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Sandoval ignora ação do MPE e promove quase 500 militares; farra atende "indicações políticas"

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Arnaldo Filho</u><br />
<em>Portal AF Not&iacute;cias</em><br />
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O governador Sandoval Cardoso (SD), mesmo em meio a uma grave crise financeira, ignorou a a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE) e promoveu centenas de policiais militares no apagar das luzes de seu mandato. A rela&ccedil;&atilde;o com aproximadamente 490 nomes foi publicada no Di&aacute;rio Oficial do Estado do dia 23 de dezembro, dos quais cerca de 120 s&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. Ao todo s&atilde;o seis p&aacute;ginas de promo&ccedil;&otilde;es.<br />
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Conforme as portarias, o crit&eacute;rio utilizado foi o da &ldquo;excepcionalidade&rdquo;, aquele em que o governador n&atilde;o carece justificar os motivos, na maioria dos casos, o &ldquo;apadrinhamento pol&iacute;tico&rdquo;.<br />
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A &ldquo;farra das promo&ccedil;&otilde;es&rdquo; foi denunciada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. O pacote de bondades&nbsp; atende pedidos de deputados estaduais, deputados federais, senador, prefeitos, lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas e at&eacute; vereadores.&nbsp; V&aacute;rios dos nomes promovidos constam tamb&eacute;m na lista do MPE que foi entregue &agrave; justi&ccedil;a. No entanto, o juiz Agenor Alexandre da silva, de Palmas, negou liminar para impedir a farra.<br />
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Somente o deputado estadual Sargento Arag&atilde;o (PROS) subiu seis patentes de uma s&oacute; vez. Manoel Arag&atilde;o da Silva saiu de Sargento para Tenente Coronel. Apesar do presente de natal, o deputado sempre foi oposi&ccedil;&atilde;o ao atual governo.<br />
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Comparando a lista de promovidos com a rela&ccedil;&atilde;o entregue &agrave; justi&ccedil;a pelo MPE, constam indica&ccedil;&otilde;es do ex-vice-governador Jo&atilde;o Oliveira, 11; do pr&oacute;prio governador Sandoval Cardoso, 16; do atual vice-governador Tom Lyra, 7, e do ex-governador Siqueira Campos, 6.<br />
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Tamb&eacute;m foram promovidos indica&ccedil;&otilde;es do deputado federal J&uacute;nior Coimbra (1), senador Vicentinho (1), deputado estadual Stalin Bucar (1), deputada Luana Ribeiro (1), deputado eleito Olyntho Neto (3), prefeito Jo&atilde;o Em&iacute;dio, de Brasil&acirc;ndia (3), deputado Wanderlei Barbosa (1), deputado Iderval Silva (2), prefeito de Porto Nacional Otoniel (2), deputado federal &Acirc;ngelo Agnolim (2), vereador de Palmas Rog&eacute;rio Freitas (1) e vereador L&uacute;cio Campelo (2). Outros pol&iacute;ticos tamb&eacute;m fizeram indica&ccedil;&otilde;es.<br />
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Para o&nbsp; Minist&eacute;rio P&uacute;blico, ao serem realizadas para atender interesses de agentes pol&iacute;ticos, as promo&ccedil;&otilde;es ocorrerem mediante desvio de finalidade, ao mesmo tempo em que infringem os princ&iacute;pios constitucionais de moralidade, impessoalidade, legalidade e efici&ecirc;ncia.<br />
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Ainda segundo o MPE, ao privilegiar as indica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, s&atilde;o ignorados os requisitos necess&aacute;rios para as promo&ccedil;&otilde;es de policiais, como o tempo de perman&ecirc;ncia m&iacute;nima em cada posto ou gradua&ccedil;&atilde;o militar (interst&iacute;cio) e a participa&ccedil;&atilde;o em cursos que habilitem para o cargo.<br />
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A justi&ccedil;a deve analisar a legalidade dos atos na A&ccedil;&atilde;o proposta pelo MPE.</span>

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