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Deputados repudiam demolição de Igreja Católica na capital que foi construída com doações

admin -

<span style="font-size:14px;">O deputado Eli Borges (PROS) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 6, para expor a sua indigna&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha, que ordenou a demoli&ccedil;&atilde;o de uma igreja cat&oacute;lica no setor 1306 Sul, denominado bairro Portelinha. O parlamentar destacou que os moradores do setor est&atilde;o revoltados com o prefeito da capital, pois segundo eles, o terreno no qual estava sendo constru&iacute;do o templo n&atilde;o pertencia ao Executivo Municipal, mas sim ao Movimento de Luta pela Moradia, o qual o havia doado para a igreja, que adquiriu o material de constru&ccedil;&atilde;o com dinheiro oriundo de doa&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is.<br />
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<em>&ldquo;N&atilde;o podemos admitir que atitudes como essa continuem na nossa cidade. Apesar de n&atilde;o ser cat&oacute;lico, me uno a esses crist&atilde;os que se sentem prejudicados com a demoli&ccedil;&atilde;o e impedidos a manifestar sua f&eacute;</em>&rdquo;, destacou Eli Borges.<br />
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Wanderlei Barbosa (SD) tamb&eacute;m se posicionou contr&aacute;rio &agrave; atitude da prefeitura municipal ao lamentar o fato ocorrido. <em>&ldquo;&Eacute; inadmiss&iacute;vel que um gestor municipal, mesmo de posse de uma ordem judicial, realize tal tipo de demoli&ccedil;&atilde;o sem comunicar ao padre da comunidade, pois a destrui&ccedil;&atilde;o do projeto de uma comunidade religiosa que precisa do templo para se reunir &eacute; uma medida bastante dr&aacute;stica&rdquo;</em>, frisou o parlamentar.<br />
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<strong><u>Entenda</u></strong></span><br />
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<span style="font-size:14px;">A capela foi demolida pela Prefeitura de Palmas no dia 30 de abril. Segundo o munic&iacute;pio a obra havia sido constru&iacute;da de forma irregular. A primeira missa iria ser celebrada no dia 2 de maio.<br />
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Segundo os moradores, os fiscais da prefeitura derrubaram toda a estrutura que havia sido constru&iacute;da pelos pr&oacute;prios fi&eacute;is. Eles contam que passaram seis meses trabalhando na obra e que a capela foi erguida com dinheiro de doa&ccedil;&otilde;es.<br />
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O padre que atende a regi&atilde;o, Paulo Cristino Luz, explicou que a igreja recebeu a &aacute;rea do Movimento Nacional de Luta pela Moradia. <em>&quot;O movimento disse que esta &aacute;rea j&aacute; tinha sido designada desde 2006 para a Igreja Cat&oacute;lica, ent&atilde;o n&oacute;s tomamos posse da &aacute;rea, come&ccedil;amos a trabalhar para construir um pequeno galp&atilde;ozinho, onde n&oacute;s poder&iacute;amos ter um momento de ora&ccedil;&atilde;o e de trabalhos sociais&quot;.</em><br />
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O presidente da associa&ccedil;&atilde;o dos moradores Gilvan Teles ficou surpreso pela maneira como foi feita a demoli&ccedil;&atilde;o. &quot;N&oacute;s fomos surpreendidos por tamanha brutalidade. Se tivesse chegado para a gente e falado: &#39;Olha, voc&ecirc;s t&ecirc;m um prazo de cinco ou 10 dias para desocupar, tirar a madeira de voc&ecirc;s, as coisas que voc&ecirc;s j&aacute; gastaram&#39;, a gente iria retirar&quot;.<br />
A demoli&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica tamb&eacute;m chamou a aten&ccedil;&atilde;o dos evang&eacute;licos que moram na regi&atilde;o. <em>&quot;&Eacute; um momento de dor? &Eacute;. Porque n&oacute;s poder&iacute;amos contruir este local para agregar as pessoas, mas vem a destrui&ccedil;&atilde;o e a minha pergunta &eacute;: Cad&ecirc; a notifica&ccedil;&atilde;o?&quot;</em>, questionou a dona de casa Maria Soares.<br />
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A capela iria ser usada para a celebra&ccedil;&atilde;o das missas e atividades paroquiais. Como a comunidade n&atilde;o tinha um local, um posto da Pol&iacute;cia Comunit&aacute;ria, que n&atilde;o est&aacute; funcionando, estava sendo usado de forma provis&oacute;ria. Os cat&oacute;licos, agora, v&atilde;o tentar viabilizar outro espa&ccedil;o.</span><br />

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