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Há provas concretas que tesoureiro do PT praticou crimes como lavagem de dinheiro e fraude, diz PF

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Ivan Richard</u><br />
<em>Ag&ecirc;ncia Brasil</em></span><br />
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<span style="font-size:14px;">A pris&atilde;o preventiva&nbsp;do tesoureiro do PT, Jo&atilde;o Vaccari Neto, foi motivada, de acordo com a Pol&iacute;cia Federal (PF) e com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF), pela exist&ecirc;ncia de &ldquo;ind&iacute;cios concretos&rdquo; de reiterada pr&aacute;tica criminosa assim como pela &quot;comprova&ccedil;&atilde;o clara&rdquo; de crimes como lavagem de dinheiro e fraude contra o sistema financeiro.&nbsp;<br />
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O tesoureiro tamb&eacute;m &eacute; suspeito de operar um esquema criminoso que desviava recursos de publicidade de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos por meio de gr&aacute;ficas. Segundo as investiga&ccedil;&otilde;es, essas empresas eram for&ccedil;adas a emitir notas fiscais falsas para dar legalidade a pagamento de altos valores.<br />
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<em>&ldquo;Verificamos o pagamento para uma gr&aacute;fica com a aus&ecirc;ncia da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o. Isso n&oacute;s j&aacute; temos comprovado. S&atilde;o notas bem gen&eacute;ricas, em que constam apenas servi&ccedil;os gr&aacute;ficos&rdquo;</em>, explicou o procurador Carlos Santos Lima.<br />
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A mulher de Vaccari, Giselda Rose Lima, e a cunhada dele, Marice Correia Lima, tamb&eacute;m foram alvos da 12&ordf; fase da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, deflagrada na manh&atilde; desta quarta-feira (15). Contra a mulher de Vaccari foi expedido mandado de condu&ccedil;&atilde;o coercitiva. Contudo, ela foi ouvida por agentes da Pol&iacute;cia Federal em casa. Em rela&ccedil;&atilde;o a Marice Correia Lima, o juiz federal S&eacute;rgio Moro, respons&aacute;vel pelos processos da Lava Jato, expediu mandato de pris&atilde;o tempor&aacute;ria. Ela ainda n&atilde;o foi localizada pela PF.<br />
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Para o MPF, Vaccari exercia papel semelhante ao do doleiro Alberto Youssef, como uma esp&eacute;cie de operador do esquema de fraudes em contratos da Petrobras e de empresas de publicidade com &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos. <em>&ldquo;A posi&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Vaccari &eacute; muito semelhante [&agrave; do doleiro Alberto Youssef] no sentido de que ele aparece como operador, representante de um esquema pol&iacute;tico-partid&aacute;rio dentro da Petrobras&rdquo;</em>, disse o procurador.<br />
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Segundo o delegado da Pol&iacute;cia Federal Igor Rom&aacute;rio de Paula, desde 2004, Jo&atilde;o Vaccari Neto &ldquo;desafia&rdquo; as autoridades &ldquo;reiteradamente&rdquo;. <em>&ldquo;Nem uma a&ccedil;&atilde;o penal da Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, em 2010, o intimidou em nada</em>&rdquo;, frisou o delegado. A pris&atilde;o de Vaccari, acrescentou Rom&aacute;rio de Paula, est&aacute; embasada tamb&eacute;m em depoimentos de cinco presos em fases anteriores da Lava Jato e comprova&ccedil;&atilde;o documental &ldquo;clara&rdquo; de pr&aacute;ticas il&iacute;citas.<br />
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<em>&ldquo;A pris&atilde;o n&atilde;o ocorreu baseada apenas nas dela&ccedil;&otilde;es, mas no material fornecido por esses delatores e tamb&eacute;m em documentos apreendidos na opera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; bem claro o material apreendido contra ele. J&aacute; h&aacute; ind&iacute;cios concretos de crimes&rdquo;</em>, disse o delegado da PF.<br />
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Vaccari foi citado como intermedi&aacute;rio de pagamento de propinas oriundas de contratos superfaturados da Petrobras pelos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, pelo doleiro Alberto Youssef, pelo empreiteiro J&uacute;lio Camargo, e pelo executivo da empresa Toyo Setal Augusto Mendon&ccedil;a.<br />
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De acordo com as investiga&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Federal e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, h&aacute; suspeitas de que Vaccari usava parentes para tentar acobertar transa&ccedil;&otilde;es il&iacute;citas. <em>&ldquo;Verificamos que a fam&iacute;lia dele tem diversas opera&ccedil;&otilde;es suspeitas, com valores significativos transitando por contas banc&aacute;rias de familiares&rdquo;</em>, disse o delegado.<br />
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Segundo o procurador Carlos Santos Lima, algumas transa&ccedil;&otilde;es financeiras, como a compra de um apartamento pela filha de Vaccari no valor superior a R$ 1 milh&atilde;o, e movimenta&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias superiores a R$ 300 mil nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos na conta da mulher do tesoureiro do PT, sem comprova&ccedil;&atilde;o da origem dos recursos, apontam o crime de lavagem de dinheiro.<br />
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Preso por volta das 6h, em S&atilde;o Paulo, quando se preparava para fazer uma atividade f&iacute;sica, Jo&atilde;o Vaccari Neto deve chegar &agrave; carceragem da PF em Curitiba no in&iacute;cio da tarde. Ainda n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o sobre a data em que ele prestar&aacute; depoimento &agrave; Justi&ccedil;a.</span>

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