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Jornal Nacional repercute "farra" de promoções militares no Tocantins

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
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A &ldquo;farra das promo&ccedil;&otilde;es&rdquo; na Pol&iacute;cia Militar do Tocantins foi destaque no <em>Jornal Nacional</em>, da Rede Globo, na noite desta segunda-feira (29). A reportagem destaca que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Tocantins j&aacute; entrou na Justi&ccedil;a para tentar suspender promo&ccedil;&otilde;es e que existem suspeitas de favorecimento e apadrinhamento pol&iacute;tico.<br />
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A lei estadual que regulamenta as promo&ccedil;&otilde;es na Pol&iacute;cia Militar fala em tempo de servi&ccedil;o, bravura no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para subir de patente. Mas uma medida provis&oacute;ria editada no in&iacute;cio do m&ecirc;s pelo governador Sandoval Cardoso permite promo&ccedil;&otilde;es utilizando o crit&eacute;rio da &ldquo;excepcionalidade&rdquo;.<br />
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Com base na medida, o sargento Arag&atilde;o pulou seis patentes, passou a tenente coronel em uma &uacute;nica a&ccedil;&atilde;o publicada no Di&aacute;rio Oficial. Ele &eacute; deputado estadual e n&atilde;o se elegeu senador na &uacute;ltima elei&ccedil;&atilde;o.<br />
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<em>&quot;Seria poss&iacute;vel, em tese, que um militar percorresse todos os postos, todas as gradua&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Militar, partindo de soldado a coronel, dentro de um prazo de 15 dias&quot;</em>, explica o promotor de Justi&ccedil;a Octahydes Ballan J&uacute;nior.<br />
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Um policial militar disse que nos quart&eacute;is a insatisfa&ccedil;&atilde;o &eacute; grande.&nbsp;<em>&ldquo;&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de des&acirc;nimo e de total descr&eacute;dito com a nossa institui&ccedil;&atilde;o</em>&quot;, afirma o policial.<br />
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Al&eacute;m da falta de um crit&eacute;rio claro, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico desconfia do uso pol&iacute;tico das promo&ccedil;&otilde;es. Os promotores tiveram acesso a dezenas de pedidos enviados por pol&iacute;ticos. S&oacute; um deputado estadual fez 27 indica&ccedil;&otilde;es.<br />
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<em>&ldquo;S&atilde;o esses os pol&iacute;ticos que indicaram. Ent&atilde;o existe uma conversa generalizada de que quem n&atilde;o tem padrinho pol&iacute;tico n&atilde;o &eacute; promovido&quot;</em>, conta o promotor de Justi&ccedil;a Edson Azambuja.<br />
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O comandante-geral da PM, Luiz Cl&aacute;udio Ben&iacute;ficio, em resposta ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico reconheceu que as promo&ccedil;&otilde;es baseadas na excepcionalidade contrariam as leis da corpora&ccedil;&atilde;o. Mas disse que a medida provis&oacute;ria se sobrep&otilde;e a elas.<br />
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O governador Sandoval Cardoso, autor da Medida Provis&oacute;ria, disse que ela beneficiou 10% do efetivo da PM e que n&atilde;o v&ecirc; nenhuma irregularidade.<br />
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<em>&quot;A Pol&iacute;cia Militar do Tocantins, &eacute; bom dizer, que ela &eacute; refer&ecirc;ncia para o Brasil. N&atilde;o existe um s&oacute; governador que tenha passado que n&atilde;o tenha dado promo&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o &eacute; caso de promover 10% da Pol&iacute;cia Militar que vai colocar o estado em dificuldades. Ent&atilde;o, legal, n&atilde;o s&atilde;o 10% de promo&ccedil;&atilde;o de militares que vai inviabilizar o estado&quot;</em>, defende o governador do Tocantins Sandoval Cardoso, do SDD.<br />
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Existem, hoje, 4,1 mil policiais militares no Tocantins. O sargento Arag&atilde;o, que foi promovido a tenente-coronel, negou favorecimento, e disse que tem 30 dias para decidir se aceita ou n&atilde;o a promo&ccedil;&atilde;o.</span>

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