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"Se tem alguém por trás dessa greve é o governador Marcelo Miranda", rebate Sinpol e diz que postura é "contraditória"

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
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O movimento grevista da Pol&iacute;cia Civil do Tocantins contestou e criticou o governador Marcelo Miranda (PMDB) por insinuar que o movimento tem &quot;interesses pol&iacute;ticos&quot; e questionar &quot;quem est&aacute; por tr&aacute;s&quot;. Conforme a Pol&iacute;cia, a greve iniciada em&nbsp;25 de fevereiro &eacute; resultado &quot;&uacute;nica exclusivamente&quot; do decreto que suspendeu uma conquista legal que levou mais de oito anos para se consolidar.<br />
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<em>&ldquo;Se tem algu&eacute;m por tr&aacute;s dessa greve e que deve ser responsabilizado pelo clima de inseguran&ccedil;a no Estado, &eacute; o governador Marcelo Miranda que suspendeu com um decreto os efeitos da nossa lei, aprovada em abril do ano passado ap&oacute;s quase uma d&eacute;cada de lutas e negocia&ccedil;&otilde;es&rdquo;,</em> ressaltou nesta segunda-feira, 2 de mar&ccedil;o, o presidente do Sinpol-TO (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins), Moisemar Marinho.<br />
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<u><strong>Postura contradit&oacute;ria</strong></u><br />
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O presidente do Sinpol disse, tamb&eacute;m, que o governador vem tendo uma postura p&uacute;blica totalmente &quot;contradit&oacute;ria com o intuito de confundir a sociedade tocantinense&quot;. Em Aragua&iacute;na, durante evento de inaugura&ccedil;&atilde;o de frigor&iacute;fico, Marcelo Miranda disse sempre estar aberto ao di&aacute;logo, mas at&eacute; agora a administra&ccedil;&atilde;o estadual n&atilde;o apresentou qualquer proposta para a categoria e, neste domingo, ainda ingressou com uma a&ccedil;&atilde;o para declarar o movimento ileg&iacute;timo de greve dos policiais ilegal.<br />
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&ldquo;<em>O que a categoria espera &eacute; mais responsabilidade do governador. Ele n&atilde;o pode estar agindo na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e na Justi&ccedil;a de uma forma e, para a imprensa, falar outra coisa. Isso &eacute; tentar ludibriar os policiais e a popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;</em>, disparou l&iacute;der sindical.<br />
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<u><strong>Deu sua palavra na campanha eleitoral</strong></u><br />
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Moisemar Marinho lembrou que durante a campanha eleitoral de 2014 o ent&atilde;o candidato a governador Marcelo Miranda se comprometeu em evento p&uacute;blico a garantir todas as conquistas dos policiais, salientando que n&atilde;o seria irrespons&aacute;vel de tirar qualquer benef&iacute;cio da categoria. <em>&ldquo;Boa parte dos policiais confiou na palavra empenhada do governador e lhe deu respaldo, com votos, na elei&ccedil;&atilde;o do ano passado. Agora, essas pessoas se sentem enganadas&rdquo;</em>, destacou o presidente.<br />
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<u><strong>Motivo da greve</strong></u><br />
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A greve da Pol&iacute;cia Civil &eacute; um movimento para protestar contra decreto do governador Marcelo Miranda que suspendeu os efeitos financeiros da lei 2.851/2014. Resultado de mais oito anos de negocia&ccedil;&atilde;o e luta da categoria junto ao governo do Estado, a lei faz o alinhamento das carreiras dos policiais civis de n&iacute;vel m&eacute;dio aos de n&iacute;vel superior, deixando apenas um n&iacute;vel na corpora&ccedil;&atilde;o.<br />
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O alinhamento das carreiras foi feito em 2007 pelo pr&oacute;prio governador Marcelo Miranda na sua pen&uacute;ltima gest&atilde;o, mas a regulamenta&ccedil;&atilde;o e a aplica&ccedil;&atilde;o efetiva dessa paridade se arrastou por todos os governos nos &uacute;ltimos oito ano. Somente em abril de 2014 os policiais conseguiram obter a regulamenta&ccedil;&atilde;o do alinhamento, com efeitos financeiros que come&ccedil;ariam em janeiro de 2015.<br />
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Levantamento feito pelo Sinpol mostra que o impacto financeiro para o cumprimento da lei em 2015 n&atilde;o &eacute; grande e representa apenas 1 % da folha de pagamento do Executivo Estadual. A lei beneficia cerca de 1,3 mil policiais civis de todo o Tocantins.</span>

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