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Cadê a mudança na cultura política?

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Zacarias Martins</u><br />
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Apesar de ainda estarmos longe das elei&ccedil;&otilde;es municipais do pr&oacute;ximo ano, &eacute; n&iacute;tida, nas cidades tocantinenses, uma grande movimenta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticos, fazendo articula&ccedil;&otilde;es com vistas de garantir apoio a uma poss&iacute;vel candidatura, principalmente, para o cargo de prefeito. E isso ocorre mesmo naquelas mais long&iacute;nquas localidades da capital, Palmas.<br />
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Alguns mais afoitos se lan&ccedil;am candidatos a candidato a prefeito para ver se a candidatura vai decolar. Se n&atilde;o obtiver esse intento, h&aacute;&nbsp; ainda aquela velha e surrada&nbsp; sa&iacute;da honrosa, quando o pol&iacute;tico diz que &ldquo;abriu m&atilde;o de sua candidatura&rdquo; em prol de &ldquo;um projeto maior em favor da comunidade&rdquo;.<br />
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E nessa hora, se emplacar seu nome como&nbsp; vice, esse mesmo pol&iacute;tico, ent&atilde;o, de certa forma, atingiu seu intento, mesmo que se tivesse sa&iacute;do candidato na cabe&ccedil;a de chapa, n&atilde;o teria nenhuma chance de ser eleito. Coisas da pol&iacute;tica tupiniquim!<br />
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Se por um lado, o per&iacute;odo eleitoral oficialmente n&atilde;o come&ccedil;ou, entretanto, num outro plano, parece que estamos assistindo a um jogo de xadrez, aonde os jogadores, no caso, os pol&iacute;ticos (candidatos ou n&atilde;o nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es), v&atilde;o mexendo as pe&ccedil;as de acordo com seus interesses. Mas da&iacute;, at&eacute; chegar ao t&atilde;o esperado &ldquo;xeque-mate&rdquo;, &eacute; outra hist&oacute;ria.<br />
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No quadro pol&iacute;tico atual estamos presenciando, na verdade, muito barulho por parte dessas pseuda-lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas. N&atilde;o desenvolvem, na pr&aacute;tica, quase ou nenhuma atividade de interesse coletivo, pois n&atilde;o h&aacute; o verdadeiro&nbsp; sentimento de bem representar essa mesma&nbsp; coletividade. Diria mais: recursam-se a entender que o cargo p&uacute;blico-pol&iacute;tico n&atilde;o &eacute; emprego e sim presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os a um povo. Na verdade, o politico &eacute; meramente um empregado do povo e deveria sentir-se honrado ao ocupar um cargo p&uacute;blico, ainda mais, advindo de um processo eleitoral.<br />
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N&atilde;o faltam aqueles que se vangloriam do &ldquo;emprego&rdquo; de pol&iacute;tico e at&eacute; apregoam, sem a menor vergonha de robustecer, que &ldquo;fazem pol&iacute;tica por voca&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas n&atilde;o abrem m&atilde;o de velhas pr&aacute;ticas politiqueiras para tentar enganar o eleitorado e assim continuar permanecendo no poder por mais tempo.<br />
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Diante desse quadro que a&iacute; est&aacute;, percebe-se que a reelei&ccedil;&atilde;o para cargos p&uacute;blicos, principalmente, no Poder Executivo, &eacute; danosa para o sistema democr&aacute;tico, ainda mais,&nbsp; num pa&iacute;s como o Brasil que, infelizmente, possui em suas entranhas a cultura da corrup&ccedil;&atilde;o.<br />
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Al&eacute;m disso, &eacute; preciso que haja um amadurecimento pol&iacute;tico dos nossos eleitores, para que sejam mais conscientes de seus direitos e deveres e n&atilde;o se deixem influenciar apenas, por pura estrat&eacute;gia&nbsp; de marketing na hora de votar, ou por que recebeu algum beneficio pessoal e se sentiu na &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o&rdquo;&nbsp; de votar em determinado candidato.<br />
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Enquanto o eleitor votar de forma ego&iacute;sta e mesquinha, os pol&iacute;ticos que ele eleger tamb&eacute;m se sentir&atilde;o &agrave; vontade&nbsp; para&nbsp; exercer&nbsp; seus mandatos na mesma forma.<br />
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Por derradeiro, ocorreu-me agora, um pequeno trecho do discurso do ministro Carlos Ayres Britto, em 2008, quando tomou posse na presid&ecirc;ncia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).&nbsp; Brito enfatizou a necessidade de se dizer&nbsp; ao eleitor que ele n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma v&iacute;tima de eventuais maus pol&iacute;ticos, ele tamb&eacute;m &eacute; c&uacute;mplice, visto que a responsabilidade do eleitor &eacute; muito grande. Assim sendo, tomo a liberdade de conclamar a todos para deixarmos&nbsp; definitivamente de ser c&uacute;mplices dos&nbsp; maus pol&iacute;ticos.&nbsp; A democracia agradece.<br />
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<strong>Zacarias Martins &eacute; jornalista e escritor, titular da Academia Tocantinense de Letras. E-mail:&nbsp;<a href="mailto:zacamartins@gmail.com" target="_blank">zacamartins@gmail.com</a></strong></span><br />

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