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Galvão Engenharia demite mais da metade dos funcionários que trabalham nas obras da BR-153

admin -

<span style="font-size:14px;">A Galv&atilde;o Engenharia demitiu mais da metade dos funcion&aacute;rios que trabalhavam nas obras e na opera&ccedil;&atilde;o da BR&shy;153, entre An&aacute;polis&nbsp;(GO) e Alian&ccedil;a do Tocantins (TO). Das 360 pessoas que haviam sido contratadas at&eacute; agora para levar adiante o projeto de expans&atilde;o e&nbsp;melhoria da rodovia, 187 foram demitidos entre a semana passada e ontem.<br />
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A rodovia, de 624 quil&ocirc;metros, foi leiloada em maio do ano passado pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e prev&ecirc;&nbsp;investimentos de R$ 4,36 bilh&otilde;es durante 30 anos de concess&atilde;o. A empresa venceu sozinha o leil&atilde;o.<br />
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O problema &eacute; que ela est&aacute; envolvida na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, que investiga corrup&ccedil;&atilde;o nos contratos da Petrobr&aacute;s. Desde ent&atilde;o, a empresa&nbsp;est&aacute; com o caixa debilitado e sem acesso a cr&eacute;dito, especialmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES).<br />
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Para tocar as obras, ela esperava conseguir um empr&eacute;stimo ponte de R$ 798,5 milh&otilde;es do banco de fomento.<br />
Pelas novas regras dos contratos de concess&atilde;o, a concession&aacute;ria apenas pode iniciar a cobran&ccedil;a do ped&aacute;gio depois que comprovar a&nbsp;duplica&ccedil;&atilde;o de 10% do total previsto no edital. Ocorre que, com o envolvimento da empresa no esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o, o BNDES n&atilde;o&nbsp;liberou o dinheiro para as obras. O empr&eacute;stimo pedido pela empresa ao banco soma R$ 2,66 bilh&otilde;es.<br />
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Diante do impasse, a empresa enviou uma carta &agrave; ANTT relatando a dificuldade para conseguir o dinheiro e alertando para problemas&nbsp;no cronograma do projeto. As negocia&ccedil;&otilde;es para o financiamento da obra, na modalidade project finance (em que o projeto &eacute; a garantia&nbsp;do empr&eacute;stimo), come&ccedil;aram em agosto do ano passado, um m&ecirc;s antes de a empresa assinar o contrato de concess&atilde;o com a empresa.<br />
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Em setembro, o BNDES incluiu o projeto para an&aacute;lise de viabilidade e, no m&ecirc;s seguinte, encaminhou uma rela&ccedil;&atilde;o de documentos&nbsp;exigidos para a concess&atilde;o do empr&eacute;stimo ponte. A documenta&ccedil;&atilde;o foi entregue at&eacute; 1.&ordm; de dezembro. At&eacute; agora, no entanto, o banco de&nbsp;fomento n&atilde;o liberou o dinheiro.<br />
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A empresa investiu na estrada R$ 194 milh&otilde;es em obras tapa&shy;buraco, compra de ambul&acirc;ncias e guinchos. Sem o financiamento, a Galv&atilde;o&nbsp;argumentou na carta enviada &agrave; ANTT que seria invi&aacute;vel manter as obras, incluindo as emergenciais, comprar os equipamentos e fazer a&nbsp;contrata&ccedil;&atilde;o do pessoal no ritmo adequado. Procurada, a ANTT n&atilde;o respondeu ao pedido de entrevista.<br />
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A companhia afirma que cumpriu todas as exig&ecirc;ncias feitas pelo BNDES e que, portanto, poderia requerer um reequil&iacute;brio econ&ocirc;mico&nbsp;financeiro por causa dos atrasos, uma vez que isso se caracterizaria como atraso do poder concedente no cumprimento de suas&nbsp;obriga&ccedil;&otilde;es.<br />
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Desde o in&iacute;cio da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato a Galv&atilde;o vive s&eacute;rios problemas de caixa. Recentemente a empresa fechou a divis&atilde;o de engenharia&nbsp;industrial, a mais ligada aos projetos da Petrobr&aacute;s. Ela argumenta que, al&eacute;m das d&iacute;vidas vencidas, tem cerca de R$ 900 milh&otilde;es a receber&nbsp;da estatal, que paralisou todos os pagamentos desde 2014.</span><br />

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