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Tocantins é o novo Eldorado dos milionários; número cresceu 510% em 10 anos, diz Receita Federal

admin -

<span style="font-size:14px;">Um brasileiro com esp&iacute;rito empreendedor tem mais chance de fazer fortuna no Norte e no Nordeste do que no eixo Sul-Sudeste, que sempre concentrou a maior parte da riqueza nacional. &Eacute; o que mostra um levantamento da Receita Federal com base nas declara&ccedil;&otilde;es de renda entregues no ano passado, segundo reportagem da <em>Folha de S&atilde;o Paulo</em>.<br />
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De 2003 a 2013, o total de milion&aacute;rios mais que dobrou em 13 Estados brasileiros &ndash; entre eles est&atilde;o 8 dos 10 Estados das regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste, exclu&iacute;do DF.<br />
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Confome a <em>Folha</em>, no atual mapa das fortunas, Tocantins &eacute; o novo Eldorado. O Estado, criado em 1988, tem 61 habitantes com renda acima de US$ 1 milh&atilde;o &ndash; eram 10 em 2003.<br />
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Um desses empreendedores, que preferiu n&atilde;o ser identificado por quest&otilde;es de seguran&ccedil;a, contou que em 2004, ele era o gerente de um programa para estimular a cria&ccedil;&atilde;o de empresas do Sebrae (Servi&ccedil;o Brasileiro de Apoio &agrave;s Micro e Pequenas Empresas) com o Centro Universit&aacute;rio Luterano de Palmas (Ulbra).<br />
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A cidade estava crescendo e o empreendedor teve ent&atilde;o a ideia de fazer uma parceria com o propriet&aacute;rio de um terreno bem localizado para constru&iacute;rem um edif&iacute;cio de pequeno porte. Com a venda dos im&oacute;veis, ele deu o pontap&eacute; inicial para o surgimento de sua construtora, criada dois anos depois.<br />
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Hist&oacute;rias como essa se repetem em Goi&acirc;nia (GO), Campo Grande (MS), Balsas e Imperatriz (MA), Porto Velho (RO), Macap&aacute; (AP), Boa Vista (RR) e Manaus (AM), entre outros locais que oferecem oportunidades no pa&iacute;s.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><em>&quot;No Tocantins, muitos adquiriram terra por nada na cria&ccedil;&atilde;o do Estado e se tornaram milion&aacute;rios do dia para a noite quando arrendaram suas &aacute;reas para grupos maiores&quot;</em>, diz o economista Tadeu Zerbini. <em>&quot;O dinheiro come&ccedil;ou a circular em outros locais.&quot;</em></span><br />
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<span style="font-size:14px;">Em uma d&eacute;cada, o total do seleto grupo de contribuintes milion&aacute;rios brasileiros saltou de 18,5 mil para 29,8 mil, um crescimento nacional de 61%.<br />
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Em S&atilde;o Paulo, Rio, Minas Gerais, Paran&aacute;, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que concentraram 82% dos milion&aacute;rios em 2013, o ritmo de ades&otilde;es ao clube dos milion&aacute;rios foi inferior &agrave; m&eacute;dia nacional.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><u><strong>Dinheiro R&aacute;pido</strong></u><br />
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Essas novas fortunas surgiram gra&ccedil;as &agrave; expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola no pa&iacute;s. Em 2003, o governo federal turbinou os incentivos para os produtores rurais, mirando os elevados pre&ccedil;os das commodities agr&iacute;colas no exterior. O agroneg&oacute;cio, que j&aacute; era forte na exporta&ccedil;&atilde;o, virou motor da economia. Os produtores de min&eacute;rios tamb&eacute;m surfaram nessa onda.<br />
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Rapidamente, o Brasil entrou para a lista dos pa&iacute;ses que mais fizeram milion&aacute;rios. Desde ent&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola vem aumentando e, para isso, foi preciso buscar terras em novas &aacute;reas. Uma delas foi a do &quot;Mapitoba&quot;, jun&ccedil;&atilde;o das iniciais de Maranh&atilde;o, Piau&iacute;, Tocantins e Bahia.<br />
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Consultorias estrangeiras especializadas no estudo das fortunas sob gest&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es financeiras estimam que, em 2007, j&aacute; ap&oacute;s o &quot;efeito commodity&quot;, o Brasil contava com 130 mil afortunados (com mais de US$ 1 milh&atilde;o em aplica&ccedil;&otilde;es financeiras). Hoje, seriam 230 mil.<br />
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A Receita Federal tem n&uacute;meros menores porque trabalha com dados da renda tribut&aacute;vel declarada pelo contribuinte. Muitos omitem dados ou fazem investimentos por meio de empresas para reduzir o imposto devido.<br />
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At&eacute; 2008, o The Boston Consulting calculava que esse time de milion&aacute;rios brasileiros concentrava meio PIB em aplica&ccedil;&otilde;es. Mas os c&aacute;lculos n&atilde;o foram atualizados. Segundo a Anbima, a associa&ccedil;&atilde;o dos bancos de investimento, a alta renda (private) possui R$ 700 bilh&otilde;es sob gest&atilde;o no Brasil.</span><br />
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<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/MILION%C1RIOS.jpeg" style="width: 600px; height: 760px;" /><br />

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