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Tocantins tem surto de doença de chagas na região norte; causa pode ter sido ingestão de bacaba

admin -

<span style="font-size:14px;">T&eacute;cnicos da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de (Sesau) identificaram um surto da doen&ccedil;a de Chagas aguda em moradores da zona rural de Axix&aacute; do Tocantins, munic&iacute;pio na regi&atilde;o Norte do Tocantins, ocasionado provavelmente pela ingest&atilde;o de alimento contaminado. O surto ocorreu em outubro deste ano e foi confirmado depois do diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a em quatro pessoas de uma mesma fam&iacute;lia, que possivelmente tenham contra&iacute;do a doen&ccedil;a atrav&eacute;s do consumo de batida de bacaba, conforme investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. Outros moradores da regi&atilde;o, entre eles vizinhos da fam&iacute;lia que contraiu a doen&ccedil;a, est&atilde;o aguardando resultado de exames.<br />
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Segundo a gerente do N&uacute;cleo de Doen&ccedil;a de Chagas, An&aacute;lia Gomes, a regi&atilde;o onde o surto foi identificado possui flora com caracter&iacute;sticas que facilitam a presen&ccedil;a do barbeiro, inseto que transmite o protozo&aacute;rio Trypanosoma cruzi, causador do agravo.<br />
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<u><strong>Investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica</strong></u><br />
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Em investiga&ccedil;&atilde;o in loco, t&eacute;cnicos da Sesau capturaram barbeiros em palmeiras de maca&uacute;ba e de baba&ccedil;u. A t&eacute;cnica do N&uacute;cleo de Doen&ccedil;a de Chagas da Sesau Iza Alencar explica que de acordo com o relato dos pacientes diagnosticados, a batida de bacaba pode ter sido a prov&aacute;vel causa da contamina&ccedil;&atilde;o. Todos eles j&aacute; est&atilde;o recebendo acompanhamento m&eacute;dico.<br />
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<em>&ldquo;Provavelmente no momento do preparo, algum barbeiro ou fezes deste acabaram sendo triturados junto com a polpa da bacaba&rdquo;</em>, acrescenta Iza, explicando que a palmeira da bacaba, assim como outras palmeiras t&iacute;picas da regi&atilde;o,&nbsp; s&atilde;o ambientes naturais de moradia de barbeiros.<br />
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O &uacute;ltimo surto identificado da doen&ccedil;a foi registrado em 2011, com casos registrados em Anan&aacute;s e Wanderl&acirc;ndia, al&eacute;m de casos importados de um estado vizinho identificados em Tocantin&oacute;polis.<br />
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<strong><u>Diagn&oacute;stico</u></strong><br />
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Entre os sintomas caracter&iacute;sticos da fase aguda da doen&ccedil;a est&atilde;o a febre prolongada (mais de sete dias); incha&ccedil;o no rosto, pernas ou corpo todo; dor de cabe&ccedil;a; dor nas pernas ou no corpo todo; manchas vermelhas; falta de fome e fraqueza intensa. Se transmitida via oral, tamb&eacute;m s&atilde;o comuns dores no est&ocirc;mago, v&ocirc;mitos, diarr&eacute;ia e hemorragias. Devido &agrave; inflama&ccedil;&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m pode ocorrer acelera&ccedil;&atilde;o dos batimentos do cora&ccedil;&atilde;o, falta de ar intensa, tosse e ac&uacute;mulo de &aacute;gua nas membranas do cora&ccedil;&atilde;o ou pulm&otilde;es. An&aacute;lia explica ainda que, havendo picada do barbeiro &eacute; comum o aparecimento de uma les&atilde;o semelhante a um fur&uacute;nculo no local da picada.<br />
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<em>&ldquo;Como &eacute; muito comum encontrar barbeiros naquela regi&atilde;o, &eacute; importante que os profissionais de sa&uacute;de fiquem atentos &agrave; associa&ccedil;&atilde;o desses sintomas para que os exames necess&aacute;rios sejam solicitados para confirma&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida da doen&ccedil;a e in&iacute;cio do tratamento, que &eacute; gratuito&rdquo;</em>, enfatiza An&aacute;lia, acrescentando que a medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria s&oacute; est&aacute; dispon&iacute;vel no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS).<br />
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<u><strong>Vetor</strong></u><br />
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<em><img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/Barbeiro%20R_%20neglectus%20capturado%20em%20investiga%E7%E3o%20realizada%20em%20Axix%E1%20do%20Tocantins%20-%20Foto%20Sesau%20Divulga%E7%E3o.JPG" style="width: 300px; height: 225px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />&ldquo;Para haver a cadeia de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a de Chagas, tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o suficientes. A primeira &eacute; que o vetor esteja presente, a segunda que esteja contaminado pelo Tripanosoma cruzi e a terceira, que as pessoas entrem em contato com as fezes do vetor, meio pelo qual as pessoas podem se infectar&rdquo;</em>, alerta An&aacute;lia.<br />
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A maioria das esp&eacute;cies de barbeiro vive em ambiente silvestre associados &agrave; fauna ou flora local mas que pode se tornar domiciliada. O barbeiro deposita, em geral, seus ovos em folhas de palmeiras ou lenha, que retiradas do habitat natural podem facilitar a introdu&ccedil;&atilde;o do inseto nos domic&iacute;lios. A infec&ccedil;&atilde;o do barbeiro acontece no momento da suc&ccedil;&atilde;o de sangue de algum animal reservat&oacute;rio do protozo&aacute;rio T. cruzi.<br />
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<u>Situa&ccedil;&otilde;es de poss&iacute;vel de exposi&ccedil;&atilde;o transmiss&atilde;o oral da doen&ccedil;a de Chagas</u><br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ingest&atilde;o das fezes ou dos triatom&iacute;neos infectados, na hip&oacute;tese de que sejam processados ou beneficiados junto com alimentos, como frutos de palmeiras da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica brasileira;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ingest&atilde;o de carne crua ou mal cozida de mam&iacute;feros (reservat&oacute;rios do protozo&aacute;rio), como tatu, macacos e outros animais;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consumo de sangue de animais reservat&oacute;rios, que teria uma fun&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, segundo a cren&ccedil;a de alguns grupos ind&iacute;genas na Amaz&ocirc;nia;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contamina&ccedil;&atilde;o dos utens&iacute;lios usados para a prepara&ccedil;&atilde;o dos alimentos vegetais ou carnes contaminadas.<br />
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<u>Outros meios de transmiss&atilde;o</u><br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Via vetorial: a infec&ccedil;&atilde;o ocorre por contato com excretas de barbeiros contaminados pelo T. cruzi, atrav&eacute;s da pele lesada ou de mucosas, durante ou logo ap&oacute;s o barbeiro estar sugando o sangue;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Via transfusional/transplante: passagem do T. cruzi por transfus&atilde;o de sangue ou transplante de &oacute;rg&atilde;os de doadores infectados;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Via vertical (de m&atilde;e para filho): passagem de T. cruzi de mulheres chag&aacute;sicas para seus beb&ecirc;s durante a gesta&ccedil;&atilde;o ou o parto;<br />
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&#61656;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Via acidental: contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado (sangue de doentes, excretas de barbeiros, animais reservat&oacute;rios) durante manipula&ccedil;&atilde;o em laborat&oacute;rio, quando n&atilde;o s&atilde;o adequadamente usados os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual.</span>

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