atilde;o, Cosmo Jamaica; Rosewelt Cormineiro, Terciliano Gomes, Xeroso, Luzimar Coelho, Divino Beth&acirc;nia, Batista Capixaba, Silvinha do Sintet e Soldado Alcivan.<br />
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Mas, quando se toca no assunto sobre o fim do voto secreto, eles preferem o sil&ecirc;ncio ou fugir pela tangente.&nbsp; O tema parece causar temor entre os parlamentares, que d&atilde;o demonstra&ccedil;&atilde;o de deixar o assunto morrer na geladeira.<br />
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Como o fim do voto secreto na C&acirc;mara n&atilde;o &eacute; prioridade na pauta das discuss&otilde;es, pelo menos at&eacute; agora, a popula&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a imaginar que o obscurantismo est&aacute; falando mais alto que a coer&ecirc;ncia da transpar&ecirc;ncia p&uacute;blica entre os&nbsp; vereadores araguainenses.<br />
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<u><strong>Entenda o fim do voto secreto</strong></u><br />
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Em 2013, essa tend&ecirc;ncia, pelo fim do voto secreto, percorreu o Brasil numa onda de moraliza&ccedil;&atilde;o nas C&acirc;maras Municipais e Assembleias Legislativas.&nbsp; No Congresso Nacional j&aacute; tem mais de um ano que a medida foi adotada.&nbsp; Mas em Aragua&iacute;na, o que soa como certo at&eacute; agora &eacute; s&oacute; o sil&ecirc;ncio em torno do assunto.</span><br />

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