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Banca examinadora do Detran se recusa a aplicar teste de direção a candidata surda em Araguaína

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Fernando Almeida</u><br />
<em>Aragua&iacute;na Not&iacute;cias</em><br />
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A Banca Examinadora do Detran-TO se recusou a aplicar a prova de dire&ccedil;&atilde;o veicular a uma candidata surda na manh&atilde; de sexta-feira (13), em Aragua&iacute;na (TO), no norte do Estado. A estudante de cooperativismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Mariana Ferreira Albuquerque, fez todas as outras etapas do processo de habilita&ccedil;&atilde;o, mas na hora do teste pr&aacute;tico foi impedida de realizar pelos servidores do &oacute;rg&atilde;o.<br />
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O pai de Mariana, o professor doutor Francisco Edviges Albuquerque, relatou numa rede social que a situa&ccedil;&atilde;o lhe deixou com um &quot;misto de sentimento de indigna&ccedil;&atilde;o, revolta e vergonha&quot;. Albuquerque ressaltou ainda que desde o ano passado, sua filha vem se preparando para retirar a CNH. &nbsp;Frequentou as aulas te&oacute;ricas, fez todas as provas e por ser surda, passou por uma junta m&eacute;dica em Palmas.<br />
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Ainda segundo Edviges, a fam&iacute;lia, inclusive, pagou um int&eacute;rprete em libras para Mariana realizar a prova de conhecimentos te&oacute;ricos na Ciretran de Aragua&iacute;na, visto que o &oacute;rg&atilde;o n&atilde;o disp&otilde;e desse profissional. <em>&quot;E, ap&oacute;s passar por todas as etapas, hoje finalmente seria o &uacute;ltimo teste, a prova pr&aacute;tica de dire&ccedil;&atilde;o. Mariana adentou no carro, mas na hora de sair, a chefe da banca disse que ela n&atilde;o poderia fazer prova, porque ela n&atilde;o tinha a documenta&ccedil;&atilde;o em m&atilde;os que provasse ser surda&quot;</em>, relatou o pai.<br />
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Diante do impasse, conforme o relato do pai de Mariana, a autoescola providenciou imediatamente a documenta&ccedil;&atilde;o. Mesmo assim a chefe da banca disse que n&atilde;o aplicaria a prova, tendo em vista que Mariana era surda e ela n&atilde;o havia sido informada. Alegou ainda que dependia de autoriza&ccedil;&atilde;o de sua chefe, que mora em Palmas e estaria se deslocando para Aragua&iacute;na.<br />
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<em>&ldquo;Mariana, &oacute;bvio, ficou nervosa e constrangida na frente de todos que ali se encontravam para fazer o referido exame,&rdquo; </em>afirmou Edviges. O pai da jovem ainda adiantou que vai tomar as devidas provid&ecirc;ncias para que casos como este n&atilde;o se repitam.<br />
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O professor acrescentou que a chefe da banca examinadora, servidora p&uacute;blica, se recusou a informar seu nome, mostrando, segundo ele, despreparo e falta de habilidade para lidar com as &quot;diversidades e adversidades&rdquo;.<br />
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O Detran-TO ainda n&atilde;o se manifestou sobre o ocorrido.&nbsp;</span>

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