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Kátia Abreu é acusada de crime eleitoral por utilizar CNA para arrecadar dinheiro para campanha

admin -

<span style="font-size:14px;">A senadora K&aacute;tia Abreu (PMDB-TO), convidada pela presidente Dilma Rousseff para ser a futura ministra da Agricultura, &eacute; acusada pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) de promover uma arrecada&ccedil;&atilde;o il&iacute;cita de dinheiro para campanhas pol&iacute;ticas de 2010.<br />
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De acordo com o jornal O Globo, os recursos teriam beneficiado diretamente o filho dela, Iraj&aacute; Abreu, eleito deputado federal naquele pleito pelo DEM e reeleito neste ano pelo PSD. O MPE pede a cassa&ccedil;&atilde;o do mandato de Iraj&aacute; e a inelegibilidade dele e tamb&eacute;m de K&aacute;tia Abreu.&nbsp;</span><span style="font-size:14px;">A representa&ccedil;&atilde;o tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)</span><br />
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<span style="font-size:14px;">O processo est&aacute; com a ministra Luciana L&oacute;ssio desde 6 de junho de 2013, mas n&atilde;o houve decis&atilde;o at&eacute; agora.<br />
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<u><strong>Boletos de cobran&ccedil;a</strong></u><br />
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De acordo com a den&uacute;ncia, em 2010 K&aacute;tia Abreu, como presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Agricultura (CNA), enviou 600 mil boletos de cobran&ccedil;a, no valor de R$ 100 cada, para produtores rurais de todo o pa&iacute;s, solicitando seu pagamento como forma de doa&ccedil;&atilde;o a campanhas eleitorais de candidatos ligados ao agroneg&oacute;cio.<br />
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Do total arrecadado, R$ 708.724,17 foram repassados para o diret&oacute;rio regional do DEM de Tocantins, do qual K&aacute;tia Abreu era presidente. Desse valor, o filho da senadora recebeu, em setembro de 2010, dois dep&oacute;sitos de R$ 100 mil cada.<br />
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A defesa de K&aacute;tia e de Iraj&aacute; recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que julgou improcedente a a&ccedil;&atilde;o, alegando que o dinheiro arrecadado ilicitamente n&atilde;o teria sido utilizado pelo acusado. No entanto, advers&aacute;rios de K&aacute;tia recorreram ao TSE, e a PGE pediu a condena&ccedil;&atilde;o. A procuradora Sandra Cureau, que assina a representa&ccedil;&atilde;o, lembrou que a utiliza&ccedil;&atilde;o do pagamento de boletos para contribui&ccedil;&atilde;o para campanhas eleitorais impede a identifica&ccedil;&atilde;o dos doadores e &ldquo;n&atilde;o &eacute; admitida na legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral&rdquo;.<br />
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Segundo Sandra Cureau, a emiss&atilde;o dos boletos se deu em 30 de agosto de 2010 &mdash; e os dep&oacute;sitos na conta de Iraj&aacute; ocorreram nos dias 6 e 14 de setembro. Naquele momento, o tipo de arrecada&ccedil;&atilde;o feito por K&aacute;tia Abreu foi considerado irregular a ponto de, em 27 de setembro de 2010, a Justi&ccedil;a mandar bloquear a conta do partido &mdash; embora, &agrave;quela altura, parte dos recursos j&aacute; tivesse sido repassada para o filho dela. Iraj&aacute; arrecadou R$ 1,769 milh&atilde;o. A PGE destacou que os R$ 200 mil que foram parar na conta dele significam 11% de tudo o que foi registrado oficialmente.<br />
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Ele foi o candidato que mais arrecadou no Tocantins naquele ano. Raimundo Coimbra J&uacute;nior (PMDB), o deputado federal mais votado no Estado, arrecadou oficialmente R$ 999 mil.<br />
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Procurada, a assessoria da senadora informou que a CNA falaria sobre o assunto. Na CNA, a assessoria afirmou que n&atilde;o conseguiu contato com o coordenador jur&iacute;dico da entidade. O deputado Iraj&aacute; Silvestre Filho tamb&eacute;m foi procurado, mas sua assessoria n&atilde;o retornou o telefonema. (Com informa&ccedil;&otilde;es do O Globo)</span><br />
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