Sobral – 300×100
Seet

Mais de 120 famílias ocupam área próximo à Agrotins após serem despejadas

admin -

<span style="font-size:14px;">Mais de 120 fam&iacute;lias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST/TO) e ao Movimento Independente de Luta pela Moradia (MILM/Palmas-TO) est&atilde;o ocupando a fazenda &ldquo;C&oacute;rrego Grande&rdquo; situada em parte do Loteamente Centro Agrotecnol&oacute;gico-Agrotins a menos de 20 km de Palmas-TO.&nbsp;<br />
<br />
A ocupa&ccedil;&atilde;o ocorreu no &uacute;ltimo dia 26 de abril com objetivo de atender uma &quot;necessidade extremamente urgente&quot; dos moradores que residiam nos pr&eacute;dios das quadras 1306 e 1406 Sul que foram despejados por for&ccedil;a de uma liminar concedida pela Justi&ccedil;a &agrave; Prefeitura de Palmas-TO.<br />
<br />
Segundo o movimento, a Prefeitura e o prefeito Carlos Amastha adotaram uma postura totalmente &quot;incess&iacute;vel e desumana&quot; &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es do Sem Tetos durante todo o processo de negocia&ccedil;&atilde;o. <em>&ldquo;Sem alternativas e abandonados pelo o estado-poder publico, os Sem Tetos foram brigados a tomar esta iniciativa&rdquo;</em>, explicou o movimento.<br />
<br />
O movimento acusa ainda a Guarda Metropolitana de Palmas de debochar das pessoas que estavam em um principio de ocupa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximo &agrave; quadra 1306 Sul. Segundo os Sem Tetos,&nbsp; a equipe teria dito que a &aacute;rea nunca poderia ser destinada para &quot;pobre sem teto&quot;, e que eles deveriam ir para a periferia de Palmas. <em>&quot;De certa forma, os sem teto, est&atilde;o atendendo a opini&atilde;o da Guarda Metropolitana, embora entenda que este tipo de manifesta&ccedil;&atilde;o seja preconceito/discrimina&ccedil;&atilde;o&quot;</em>, disse o movimento.<br />
<br />
A &aacute;rea ocupada, de acordo com os movimentos sociais, pertence ao Estado conforme a Portaria n&ordm; 398/2014, 04 de dezembro de 2014 o qual se encontra apropriada irregularmente por Roberto Aires Guimar&atilde;es.<br />
<br />
&ldquo;A &aacute;rea n&atilde;o cumpre a sua fun&ccedil;&atilde;o social e est&aacute; sendo segurada para fins de especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria&rdquo;, informou o MST.<br />
<br />
<u><strong>Hist&oacute;rico</strong></u><br />
<br />
Esta &aacute;rea foi ocupada pelo o MST em 07 de julho, e foi despejada pela justi&ccedil;a no dia 31 de julho de 2013, atrav&eacute;s de um mandato de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse. A &aacute;rea possui mais de 200 hectares.<br />
<br />
As fam&iacute;lias que foram despejadas s&atilde;o do acampamento de trabalhadores rurais sem terra do Acampamento Sebasti&atilde;o Bezerra, que se originou a partir da ocupa&ccedil;&atilde;o da Fazenda Dom Augusto em 21/04/2011, localizada no quil&ocirc;metro 25 entre Porto Nacional e a Palmas.<br />
<br />
Na &eacute;poca, a ocupa&ccedil;&atilde;o foi realizada em protesto contra as irregularidades do latif&uacute;ndio.&nbsp; O propriet&aacute;rio desta &aacute;rea, Alcides Rebeschini, tamb&eacute;m n&atilde;o det&eacute;m toda a documenta&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de 3 mil hectares.&nbsp; A fazenda tamb&eacute;m est&aacute; na lista suja do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego por ter sido flagrada com a pr&aacute;tica de trabalho escravo, 100 trabalhadores foram resgatados em 2005.</span>

Comentários pelo Facebook: