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Indústria está ameaçada e recuperação da economia depende do aumento da competitividade, diz CNI

admin -

<span style="font-size:14px;">A recupera&ccedil;&atilde;o da economia brasileira exige a ado&ccedil;&atilde;o imediata de medidas em prol da competitividade, que melhorem o ambiente de neg&oacute;cios e estimulem a retomada dos investimentos. A sobreviv&ecirc;ncia da ind&uacute;stria est&aacute; amea&ccedil;ada. Com esse intuito, a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) e as 43 lideran&ccedil;as empresariais reunidas no F&oacute;rum Nacional da Ind&uacute;stria (FNI) recomendam que, associado ao necess&aacute;rio ajuste das contas p&uacute;blicas, sejam aplicadas medidas da agenda da competitividade compat&iacute;veis com o ajuste, como redu&ccedil;&atilde;o da burocracia, elimina&ccedil;&atilde;o da cumulatividade e simplifica&ccedil;&atilde;o de tributos, amplia&ccedil;&atilde;o do programa de concess&otilde;es e uma pol&iacute;tica ativa de apoio &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es. Caminhar na agenda da competitividade &eacute; especialmente importante nesse momento de impactos negativos da pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica e de aumento dos custos para a sociedade como um todo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
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Reunidos no F&oacute;rum Nacional da Ind&uacute;stria, nessa sexta-feira, 6 de mar&ccedil;o, para discutir o cen&aacute;rio pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico, presidentes de associa&ccedil;&otilde;es setoriais e de federa&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria expressaram ao ministro de Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior, Armando Monteiro Neto, presente no encontro, extrema preocupa&ccedil;&atilde;o com as perspectivas de recess&atilde;o na economia e seus reflexos sobre o investimento e o n&iacute;vel de emprego. Para o F&oacute;rum, o ajuste fiscal n&atilde;o pode prescindir de a&ccedil;&otilde;es articuladas que concorram para a retomada do crescimento da ind&uacute;stria e da economia. Sem isso, a recupera&ccedil;&atilde;o da credibilidade e dinamismo da economia pode ser comprometida.<br />
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As medidas defendidas pela ind&uacute;stria visam a estimular a competitividade e garantir a sobreviv&ecirc;ncia das empresas. O ataque ao excesso de burocracia &eacute; uma medida indissoci&aacute;vel da agenda de competitividade. Igualmente importante &eacute; a moderniza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es do trabalho, condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para elevar a produtividade e garantir o crescimento da economia. A regula&ccedil;&atilde;o do trabalho deve considerar a sustentabilidade empresarial, a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda e a prote&ccedil;&atilde;o ao trabalhador.<br />
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<u><strong>Investimentos </strong></u><br />
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A elimina&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit hist&oacute;rico da infraestrutura &eacute; outro desafio a ser superado para a retomada do crescimento da ind&uacute;stria e da economia. Sem oferta e capacidade adequadas nas malhas de transportes e servi&ccedil;os de log&iacute;stica, o pa&iacute;s voltar&aacute; a sofrer com as limita&ccedil;&otilde;es de suas estradas, rodovias, ferrovias e portos, impondo ao produto nacional custos adicionais que minam sua capacidade de competir no mercado internacional.<br />
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Tal objetivo n&atilde;o ser&aacute; alcan&ccedil;ado sem a participa&ccedil;&atilde;o do setor privado, sobretudo no momento atual de restri&ccedil;&atilde;o fiscal. A amplia&ccedil;&atilde;o do pacote de concess&otilde;es, com aumento da participa&ccedil;&atilde;o da iniciativa privada na execu&ccedil;&atilde;o de projetos e gest&atilde;o da infraestrutura de transportes &eacute;, na vis&atilde;o da CNI e dos membros do F&oacute;rum, o melhor caminho para atingir esse objetivo. A clareza e previsibilidade de regras no modelo de concess&atilde;o, no entanto, s&atilde;o fatores determinantes para as empresas para a tomada de decis&atilde;o de investir, ou n&atilde;o, em um pa&iacute;s.<br />
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<u><strong>Ajuste fiscal</strong></u><br />
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O F&oacute;rum Nacional da Ind&uacute;stria reconhece que as medidas de ajuste fiscal s&atilde;o necess&aacute;rias para garantir condi&ccedil;&otilde;es de crescimento de longo prazo, mas critica os efeitos de algumas das iniciativas sobre a competitividade das empresas. As mudan&ccedil;as no Reintegra e na eleva&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota da contribui&ccedil;&atilde;o patronal alteram regras que orientavam a opera&ccedil;&atilde;o das empresas e que atenuavam os problemas de competitividade. A decis&atilde;o faz com que o Brasil continue a ser um dos poucos pa&iacute;ses do mundo que exportam tributos e faz reincidir um custo que vinha trazendo al&iacute;vio para o setor produtivo. Nessa mesma dire&ccedil;&atilde;o, o F&oacute;rum reiterou a import&acirc;ncia do Programa de Financiamento &agrave;s Exporta&ccedil;&otilde;es (Proex) para a manuten&ccedil;&atilde;o da capacidade produtiva do Brasil.<br />
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O ajuste fiscal n&atilde;o pode ser feito por meio do aumento da carga tribut&aacute;ria. O Brasil j&aacute; tem uma das mais altas cargas tribut&aacute;rias do mundo. Adicione-se a isso o aumento dos juros e do custo com energia. &Eacute; imperativo avan&ccedil;ar na redu&ccedil;&atilde;o do Custo Brasil. A agenda deve colocar como objetivo a supera&ccedil;&atilde;o das restri&ccedil;&otilde;es &agrave; competitividade das empresas, que v&ecirc;m se acumulando ao longo dos anos. Caso isso n&atilde;o aconte&ccedil;a, ainda que as condi&ccedil;&otilde;es fiscais estejam reequilibradas, a retomada do crescimento ser&aacute; prejudicada. A CNI e as lideran&ccedil;as industriais se articulam para levar propostas aos Poderes Legislativo e Executivo.</span>

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