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Sem-terras deixam CNA após invasão contra nomeação de Kátia para o Ministério da Agricultura

admin -

<span style="font-size:14px;">Mais de 200 sem-terra que invadiram a sede da Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil (CNA) na manh&atilde; desta segunda-feira deixaram o pr&eacute;dio por volta das 16h30. Eles protestaram contra a prov&aacute;vel nomea&ccedil;&atilde;o da presidente da entidade, a senadora K&aacute;tia Abreu (PMDB-TO), como ministra da Agricultura no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A manifesta&ccedil;&atilde;o ocorreu no mesmo dia em que o MST era recebido por Dilma no Pal&aacute;cio do Planalto, segundo o jornal O Globo.<br />
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Apesar de protestarem contra a poss&iacute;vel nomea&ccedil;&atilde;o da senadora, o grupo pediu a CNA ajuda para marcar uma reuni&atilde;o com Dilma. Por volta das 16h eles fizeram uma assembleia, decidiram deixar o local e anunciaram a inten&ccedil;&atilde;o de acampar na Esplanada dos Minist&eacute;rios.<br />
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A manifesta&ccedil;&atilde;o foi organizada pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e Movimento Brasileiro dos Sem-Terras (MBST), que dizem representar cerca de mil fam&iacute;lias no Distrito Federal e Entorno.<br />
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A posse de K&aacute;tia Abreu para o terceiro mandato como presidente da CNA est&aacute; marcada para esta segunda-feira a noite, com a presen&ccedil;a de Dilma. O grupo entrou no pr&eacute;dio ap&oacute;s derrubar uma grade met&aacute;lica, mas, dentro do edif&iacute;cio, n&atilde;o houve conflitos. A senadora K&aacute;tia Abreu estava no local o tempo inteiro, mas n&atilde;o se manifestou.<br />
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Os manifestantes colocaram bandeiras da FNL e do MBST na entrada do edif&iacute;cio e espalharam faixas com mensagens contra K&aacute;tia Abreu como &ldquo;Dilma: n&oacute;s te elegemos, n&atilde;o merecemos K&aacute;tia Abreu&rdquo; e &ldquo;Dilma, nomear &eacute; declarar guerra aos movimentos sociais&rdquo;.<br />
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Uma comiss&atilde;o de cinco manifestantes foi recebida no in&iacute;cio da tarde por funcion&aacute;rios da CNA, e a reuni&atilde;o durou aproximadamente 40 minutos.<br />
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&mdash; <em>Nomear K&aacute;tia Abreu para comandar o Minist&eacute;rio da Agricultura &eacute; um retrocesso para a reforma agr&aacute;ria. O pouco que avan&ccedil;ou vai retroceder. Ela n&atilde;o fala a l&iacute;ngua do pequeno produtor e do agricultor familiar. Ela &eacute; o agroneg&oacute;cio 100%</em> &mdash; disse um dos dirigentes nacionais da FNL em Bras&iacute;lia, Ant&ocirc;nio Carlos dos Santos.<br />
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A FNL &eacute; dirigida nacionalmente pelo ex-coordenador do MST Jos&eacute; Rainha J&uacute;nior. Santos disse que a FNL e o MBST tamb&eacute;m querem opinar sobra a nomea&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;ximo Ministro da Agricultura e reivindicou um reforma agr&aacute;ria mais abrangente. Com rela&ccedil;&atilde;o ao fato de o MST ter uma reuni&atilde;o com Dilma nesta segunda-feira, Santos afirmou que espera que o encontro sirva para acelerar a reforma agr&aacute;ria no Brasil.<br />
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&mdash; <em>N&atilde;o lutamos aqui por ego de movimento A ou B, a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; com quem est&aacute; h&aacute; anos em baixo de um barraco de lona esperando a reforma agr&aacute;ria</em>.<br />
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Entre os manifestantes havia acampados e assentados da reforma agr&aacute;ria. A ocupa&ccedil;&atilde;o da sede n&atilde;o impediu o acesso ve&iacute;culos do buffet contratado para realizar festa de posse de K&aacute;tia Abreu.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><u><strong>MST DIZ A DILMA QUE &Eacute; CONTRA K&Aacute;TIA ABREU</strong></u><br />
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Dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) se reuniram na tarde desta segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff para apresentar uma pauta de reivindica&ccedil;&atilde;o para 2015 e criticar a escolha da senadora K&aacute;tia Abreu (PMDB-TO) para o Minist&eacute;rio da Agricultura.<br />
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&mdash; Colocamos para a presidente Dilma que nomea&ccedil;&atilde;o de K&aacute;tia Abreu &eacute; uma simbologia muito ruim para aquilo que foram as elei&ccedil;&otilde;es nas ruas, onde os movimentos sociais garantiram a vit&oacute;ria da presidente. K&aacute;tia Abreu representa o agroneg&oacute;cio, o atraso, o trabalho escravo e, principalmente, no seu estado, a grilagem de terra. Somos contra por quest&otilde;es ideol&oacute;gicas e pol&iacute;ticas. Agora, cabe &agrave; presidente Dilma nome&aacute;-la ou n&atilde;o. N&oacute;s demos o nosso recado &mdash; afirmou o coordenador-geral do MST, Alexandre Concei&ccedil;&atilde;o, ao sair do encontro no Pal&aacute;cio do Planalto.<br />
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Os sem-terra criticaram tamb&eacute;m a condu&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio (MDA) e pediram mudan&ccedil;as no Incra. O &oacute;rg&atilde;o &eacute; comandando por Carlos Guedes de Guedes, cotado para assumir o MDA no lugar de Miguel Rossetto, que ser&aacute; remanejado para a Secretaria-Geral nos pr&oacute;ximos dias. O MST &eacute; contra a indica&ccedil;&atilde;o de Guedes, que tem o apoio da Democracia Socialista, corrente interna do PT que historicamente tem o controle desta pasta.<br />
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&mdash; Para o pr&oacute;ximo ano, ela (Dilma) precisa mudar e mudar significa mudar a filosofia do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio que est&aacute; ali h&aacute; 12 anos. Somos contra a manuten&ccedil;&atilde;o dos que est&atilde;o l&aacute; dentro. Queremos que mude a postura pol&iacute;tica no minist&eacute;rio e no Incra para que possa avan&ccedil;ar a reforma agr&aacute;ria &mdash; disse Concei&ccedil;&atilde;o.<br />
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Entre os pedidos do MST est&atilde;o o assentamento de 50 mil fam&iacute;lias por ano, de 2016 a 2018; e apresentar um plano de metas para que os assentamentos sejam cumpridos.</span><br />

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