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85% dos projetos aprovados na capital do Tocantins são inúteis para população

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Capital do Tocantins, Palmas.

Levantamento do Observatório Social, divulgado na Revista Exame, revelou uma realidade muito preocupante em relação ao Poder Legislativo brasileiro. A reportagem mostrou que apenas na capital do Tocantins, a tramitação de matérias irrelevantes teria consumido R$ 87 milhões dos cofres públicos no acumulado de três anos

Significa dizer que cada um dos 280 mil moradores de Palmas desembolsa 116 reais todo ano para sustentar os 20 vereadores da capital.

É o segundo gasto mais alto entre as Casas legislativas das capitais — só perde para o do Rio de Janeiro, segundo o Observatório Social, organização que monitora o orçamento de prefeituras e Câmaras de Vereadores.

De acordo com o Observatório Social, 85% dos 181 projetos aprovados pelos vereadores palmenses de janeiro de 2013 a junho de 2016 foram inúteis para a maioria da população. Entre eles estão mudanças de nome de ruas e concessões de títulos de utilidade pública a entidades obscuras, como uma igreja chamada Ministério Servo da Orelha Furada.

Com a honraria, os agraciados podem pleitear à prefeitura a doação de terrenos públicos. Nos cálculos do Observatório Social, a tramitação de matérias irrelevantes teria consumido 87 milhões de reais dos cofres públicos de Palmas no acumulado de três anos.

A gastança chamou a atenção do Ministério Público, que está pedindo a suspensão de seis leis aprovadas pelos vereadores da capital do Tocantins. Em nota, a assessoria da Câmara dos Vereadores diz que os questionamentos da promotoria são legítimos e que poderá reverter a aprovação dos projetos. O que não dá para reverter é o dinheiro público que foi desperdiçado.

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