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2014 foi um ano recordista

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Alexandre Garcia</u><br />
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Foi um ano recordista, esse 2014 que agoniza. Recorde em homic&iacute;dios, recorde em mortes cada vez mais cru&eacute;is. Recorde em assaltos, recorde em explos&otilde;es em caixas eletr&ocirc;nicos. Recorde em matan&ccedil;a no asfalto, recorde em pegas, em rachas, em infra&ccedil;&otilde;es &agrave; lei no volante; recorde em bebedeiras na dire&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos; recorde de gente, de barulho, de lixo na rua. Recorde de buraqueira nas pistas, de falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, de falta de educa&ccedil;&atilde;o. Recorde de exibicionismo, recorde de fren&eacute;tica busca de ser c&eacute;lebre por cinco minutos nas redes sociais.&nbsp;<br />
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Como foi ano eleitoral, tamb&eacute;m foi recorde de falsidade, mentira e fingimento. Recorde de hipocrisia, de engana&ccedil;&atilde;o. E tamb&eacute;m recorde de aliena&ccedil;&atilde;o, de indiferen&ccedil;a, de irresponsabilidade. Foi recorde de endividamento, de juros, de consumismo, de calote. Recorde de corrup&ccedil;&atilde;o, de dela&ccedil;&atilde;o, de m&aacute;-inten&ccedil;&atilde;o. Recordes no petrol&atilde;o, superando o recorde do mensal&atilde;o. Recorde de impunidade.<br />
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O ano acaba, cheio de recordes, mas j&aacute; um perdedor. Quem passou a conhecer esse pa&iacute;s recordista prev&ecirc; que o 2015 ser&aacute; recordista de novo. E ser&aacute;, se relegarmos tudo o que sofremos ao esquecimento, sem li&ccedil;&otilde;es a aprender, sem a&ccedil;&otilde;es a mudar, sem votos de que se arrepender. Afinal, tem sido assim nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, tal como as chuvas de ver&atilde;o na regi&atilde;o sudeste. Sempre v&ecirc;m, sempre vir&atilde;o, e sempre derrubam, matam, destroem, sem que tenhamos nos prevenido, como fazem os chilenos com seus terremotos.<br />
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As festas de virada do ano, com fogos luzindo nos c&eacute;us e palcos cheios de sons e canh&otilde;es de luz, mostram que queremos esquecer nossos males, como seria saud&aacute;vel para a mente. Mas esquecer &eacute; n&atilde;o aprender nem mudar. &Eacute; deixar que venha igual ou pior. O futebol tem sido a nossa f&oacute;rmula para esquecer, mas at&eacute; nisso fomos recordistas, com os 7 a 1 da Alemanha. Em fevereiro de 2007 bandidos arrastaram o menino Jo&atilde;o H&eacute;lio pelas ruas do Rio at&eacute; que ele morresse. Dias depois fizeram carnaval, enchendo a Marqu&ecirc;s do Sapuca&iacute;. Foi a aprova&ccedil;&atilde;o da morte cruel e violenta, que aumenta, recordista a cada ano. A festa do reveillon vai aprovar o ano que passou e tamb&eacute;m o que est&aacute; nascendo. Luzes nos nossos olhos cegos.&nbsp;</span>

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